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Comunicação responsável como pilar estratégico no setor dos seguros

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Resumo:A presente dissertação analisa o papel da Comunicação Responsável (CR) como pilar estratégico no setor segurador português, considerando os referenciais éticos, os critérios ESG e ODS, com especial destaque para o proposto 18.º ODS pela Global Alliance for Public Relations and Communication Management (GAPRCM), centrado na ética, na transparência e na responsabilidade comunicacional. Embora os ODS oficiais sejam 17, a sociedade civil tem apresentado propostas para um 18º e a GAPRCM sustentou a sua no reforço e centralidade da ética, da transparência e da responsabilidade comunicacional nas práticas organizacionais, ampliando o alcance dos ODS tradicionais. Num setor marcado pela proteção de pessoas e bens, e por exigências regulatórias e reputacionais elevadas, a forma como as seguradoras comunicam influencia diretamente a confiança, a sustentabilidade e a diferenciação institucional. Ao adotar uma CR, as companhias de seguros fortalecem a confiança do público, reduzem conflitos e reclamações, e constroem relações de longo prazo, essenciais num setor baseado na premissa de proteção e segurança. Num cenário de transformação digital e mudanças nas expetativas dos consumidores, a CR torna-se não apenas uma estratégia, mas uma obrigação para empresas que ambicionam sustentabilidade e legitimidade. Através da aplicação da grelha CARE, estruturada nos eixos Content, Aim, Reporting e Engagement, foram examinadas dez dimensões que correspondem às dez metas do ODS 18 em 17 códigos de ética de seguradoras com maior quota de mercado em Portugal. A análise revelou uma incorporação parcial e assimétrica dos princípios da CR, com variações significativas entre entidades. Destacam-se seguradoras, que evidenciam práticas consistentes nos três pilares centrais da CR: diálogo institucional, responsabilidade e transparência, e empatia organizacional. Em contrapartida, outras seguradoras apresentam afastamento dos referenciais éticos, com ausência de propósito claro e limitada integração dos pilares da CR. Estes resultados permitem concluir que não existe um alinhamento sistemático com os princípios e propósito da comunicação no setor dos seguros, em Portugal, pese embora os desafios da sustentabilidade a que estão sujeitos e que decorrem da sua área de atuação. O estudo contribui para a reflexão sobre a maturidade ética do setor segurador, evidenciando a necessidade de revisão normativa, integração estratégica dos ODS e desenvolvimento de indicadores específicos de responsabilidade comunicacional. A CR revela-se, assim, não apenas como uma prática ética, mas como um instrumento de sustentabilidade e diferenciação reputacional.
Autores principais:Pina, Alexandra Sofia Domingues de
Assunto:Comunicação Responsável Sustentabilidade Setor Segurador Código de ética empresarial ESG ODS Transparência Diálogo Empatia Responsible Communication Sustainability Insurance Sector Corporate Code of Ethics SDGs Transparency Dialogue Empathy
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Coimbra
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Coimbra
Descrição
Resumo:A presente dissertação analisa o papel da Comunicação Responsável (CR) como pilar estratégico no setor segurador português, considerando os referenciais éticos, os critérios ESG e ODS, com especial destaque para o proposto 18.º ODS pela Global Alliance for Public Relations and Communication Management (GAPRCM), centrado na ética, na transparência e na responsabilidade comunicacional. Embora os ODS oficiais sejam 17, a sociedade civil tem apresentado propostas para um 18º e a GAPRCM sustentou a sua no reforço e centralidade da ética, da transparência e da responsabilidade comunicacional nas práticas organizacionais, ampliando o alcance dos ODS tradicionais. Num setor marcado pela proteção de pessoas e bens, e por exigências regulatórias e reputacionais elevadas, a forma como as seguradoras comunicam influencia diretamente a confiança, a sustentabilidade e a diferenciação institucional. Ao adotar uma CR, as companhias de seguros fortalecem a confiança do público, reduzem conflitos e reclamações, e constroem relações de longo prazo, essenciais num setor baseado na premissa de proteção e segurança. Num cenário de transformação digital e mudanças nas expetativas dos consumidores, a CR torna-se não apenas uma estratégia, mas uma obrigação para empresas que ambicionam sustentabilidade e legitimidade. Através da aplicação da grelha CARE, estruturada nos eixos Content, Aim, Reporting e Engagement, foram examinadas dez dimensões que correspondem às dez metas do ODS 18 em 17 códigos de ética de seguradoras com maior quota de mercado em Portugal. A análise revelou uma incorporação parcial e assimétrica dos princípios da CR, com variações significativas entre entidades. Destacam-se seguradoras, que evidenciam práticas consistentes nos três pilares centrais da CR: diálogo institucional, responsabilidade e transparência, e empatia organizacional. Em contrapartida, outras seguradoras apresentam afastamento dos referenciais éticos, com ausência de propósito claro e limitada integração dos pilares da CR. Estes resultados permitem concluir que não existe um alinhamento sistemático com os princípios e propósito da comunicação no setor dos seguros, em Portugal, pese embora os desafios da sustentabilidade a que estão sujeitos e que decorrem da sua área de atuação. O estudo contribui para a reflexão sobre a maturidade ética do setor segurador, evidenciando a necessidade de revisão normativa, integração estratégica dos ODS e desenvolvimento de indicadores específicos de responsabilidade comunicacional. A CR revela-se, assim, não apenas como uma prática ética, mas como um instrumento de sustentabilidade e diferenciação reputacional.