Publicação
A relação de comunicação entre médico-paciente:impactos da COVID-19
| Resumo: | A presente dissertação centra-se no estudo da relação de comunicação entre médico-paciente em contexto de consulta. É objetivo deste trabalho compreender de que forma a pandemia COVID-19 impactou a relação de comunicação entre médico e paciente, determinar quais os modelos de comunicação predominam na atualidade e que modificações foram necessárias. A revisão da literatura foca-se na compreensão dos diferentes modelos da comunicação em saúde, da sua evolução e como dão respostas aos desafios societais que esta relação convoca. Igualmente, foi pertinente analisar como a evolução destes modelos se fez paralelamente às eras do marketing. Deste modo, foi imperativo estudar as mudanças sociológicas, a importância da comunicação em saúde centrada no paciente com foco no caring (cuidado) e a os modelos de comunicação adotados na relação médico-paciente. Neste âmbito, a revisão da literatura possibilitou o desenvolvimento de um questionário exploratório com questões baseadas nas características dos vários modelos de comunicação, permitindo assim a determinação do modelo de comunicação predominante na época pré-pandemia, e o modelo de comunicação utilizado atualmente, o que por sua vez nos indica que adaptações foram cruciais para que a relação médico e paciente se mantenha pacifica e colaborativa. Os intervenientes no estudo foram vários pacientes com experiência em contexto de consulta antes e durante a pandemia, sendo que as restantes respostas não foram incluídas na análise estatística. Os principais resultados apontam para a prevalência de um modelo no qual as duas partes colaboram e os pensamentos e valores do paciente são tidos em conta, no entanto o médico mantém um papel ativo na decisão na época pré-pandemia. Já na atualidade, é notória uma evolução na relação médico-paciente pois o médico partilha as informações relevantes com o paciente, agindo como um conselheiro e dando liberdade ao paciente de tomar a decisão final de tratamento. |
|---|---|
| Autores principais: | Carvalho, Tatiana Martins |
| Assunto: | Comunicação de saúde; Modelos de comunicação; Relação médico-paciente; Pandemia COVID-19 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Coimbra |
| Resumo: | A presente dissertação centra-se no estudo da relação de comunicação entre médico-paciente em contexto de consulta. É objetivo deste trabalho compreender de que forma a pandemia COVID-19 impactou a relação de comunicação entre médico e paciente, determinar quais os modelos de comunicação predominam na atualidade e que modificações foram necessárias. A revisão da literatura foca-se na compreensão dos diferentes modelos da comunicação em saúde, da sua evolução e como dão respostas aos desafios societais que esta relação convoca. Igualmente, foi pertinente analisar como a evolução destes modelos se fez paralelamente às eras do marketing. Deste modo, foi imperativo estudar as mudanças sociológicas, a importância da comunicação em saúde centrada no paciente com foco no caring (cuidado) e a os modelos de comunicação adotados na relação médico-paciente. Neste âmbito, a revisão da literatura possibilitou o desenvolvimento de um questionário exploratório com questões baseadas nas características dos vários modelos de comunicação, permitindo assim a determinação do modelo de comunicação predominante na época pré-pandemia, e o modelo de comunicação utilizado atualmente, o que por sua vez nos indica que adaptações foram cruciais para que a relação médico e paciente se mantenha pacifica e colaborativa. Os intervenientes no estudo foram vários pacientes com experiência em contexto de consulta antes e durante a pandemia, sendo que as restantes respostas não foram incluídas na análise estatística. Os principais resultados apontam para a prevalência de um modelo no qual as duas partes colaboram e os pensamentos e valores do paciente são tidos em conta, no entanto o médico mantém um papel ativo na decisão na época pré-pandemia. Já na atualidade, é notória uma evolução na relação médico-paciente pois o médico partilha as informações relevantes com o paciente, agindo como um conselheiro e dando liberdade ao paciente de tomar a decisão final de tratamento. |
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