Publicação

Estudo preliminar para o desenvolvimento de uma gama de extratos de subprodutos agroalimentares com potencial para uma linha de produtos cosméticos

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O estágio cujo relatório que aqui se apresenta foi realizado nas instalações dos Laboratórios Valoren e SiSUS do Instituto de Investigação Aplicada do IPC, em coordenação com o Instituto Superior de Engenharia de Coimbra e a Escola Superior Agrária de Coimbra. Teve uma duração de mil horas entre 12 de outubro de 2020 a 12 de abril de 2021.O principal objetivo deste trabalho passou pelo desenvolvimento de uma gama de extratos de subprodutos agroalimentares, com o intuito de serem incorporados numa linha de cosméticos, contribuindo para a sua valorização e aproveitamento dos compostos bioativos destes subprodutos.Recorreu-se à utilização da cascarilha de café (subproduto da torra de café), e à utilização das ervas aromáticas hortelã e alecrim, que se mostraram e de interesse para a indústria dos cosméticos, muito devido às propriedades dos compostos de valor acrescentado que apresentam.Na obtenção dos compostos bioativos e aromáticos foram aplicadas duas metodologias de extração sólido/liquido: a Extração convencional e Extração assistida por ultrassons. As duas metodologias usadas foram comparadas na sua eficácia de extração dos compostos de interesse, e ainda no uso das matérias-primas moídas como no estado intacto (sem sofrer alterações físicas). Os solventes utilizados para a extração dos compostos bioativos e aromáticos foram a água e misturas de o etanol:água (25%EtOH e 50%EtOH).As análises realizadas incluíram a determinação do teor de compostos fenólicos totais, flavonoides e a determinação da capacidade antioxidante dos extratos. Na generalidade, os melhores resultados foram obtidos utilizando o 50%EtOH como solvente. Verificou-se que o tipo e o estado da matéria-prima, inteira ou em moída, influencia a extração dos compostos de interesse, e apesar de existem variações em relação aos melhores resultados, os produtos inteiros apresentaram maioritariamente melhores resultados.Na análise de fenólicos utilizando o método de extração por ultrassons e a água como solvente, a hortelã moída apresentou os melhores resultados 5,14±0,41 mg AG/mL que se destacam claramente das restantes matérias-primas.vApesar da hortelã ter sido o material vegetal com melhores resultados no que diz respeito ao teor de compostos fenólicos totais na extração com H2O, é importante realçar que na grande maioria o solvente 50%EtOH foi o que apresentou melhores resultados.Relativamente ao tipo de solvente o 50%EtOH foi o que revelou os melhores resultados, existindo um grande desvio em relação aos valores encontrados aquando do uso dos outros solventes testados.O teor de flavonoides foi mais elevado utilizando a hortelã inteira com recurso à extração convencional (4,02±0,40 mg CAT/mL). Este resultado destaca-se largamente dos restantes, sendo o segundo valor mais alto de 3,66±0,55 mg CAT/mL que também diz respeito à hortelã inteira mas com recurso à extração por ultrassom (50%EtOH).Na quantificação da atividade antioxidante, na generalidade a água foi o solvente que obteve melhores resultados, tanto no caso do alecrim como da cascarilha. No que diz respeito ao alecrim, a matéria-prima inteira e o método de extração assistido por ultrassons levaram aos melhores resultados (0,0014±0,0002 IC50 mg/mL), enquanto que no caso da cascarilha e apesar da matéria-prima inteira também fosse a melhor, o método de extração convencional foi o mais eficaz (0,0018±0,0003 IC50 mg/mL). Dos três materiais vegetais estudados, a hortelã foi a que apresentou os melhores resultados com o uso do produto moído e o 25%EtOH como solvente (0,0011±0,0008 IC50 mg/mL).
Autores principais:Mendes, Cátia Sofia Pereira
Assunto:valorização subprodutos agroalimentares extração solido-líquido fenólicos antioxidantes
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Coimbra
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Coimbra
Descrição
Resumo:O estágio cujo relatório que aqui se apresenta foi realizado nas instalações dos Laboratórios Valoren e SiSUS do Instituto de Investigação Aplicada do IPC, em coordenação com o Instituto Superior de Engenharia de Coimbra e a Escola Superior Agrária de Coimbra. Teve uma duração de mil horas entre 12 de outubro de 2020 a 12 de abril de 2021.O principal objetivo deste trabalho passou pelo desenvolvimento de uma gama de extratos de subprodutos agroalimentares, com o intuito de serem incorporados numa linha de cosméticos, contribuindo para a sua valorização e aproveitamento dos compostos bioativos destes subprodutos.Recorreu-se à utilização da cascarilha de café (subproduto da torra de café), e à utilização das ervas aromáticas hortelã e alecrim, que se mostraram e de interesse para a indústria dos cosméticos, muito devido às propriedades dos compostos de valor acrescentado que apresentam.Na obtenção dos compostos bioativos e aromáticos foram aplicadas duas metodologias de extração sólido/liquido: a Extração convencional e Extração assistida por ultrassons. As duas metodologias usadas foram comparadas na sua eficácia de extração dos compostos de interesse, e ainda no uso das matérias-primas moídas como no estado intacto (sem sofrer alterações físicas). Os solventes utilizados para a extração dos compostos bioativos e aromáticos foram a água e misturas de o etanol:água (25%EtOH e 50%EtOH).As análises realizadas incluíram a determinação do teor de compostos fenólicos totais, flavonoides e a determinação da capacidade antioxidante dos extratos. Na generalidade, os melhores resultados foram obtidos utilizando o 50%EtOH como solvente. Verificou-se que o tipo e o estado da matéria-prima, inteira ou em moída, influencia a extração dos compostos de interesse, e apesar de existem variações em relação aos melhores resultados, os produtos inteiros apresentaram maioritariamente melhores resultados.Na análise de fenólicos utilizando o método de extração por ultrassons e a água como solvente, a hortelã moída apresentou os melhores resultados 5,14±0,41 mg AG/mL que se destacam claramente das restantes matérias-primas.vApesar da hortelã ter sido o material vegetal com melhores resultados no que diz respeito ao teor de compostos fenólicos totais na extração com H2O, é importante realçar que na grande maioria o solvente 50%EtOH foi o que apresentou melhores resultados.Relativamente ao tipo de solvente o 50%EtOH foi o que revelou os melhores resultados, existindo um grande desvio em relação aos valores encontrados aquando do uso dos outros solventes testados.O teor de flavonoides foi mais elevado utilizando a hortelã inteira com recurso à extração convencional (4,02±0,40 mg CAT/mL). Este resultado destaca-se largamente dos restantes, sendo o segundo valor mais alto de 3,66±0,55 mg CAT/mL que também diz respeito à hortelã inteira mas com recurso à extração por ultrassom (50%EtOH).Na quantificação da atividade antioxidante, na generalidade a água foi o solvente que obteve melhores resultados, tanto no caso do alecrim como da cascarilha. No que diz respeito ao alecrim, a matéria-prima inteira e o método de extração assistido por ultrassons levaram aos melhores resultados (0,0014±0,0002 IC50 mg/mL), enquanto que no caso da cascarilha e apesar da matéria-prima inteira também fosse a melhor, o método de extração convencional foi o mais eficaz (0,0018±0,0003 IC50 mg/mL). Dos três materiais vegetais estudados, a hortelã foi a que apresentou os melhores resultados com o uso do produto moído e o 25%EtOH como solvente (0,0011±0,0008 IC50 mg/mL).