Publicação
Controlo de infestantes na cultura de milho biológico na Escola Superior Agária de Coimbra
| Resumo: | RESUMO O controlo de infestantes é uma das principais preocupações do agricultor. O presente trabalho visou avaliar a eficácia de três tratamentos que poderão ser eficazes no controlo de infestantes na cultura de milho biológico tanto na entrelinha como na linha, nomeadamente a aplicação de queimador, a cobertura do solo com estilha e o pastoreio com patos. Pretendeu-se também avaliar a resistência/ suscetibilidade de cada espécie infestante aos diferentes tratamentos e ainda a produtividade do milho nos diferentes tratamentos aplicados. A parte prática da investigação decorreu entre maio e outubro de 2015, em Coimbra, na superfície agrícola da Escola Superior Agrária de Coimbra, em concreto, na área certificada em Agricultura Biológica, utilizando milho da variedade regional ‘Pigarro’. A estilha e o queimador foram aplicados em duas fases distintas, a estilha, numa primeira fase, logo após a sementeira e o queimador após o aparecimento das primeiras plântulas e, numa segunda fase, após uma sacha. Obtiveram-se melhores resultados destes tratamentos quando aplicados após a sacha. O pastoreio com patos decorreu também após uma primeira sacha, tendo-se verificado que o principal efeito dos animais sobre as infestantes foi o pisoteio, impedindo que estas se desenvolvessem. Comparando os tratamentos em estudo, estilha, queimador e pastoreio com patos, verificou-se que o pastoreio com patos teve resultados semelhantes às aplicações da estilha e do queimador quando estes foram aplicados após a sacha. Apresentaram resultados semelhantes à testemunha técnica e melhores que o tratamento sem combate a infestantes. A espécie Cyperus esculentus foi a que se revelou mais resistente aos diferentes tratamentos. A produtividade do milho não apresentou diferenças significativas nos tratamentos. No entanto, foi condicionada por factores externos, nomeadamente, ataque por animais, o que limitou as conclusões relativamente a este parâmetro. Os resultados obtidos, embora preliminares e necessitando de uma continuidade de estudos, indicam que os tratamentos estudados poderão constituir alternativas válidas no controlo de infestantes em milho biológico. PALAVRAS-CHAVE: Estilha, Infestantes, Milho biológico, Pastoreio com Pato de Pequim, ‘Pigarro’, Queimador . |
|---|---|
| Autores principais: | Neves, Carla Sofia Freitas |
| Assunto: | Estilha Infestantes Milho biológico Pastoreio com Pato de Pequim Pigarro Queimador |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Coimbra |
| Resumo: | RESUMO O controlo de infestantes é uma das principais preocupações do agricultor. O presente trabalho visou avaliar a eficácia de três tratamentos que poderão ser eficazes no controlo de infestantes na cultura de milho biológico tanto na entrelinha como na linha, nomeadamente a aplicação de queimador, a cobertura do solo com estilha e o pastoreio com patos. Pretendeu-se também avaliar a resistência/ suscetibilidade de cada espécie infestante aos diferentes tratamentos e ainda a produtividade do milho nos diferentes tratamentos aplicados. A parte prática da investigação decorreu entre maio e outubro de 2015, em Coimbra, na superfície agrícola da Escola Superior Agrária de Coimbra, em concreto, na área certificada em Agricultura Biológica, utilizando milho da variedade regional ‘Pigarro’. A estilha e o queimador foram aplicados em duas fases distintas, a estilha, numa primeira fase, logo após a sementeira e o queimador após o aparecimento das primeiras plântulas e, numa segunda fase, após uma sacha. Obtiveram-se melhores resultados destes tratamentos quando aplicados após a sacha. O pastoreio com patos decorreu também após uma primeira sacha, tendo-se verificado que o principal efeito dos animais sobre as infestantes foi o pisoteio, impedindo que estas se desenvolvessem. Comparando os tratamentos em estudo, estilha, queimador e pastoreio com patos, verificou-se que o pastoreio com patos teve resultados semelhantes às aplicações da estilha e do queimador quando estes foram aplicados após a sacha. Apresentaram resultados semelhantes à testemunha técnica e melhores que o tratamento sem combate a infestantes. A espécie Cyperus esculentus foi a que se revelou mais resistente aos diferentes tratamentos. A produtividade do milho não apresentou diferenças significativas nos tratamentos. No entanto, foi condicionada por factores externos, nomeadamente, ataque por animais, o que limitou as conclusões relativamente a este parâmetro. Os resultados obtidos, embora preliminares e necessitando de uma continuidade de estudos, indicam que os tratamentos estudados poderão constituir alternativas válidas no controlo de infestantes em milho biológico. PALAVRAS-CHAVE: Estilha, Infestantes, Milho biológico, Pastoreio com Pato de Pequim, ‘Pigarro’, Queimador . |
|---|