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Precisão da área valvula aórtica projetada em doentes com estenose aórtica de baixo fluxo-baixo gradiente: revisão sistemática

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Um grande desafio da estenose aórtica (EAo) é a diferenciação entre a EAo grave “verdadeira” e a pseudo-estenose em doentes com baixo fluxo e baixo gradiente. Vários critérios foram propostos para diferenciar estes dois subgrupos, no entanto as alterações no gradiente médio (GM) e na área valvular durante o ecocardiograma de stress com dobutamina (ESD) dependem da magnitude do aumento de fluxo. Para ultrapassar esta limitação, foi proposto estimar área da válvula aórtica (AVA) para um fluxo transvalvular normalizado. Objetivo: Avaliar a acurácia e validade da utilização da área valvular aórtica projetada (AVAproj) como ferramenta para diferenciar entre EAo grave “verdadeira” e pseudoestenose durante o ESD. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa de literatura usando as seguintes palavras-chave, assim como associações entre elas: projected aortic valve area, aortic stenosis, flow rate, stress echocardiography, dobutamine stress echocardiography, low-gradient severe aortic stenosis, stroke volume index, transvalvular flow rate, low flow-low gradient aortic stenosis, procurando todos os estudos randomizados e não randomizados sobre o uso da AVAproj. Resultados: A pesquisa resultou na seleção de 4 estudos observacionais publicados entre 2006 e 2018 com um total de 429 doentes com EAo grave ou pseudo-grave. Foi notada uma grande variabilidade metodológica e estatística dos estudos pelo que não foi possível fazer uma meta-análise dos dados. Apesar da grande heterogeneidade, o global dos dados sugere que a AVAproj apresenta os melhores valores de sensibilidade, especificidade e percentagem correta de classificação, permitindo reclassificar em média 9 em cada 10 doentes. Conclusão: O cálculo da AVAproj poderá ajudar na reclassificação e tomada de decisão clínica nos doentes com gravidade da EAo dúbia.
Autores principais:Santos, Cristina
Assunto:estenose aórtica baixo fluxo-baixo gradiente ecocardiografia de stress com dobutamina área valvular aórtica área valvular aórtica projetada aortic stenosis low flow-low gradient dobutamine stress echocardiography aortic valve area projected aortic valve area
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Coimbra
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Coimbra
Descrição
Resumo:Introdução: Um grande desafio da estenose aórtica (EAo) é a diferenciação entre a EAo grave “verdadeira” e a pseudo-estenose em doentes com baixo fluxo e baixo gradiente. Vários critérios foram propostos para diferenciar estes dois subgrupos, no entanto as alterações no gradiente médio (GM) e na área valvular durante o ecocardiograma de stress com dobutamina (ESD) dependem da magnitude do aumento de fluxo. Para ultrapassar esta limitação, foi proposto estimar área da válvula aórtica (AVA) para um fluxo transvalvular normalizado. Objetivo: Avaliar a acurácia e validade da utilização da área valvular aórtica projetada (AVAproj) como ferramenta para diferenciar entre EAo grave “verdadeira” e pseudoestenose durante o ESD. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa de literatura usando as seguintes palavras-chave, assim como associações entre elas: projected aortic valve area, aortic stenosis, flow rate, stress echocardiography, dobutamine stress echocardiography, low-gradient severe aortic stenosis, stroke volume index, transvalvular flow rate, low flow-low gradient aortic stenosis, procurando todos os estudos randomizados e não randomizados sobre o uso da AVAproj. Resultados: A pesquisa resultou na seleção de 4 estudos observacionais publicados entre 2006 e 2018 com um total de 429 doentes com EAo grave ou pseudo-grave. Foi notada uma grande variabilidade metodológica e estatística dos estudos pelo que não foi possível fazer uma meta-análise dos dados. Apesar da grande heterogeneidade, o global dos dados sugere que a AVAproj apresenta os melhores valores de sensibilidade, especificidade e percentagem correta de classificação, permitindo reclassificar em média 9 em cada 10 doentes. Conclusão: O cálculo da AVAproj poderá ajudar na reclassificação e tomada de decisão clínica nos doentes com gravidade da EAo dúbia.