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O contributo dos grupos psicoeducativos na redução da sobrecarga e na adoção de estratégias de coping, nos cuidadores informais, no cuidado à pessoa com demência

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os cuidadores informais assumem um papel central no apoio a familiares com demência, frequentemente sem formação especifica, sendo maioritariamente cônjuges e mulheres. O cuidado assume uma carga elevada, implicando renúncia a atividades pessoais, sociais e profissionais, o que pode comprometer o bem-estar psicológico e a qualidade do cuidado prestado. Grupos psicoeducativos emergem como uma estratégia relevante, promovendo a partilha de experiências, a aquisição de conhecimentos sobre a doença e o desenvolvimento de estratégias de coping, contribuindo para reduzir a sobrecarga e fortalecer a perceção de competência dos cuidadores. O estudo teve como objetivo avaliar o contributo destes grupos na redução da sobrecarga e na adoção das estratégias de coping. Trata-se de um estudo quase-experimental, de abordagem mista, realizado num Centro de Intervenção Comunitária especializado na doença de Alzheimer, com 17 cuidadores informais distribuídos entre grupo experimental e grupo de controlo. Foram aplicados instrumentos quantitativos (QASCI e Brief COPE) e conduzidas entrevistas semiestruturadas, analisadas por análise de conteúdo. Os resultados não evidenciaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos, mas apontaram tendências relevantes, nomeadamente maior estabilidade nos mecanismos de coping e na perceção de autoeficácia no grupo que participou nos grupos psicoeducativos, em contraste com oscilações mais marcadas no grupo de controlo. A principal limitação foi a reduzida dimensão da amostra, sobretudo no grupo experimental, restringindo a robusteza estatística e a generalização dos resultados. O estudo evidencia o potencial dos grupos psicoeducativos como intervenção de apoio a cuidadores informais, destacando a necessidade de investigação futura com amostras maiores para consolidar os resultados.
Autores principais:Inácio, Tânia Margarida Simões
Assunto:Cuidadores informais demência sobrecarga grupos psicoeducativos coping Informal caregivers dementia burden psychoeducational groups
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Coimbra
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Coimbra
Descrição
Resumo:Os cuidadores informais assumem um papel central no apoio a familiares com demência, frequentemente sem formação especifica, sendo maioritariamente cônjuges e mulheres. O cuidado assume uma carga elevada, implicando renúncia a atividades pessoais, sociais e profissionais, o que pode comprometer o bem-estar psicológico e a qualidade do cuidado prestado. Grupos psicoeducativos emergem como uma estratégia relevante, promovendo a partilha de experiências, a aquisição de conhecimentos sobre a doença e o desenvolvimento de estratégias de coping, contribuindo para reduzir a sobrecarga e fortalecer a perceção de competência dos cuidadores. O estudo teve como objetivo avaliar o contributo destes grupos na redução da sobrecarga e na adoção das estratégias de coping. Trata-se de um estudo quase-experimental, de abordagem mista, realizado num Centro de Intervenção Comunitária especializado na doença de Alzheimer, com 17 cuidadores informais distribuídos entre grupo experimental e grupo de controlo. Foram aplicados instrumentos quantitativos (QASCI e Brief COPE) e conduzidas entrevistas semiestruturadas, analisadas por análise de conteúdo. Os resultados não evidenciaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos, mas apontaram tendências relevantes, nomeadamente maior estabilidade nos mecanismos de coping e na perceção de autoeficácia no grupo que participou nos grupos psicoeducativos, em contraste com oscilações mais marcadas no grupo de controlo. A principal limitação foi a reduzida dimensão da amostra, sobretudo no grupo experimental, restringindo a robusteza estatística e a generalização dos resultados. O estudo evidencia o potencial dos grupos psicoeducativos como intervenção de apoio a cuidadores informais, destacando a necessidade de investigação futura com amostras maiores para consolidar os resultados.