Publicação
Perceções dos Médicos de Família sobre a Inteligência Artificial nos Cuidados de Saúde Primários
| Resumo: | A inteligência artificial está a transformar progressivamente a prática médica, incluindo a Medicina Geral e Familiar, oferecendo novas possibilidades de apoio ao diagnóstico, gestão clínica e organização dos cuidados. No entanto, a sua integração levanta desafios éticos, técnicos e organizacionais que importa compreender no contexto específico da atenção primária. Neste trabalho, intitulado “Perceções dos Médicos de Família sobre a IA nos Cuidados de Saúde Primários”, procurou-se explorar como os médicos de família encaram a aplicação da Inteligência Artificial no seu quotidiano clínico, que oportunidades e preocupações identificam, e quais os impactos esperados na sua prática. A investigação seguiu uma abordagem qualitativa descritiva e exploratória. Inicialmente, realizou-se uma revisão sistemática da literatura para identificar os principais temas e lacunas no conhecimento sobre o tema. Posteriormente, foram conduzidas entrevistas semiestruturadas a cinco médicos de Medicina Geral e Familiar, analisadas segundo a metodologia de análise temática de Braun e Clarke. Os resultados revelaram, por um lado, uma perceção globalmente positiva sobre o potencial da Inteligência Artifical, nomeadamente como ferramenta de apoio à decisão clínica e para a redução de carga burocrática. Por outro lado, emergiram preocupações relacionadas com a fiabilidade dos sistemas, a possível perda de dimensão humana da consulta e a falta de formação específica nesta área. A maioria dos participantes destacou a necessidade de garantir a equidade no acesso às ferramentas de IA e de clarificar a responsabilidade legal em caso de erro. Face à rápida evolução destas tecnologias, os resultados desta investigação sugerem a urgência de ajustar as políticas públicas na área da saúde, promovendo a capacitação dos profissionais de Medicina Geral e Familiar em literacia digital e inteligência artificial, assegurando simultaneamente uma implementação sustentável, ética, equitativa e centrada no utente. |
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| Autores principais: | Santos, Diana Callebaut Mendes Ramalho |
| Assunto: | Cuidados de Saúde Primários Medicina Geral e Familiar Médicos de Família Prática Clínica Inteligência Artificial |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Coimbra |
| Resumo: | A inteligência artificial está a transformar progressivamente a prática médica, incluindo a Medicina Geral e Familiar, oferecendo novas possibilidades de apoio ao diagnóstico, gestão clínica e organização dos cuidados. No entanto, a sua integração levanta desafios éticos, técnicos e organizacionais que importa compreender no contexto específico da atenção primária. Neste trabalho, intitulado “Perceções dos Médicos de Família sobre a IA nos Cuidados de Saúde Primários”, procurou-se explorar como os médicos de família encaram a aplicação da Inteligência Artificial no seu quotidiano clínico, que oportunidades e preocupações identificam, e quais os impactos esperados na sua prática. A investigação seguiu uma abordagem qualitativa descritiva e exploratória. Inicialmente, realizou-se uma revisão sistemática da literatura para identificar os principais temas e lacunas no conhecimento sobre o tema. Posteriormente, foram conduzidas entrevistas semiestruturadas a cinco médicos de Medicina Geral e Familiar, analisadas segundo a metodologia de análise temática de Braun e Clarke. Os resultados revelaram, por um lado, uma perceção globalmente positiva sobre o potencial da Inteligência Artifical, nomeadamente como ferramenta de apoio à decisão clínica e para a redução de carga burocrática. Por outro lado, emergiram preocupações relacionadas com a fiabilidade dos sistemas, a possível perda de dimensão humana da consulta e a falta de formação específica nesta área. A maioria dos participantes destacou a necessidade de garantir a equidade no acesso às ferramentas de IA e de clarificar a responsabilidade legal em caso de erro. Face à rápida evolução destas tecnologias, os resultados desta investigação sugerem a urgência de ajustar as políticas públicas na área da saúde, promovendo a capacitação dos profissionais de Medicina Geral e Familiar em literacia digital e inteligência artificial, assegurando simultaneamente uma implementação sustentável, ética, equitativa e centrada no utente. |
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