Publicação
A auditoria interna no setor público: caso das autarquias em Portugal
| Resumo: | O objetivo principal deste estudo passa por compreender o contributo da auditoria interna na gestão das autarquias locais em Portugal (municípios e freguesias). No seguimento do exposto definiram-se três objetivos específicos: verificar o grau de implementação da auditoria interna nas autarquias locais em Portugal (municípios e freguesias), no qual se pretende averiguar a percentagem das autarquias com a auditoria interna implementada nas autarquias locais; o segundo objetivo passa por averiguar a relevância que as autarquias (municípios e freguesias) atribuem à auditoria interna, com o intuito de verificar a percentagem das que a consideram relevante, e quais as razões que justificam a inexistência dessa função no interior dos municípios e freguesias; por fim, aferir se a auditoria interna deveria ser voluntária ou obrigatória nas autarquias locais, procurando opiniões sobre a possível obrigatoriedade (imposta por legislação). A auditoria interna fornece informações independentes, objetivas, fiáveis, formalizadas com base em evidências e assenta numa avaliação contínua dos processos de gestão de risco, dos controlos e da governação da autarquia local, com vantagens significativas na relação custo/benefício e no apoio à resolução de problemas. Neste contexto, procede-se a um estudo empírico do tipo exploratório utilizando métodos quantitativos, nomeadamente com a recolha de dados por questionário. O universo deste estudo são 66 municípios portugueses (constantes do Anexo I que segundo Félix (2012) trata-se de municípios com serviço de auditoria interna), e 25 freguesias com maior número de habitantes de Portugal (constantes do Anexo II, segundo Censos do ano de 2013 do INE – Instituto nacional de Estatística). Os resultados e as conclusões mais relevantes determinam: em primeiro lugar, que 50% das autarquias inquiridas não têm auditoria interna. Em segundo lugar, que 29% das autarquias não entendem a importância da auditoria interna e 54% justificam a não existência de auditoria interna por falta de pessoal com formação adequada. Por fim, para 73% das autarquias locais, a auditoria interna deveria ser obrigatória (imposta por legislação). Pesquisas futuras poderão ser desenvolvidas nomeadamente alargando a amostra. |
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| Autores principais: | Oliveira, José Ângelo Pires de |
| Assunto: | Auditoria Interna Municípios Freguesias |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Coimbra |
| Resumo: | O objetivo principal deste estudo passa por compreender o contributo da auditoria interna na gestão das autarquias locais em Portugal (municípios e freguesias). No seguimento do exposto definiram-se três objetivos específicos: verificar o grau de implementação da auditoria interna nas autarquias locais em Portugal (municípios e freguesias), no qual se pretende averiguar a percentagem das autarquias com a auditoria interna implementada nas autarquias locais; o segundo objetivo passa por averiguar a relevância que as autarquias (municípios e freguesias) atribuem à auditoria interna, com o intuito de verificar a percentagem das que a consideram relevante, e quais as razões que justificam a inexistência dessa função no interior dos municípios e freguesias; por fim, aferir se a auditoria interna deveria ser voluntária ou obrigatória nas autarquias locais, procurando opiniões sobre a possível obrigatoriedade (imposta por legislação). A auditoria interna fornece informações independentes, objetivas, fiáveis, formalizadas com base em evidências e assenta numa avaliação contínua dos processos de gestão de risco, dos controlos e da governação da autarquia local, com vantagens significativas na relação custo/benefício e no apoio à resolução de problemas. Neste contexto, procede-se a um estudo empírico do tipo exploratório utilizando métodos quantitativos, nomeadamente com a recolha de dados por questionário. O universo deste estudo são 66 municípios portugueses (constantes do Anexo I que segundo Félix (2012) trata-se de municípios com serviço de auditoria interna), e 25 freguesias com maior número de habitantes de Portugal (constantes do Anexo II, segundo Censos do ano de 2013 do INE – Instituto nacional de Estatística). Os resultados e as conclusões mais relevantes determinam: em primeiro lugar, que 50% das autarquias inquiridas não têm auditoria interna. Em segundo lugar, que 29% das autarquias não entendem a importância da auditoria interna e 54% justificam a não existência de auditoria interna por falta de pessoal com formação adequada. Por fim, para 73% das autarquias locais, a auditoria interna deveria ser obrigatória (imposta por legislação). Pesquisas futuras poderão ser desenvolvidas nomeadamente alargando a amostra. |
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