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O jornalismo e o processo de hibridização das fronteiras profissionais nos media: o caso “Porto Canal”

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nesta primeira metade do século XXI, em pleno paradigma digital e estado de mutação dos media, aplicam-se neste trabalho os conceitos de comunicação e informação para a análise do exercício profissional do jornalismo que aqui permanece entendido enquanto uma forma de conhecimento do quotidiano. E necessariamente diferente do mundo do ‘marketing’; da ‘publicidade’ ou das ‘relações públicas’ nos seus valores de referência que estão baseados no cumprimento da exigência pública no direito a saber, em bem comum e imaterial. Integrei o centro de produção de conteúdos do Porto Canal no Dragão Arena, um espaço diferente do centro de produção da estação de televisão por cabo instalado na Senhora da Hora, a sede do canal. Ambos são constituídos por jornalistas detentores de carteira profissional, mas a apropriação de formatos e géneros jornalísticos no Dragão Arena acompanha a estratégia comunicacional e de promoção do Futebol Clube do Porto. Esta realidade mobilizou séries interrogações na minha vida de aprendiz de jornalismo que o continua a entender (e praticar) em respeito pelos seus princípios fundamentais de liberdade, autonomia e independência. Ao longo deste relatório de estágio curricular questiono-me, em permanência, se existe jornalismo no interesse próprio.
Autores principais:Melo, Raquel Alexandra Gonçalves
Assunto:Porto Canal FC Porto Jornalismo & Comunicação de Marca Valores de Referência Profissionais Journalism & Brand Communication Professional Reference Values
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Coimbra
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Coimbra
Descrição
Resumo:Nesta primeira metade do século XXI, em pleno paradigma digital e estado de mutação dos media, aplicam-se neste trabalho os conceitos de comunicação e informação para a análise do exercício profissional do jornalismo que aqui permanece entendido enquanto uma forma de conhecimento do quotidiano. E necessariamente diferente do mundo do ‘marketing’; da ‘publicidade’ ou das ‘relações públicas’ nos seus valores de referência que estão baseados no cumprimento da exigência pública no direito a saber, em bem comum e imaterial. Integrei o centro de produção de conteúdos do Porto Canal no Dragão Arena, um espaço diferente do centro de produção da estação de televisão por cabo instalado na Senhora da Hora, a sede do canal. Ambos são constituídos por jornalistas detentores de carteira profissional, mas a apropriação de formatos e géneros jornalísticos no Dragão Arena acompanha a estratégia comunicacional e de promoção do Futebol Clube do Porto. Esta realidade mobilizou séries interrogações na minha vida de aprendiz de jornalismo que o continua a entender (e praticar) em respeito pelos seus princípios fundamentais de liberdade, autonomia e independência. Ao longo deste relatório de estágio curricular questiono-me, em permanência, se existe jornalismo no interesse próprio.