Publicação
Trabalho sedentário e avaliação antropométrica em trabalhadores de uma instituição do ensino superior politécnico em Coimbra
| Resumo: | Nas últimas décadas, com a introdução de mudanças nos processos de trabalho e com as novas tecnologias, houve um aumento do sedentarismo ocupacional (trabalhador numa postura sentada por longos períodos de tempo). O comportamento sedentário está associado a um risco aumentado de desenvolver doenças crónicas, como obesidade, diabetes tipo II, doenças cardiovasculares. Este estudo tem como objetivo avaliar a relação entre trabalho sedentário e avaliação antropométrica em trabalhadores de uma instituição de ensino superior politécnico em Coimbra. Foram aplicados 2 questionários – o Occupational Sitting and Physical Activity Questionnaire (OSPAQ) e o Questionário Internacional de Avaliação de Atividade Física (IPAQ – S). Foram recolhidos dados sobre idade, sexo, percentagem de gordura corporal, perímetro da cintura, massa muscular esquelética, força de preensão e índice de massa corporal, de uma amostra de 59 homens e mulheres adultas, entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018, a trabalhar em tempo integral. Para o tratamento estatístico, os autores analisaram as informações com o SPSS Statistics. No presente estudo, 39 dos indivíduos eram do sexo feminino e 19 do sexo masculino, com idade entre os 31 - 62 anos. Os não docentes revelaram maior sedentarismo na sua atividade ocupacional e os docentes apresentaram maior força de preensão e de massa muscular esquelética e menor percentagem de gordura corporal. A correlação de Spearman revelou que não existe associação entre o sedentarismo ocupacional (postura sentada) e os parâmetros antropométricos (p> 0,05). Com este estudo verificou-se que existem indivíduos com comportamento sedentário no trabalho. Apesar de não se ter verificado associação estatisticamente significativa entre o trabalho sedentário e os dados antropométricos, foi possível observar-se uma tendência para os trabalhadores que apresentam maior sedentarismo ocupacional evidenciar piores parâmetros antropométricos. Tendo em conta estes dados, é urgente a adoção de medidas no sentido da criação de condições promotoras de um ambiente de trabalho saudável. |
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| Autores principais: | Fialho, Sónia Alexandra da Silva Pimentão |
| Assunto: | Promoção da saúde Comportamento sedentário Antropometria Local de trabalho |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Coimbra |
| Resumo: | Nas últimas décadas, com a introdução de mudanças nos processos de trabalho e com as novas tecnologias, houve um aumento do sedentarismo ocupacional (trabalhador numa postura sentada por longos períodos de tempo). O comportamento sedentário está associado a um risco aumentado de desenvolver doenças crónicas, como obesidade, diabetes tipo II, doenças cardiovasculares. Este estudo tem como objetivo avaliar a relação entre trabalho sedentário e avaliação antropométrica em trabalhadores de uma instituição de ensino superior politécnico em Coimbra. Foram aplicados 2 questionários – o Occupational Sitting and Physical Activity Questionnaire (OSPAQ) e o Questionário Internacional de Avaliação de Atividade Física (IPAQ – S). Foram recolhidos dados sobre idade, sexo, percentagem de gordura corporal, perímetro da cintura, massa muscular esquelética, força de preensão e índice de massa corporal, de uma amostra de 59 homens e mulheres adultas, entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018, a trabalhar em tempo integral. Para o tratamento estatístico, os autores analisaram as informações com o SPSS Statistics. No presente estudo, 39 dos indivíduos eram do sexo feminino e 19 do sexo masculino, com idade entre os 31 - 62 anos. Os não docentes revelaram maior sedentarismo na sua atividade ocupacional e os docentes apresentaram maior força de preensão e de massa muscular esquelética e menor percentagem de gordura corporal. A correlação de Spearman revelou que não existe associação entre o sedentarismo ocupacional (postura sentada) e os parâmetros antropométricos (p> 0,05). Com este estudo verificou-se que existem indivíduos com comportamento sedentário no trabalho. Apesar de não se ter verificado associação estatisticamente significativa entre o trabalho sedentário e os dados antropométricos, foi possível observar-se uma tendência para os trabalhadores que apresentam maior sedentarismo ocupacional evidenciar piores parâmetros antropométricos. Tendo em conta estes dados, é urgente a adoção de medidas no sentido da criação de condições promotoras de um ambiente de trabalho saudável. |
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