Publicação
Cybersecurity for space applications
| Resumo: | A Humanidade, ao longo dos tempos, tem feito progressos significativos, no que respeita a um conhecimento mais apurado do Espaço, quer em termos científicos quer tecnológicos como por exemplo, comunicarmo-nos entre longas distâncias graças aos satélites em orbita do planeta Terra, exploração de outros corpos celestes através do lançamento de rovers ou até mesmo descobrir a origem do Universo usando telescópios terrestres e orbitais observando vizinhas e distantes galáxias. Torna-se, pois, determinante garantir a cibersegurança dos sistemas espaciais contra as ciberameaças, protegendo o nosso modo de vida. Desde a era da Guerra Fria, a exploração espacial foi amplamente dominada pelos Estados Unidos e a antiga União Soviética que possuíam os recursos e “know-how” para desenvolver satélites e colocá-los em orbita, garantindo que todo esse processo fosse o mais secreto possível (segurança através da obscuridade), para garantir a segurança. No entanto, os avanços na tecnologia, especialmente na computação e digitalização, diminuíram os custos de produção dos satélites, abrindo as portas da Exploração Espacial a novas entidades, aumentando as suas vulnerabilidades a ataques cibernéticos, como consequência. Nos últimos anos, a cibersegurança surgiu como uma preocupação significativa no domínio espacial, impactando o controlo dos satélites, os objetivos da missão, a integridade dos ativos e a segurança das comunicações. A cibersegurança no espaço (segmento terrestre e espacial) é um campo em desenvolvimento, carecendo do estabelecimento de práticas ou com práticas existentes limitadas, tecnologias, metodologias, processos, ferramentas ou normas, estando á mercê de ciberataques como jamming, spoofing ou ataques do tipo engenharia social. Não obstante, tem vindo a ganhar impulso devido às crescentes exigências dos clientes e à incorporação gradual de preocupações de cibersegurança nas normas de desenvolvimento. A Agência Espacial Europeia, por exemplo, está a abordar a cibersegurança nas atualizações da sua norma de engenharia espacial de software ECSS-E-ST-40C e também na qualidade do software ECSS-Q-ST-80C. Este documento detalha um estágio de mestrado integrado na Área do Espaço da Critical Software, com foco no estudo de como proteger os sistemas espaciais contra as ciberameaças. O estágio envolve a pesquisa de ameaças específicas do domínio do Espaço e outros semelhantes (automóvel, ferrovia e aviação), o estado-da-arte em cibersegurança, tecnologias de sistemas e proposta de práticas, tecnologias, metodologias, processos, ferramentas ou mesmo requisitos de normas para melhorar a proteção dos sistemas espaciais contra ameaças e vulnerabilidades. |
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| Autores principais: | Sousa, Pedro Miguel Ferreira |
| Assunto: | Ameaças cibernéticas Cibersegurança espacial Infraestrutura espacial Segurança do sistema espacial Sistemas de satélite |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Coimbra |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Instituto Politécnico de Coimbra |
| Resumo: | A Humanidade, ao longo dos tempos, tem feito progressos significativos, no que respeita a um conhecimento mais apurado do Espaço, quer em termos científicos quer tecnológicos como por exemplo, comunicarmo-nos entre longas distâncias graças aos satélites em orbita do planeta Terra, exploração de outros corpos celestes através do lançamento de rovers ou até mesmo descobrir a origem do Universo usando telescópios terrestres e orbitais observando vizinhas e distantes galáxias. Torna-se, pois, determinante garantir a cibersegurança dos sistemas espaciais contra as ciberameaças, protegendo o nosso modo de vida. Desde a era da Guerra Fria, a exploração espacial foi amplamente dominada pelos Estados Unidos e a antiga União Soviética que possuíam os recursos e “know-how” para desenvolver satélites e colocá-los em orbita, garantindo que todo esse processo fosse o mais secreto possível (segurança através da obscuridade), para garantir a segurança. No entanto, os avanços na tecnologia, especialmente na computação e digitalização, diminuíram os custos de produção dos satélites, abrindo as portas da Exploração Espacial a novas entidades, aumentando as suas vulnerabilidades a ataques cibernéticos, como consequência. Nos últimos anos, a cibersegurança surgiu como uma preocupação significativa no domínio espacial, impactando o controlo dos satélites, os objetivos da missão, a integridade dos ativos e a segurança das comunicações. A cibersegurança no espaço (segmento terrestre e espacial) é um campo em desenvolvimento, carecendo do estabelecimento de práticas ou com práticas existentes limitadas, tecnologias, metodologias, processos, ferramentas ou normas, estando á mercê de ciberataques como jamming, spoofing ou ataques do tipo engenharia social. Não obstante, tem vindo a ganhar impulso devido às crescentes exigências dos clientes e à incorporação gradual de preocupações de cibersegurança nas normas de desenvolvimento. A Agência Espacial Europeia, por exemplo, está a abordar a cibersegurança nas atualizações da sua norma de engenharia espacial de software ECSS-E-ST-40C e também na qualidade do software ECSS-Q-ST-80C. Este documento detalha um estágio de mestrado integrado na Área do Espaço da Critical Software, com foco no estudo de como proteger os sistemas espaciais contra as ciberameaças. O estágio envolve a pesquisa de ameaças específicas do domínio do Espaço e outros semelhantes (automóvel, ferrovia e aviação), o estado-da-arte em cibersegurança, tecnologias de sistemas e proposta de práticas, tecnologias, metodologias, processos, ferramentas ou mesmo requisitos de normas para melhorar a proteção dos sistemas espaciais contra ameaças e vulnerabilidades. |
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