Publicação
Distribuição vertical e horizontal do sistema radicular de espécies florestais: efeito da intensidade de mobilização do solo
| Resumo: | A distribuição das raízes no solo resulta de uma série de processos complexos e dinâmicos, que incluem as interações entre o ambiente, o solo e as plantas em pleno crescimento. O conhecimento da arquitectura radicular de espécies florestais pode permitir a recomendação das mais adaptadas às características de cada estação, conduzindo assim a uma melhor utilização do recurso solo e, em consequência limitar os riscos de mortalidade, pragas e doenças. Com o objectivo de obter informação acerca do desenvolvimento vertical e horizontal do sistema radicular de plantas de Castanea sativa (CS) e Pseudotsuga menziesii (PM) efectuaram-se observações num povoamento misto no NE de Portugal, 26 meses após a sua instalação. O ensaio experimental inclui dois tratamentos, representando diferentes intensidades de mobilização do solo: (RLVC) ripagem localizada seguida de armação do terreno em vala e cômoro; (RCLC) ripagem contínua seguida de lavoura contínua. Para estudar os sistemas radiculares selecionaram-se 16 árvores (8 CS e 8 PM), de acordo com a altura média na parcela. Para exposição do sistema radicular procedeu-se, cuidadosamente, à abertura manual de trincheiras, sendo todas as raízes seguidas até à extremidade, colhidas e quantificadas as variáveis: número, comprimento, classe de diâmetro, camada de solo com maior densidade de raízes e volume de solo explorado. A biomassa aérea foi recolhida e quantificada. Os resultados mostram: (i) sistemas radiculares mais profundos, com maior proporção de raízes na camada 20–40 cm e mais uniformemente distribuídos em profundidade na espécie CS e maior densidade de raízes na camada 10–20 cm na espécie PM; (ii) maior volume de solo explorado pelas raízes na espécie CS, sendo mais elevado no tratamento de mobilização mais intensiva; (iii) em CS a biomassa radicular distribui-se uniformemente pelas classes de diâmetro consideradas, sendo em PM nitidamente superior a classe de raízes finas; (iv) biomassa aérea 2 a 3 vezes superior à biomassa subterrânea em CS e 3 a 4 vezes superior em PM. |
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| Autores principais: | Fonseca, Felícia |
| Outros Autores: | Figueiredo, Tomás de; Martins, Afonso |
| Assunto: | Sistemas radiculares Mobilização do solo Espécies florestais |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A distribuição das raízes no solo resulta de uma série de processos complexos e dinâmicos, que incluem as interações entre o ambiente, o solo e as plantas em pleno crescimento. O conhecimento da arquitectura radicular de espécies florestais pode permitir a recomendação das mais adaptadas às características de cada estação, conduzindo assim a uma melhor utilização do recurso solo e, em consequência limitar os riscos de mortalidade, pragas e doenças. Com o objectivo de obter informação acerca do desenvolvimento vertical e horizontal do sistema radicular de plantas de Castanea sativa (CS) e Pseudotsuga menziesii (PM) efectuaram-se observações num povoamento misto no NE de Portugal, 26 meses após a sua instalação. O ensaio experimental inclui dois tratamentos, representando diferentes intensidades de mobilização do solo: (RLVC) ripagem localizada seguida de armação do terreno em vala e cômoro; (RCLC) ripagem contínua seguida de lavoura contínua. Para estudar os sistemas radiculares selecionaram-se 16 árvores (8 CS e 8 PM), de acordo com a altura média na parcela. Para exposição do sistema radicular procedeu-se, cuidadosamente, à abertura manual de trincheiras, sendo todas as raízes seguidas até à extremidade, colhidas e quantificadas as variáveis: número, comprimento, classe de diâmetro, camada de solo com maior densidade de raízes e volume de solo explorado. A biomassa aérea foi recolhida e quantificada. Os resultados mostram: (i) sistemas radiculares mais profundos, com maior proporção de raízes na camada 20–40 cm e mais uniformemente distribuídos em profundidade na espécie CS e maior densidade de raízes na camada 10–20 cm na espécie PM; (ii) maior volume de solo explorado pelas raízes na espécie CS, sendo mais elevado no tratamento de mobilização mais intensiva; (iii) em CS a biomassa radicular distribui-se uniformemente pelas classes de diâmetro consideradas, sendo em PM nitidamente superior a classe de raízes finas; (iv) biomassa aérea 2 a 3 vezes superior à biomassa subterrânea em CS e 3 a 4 vezes superior em PM. |
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