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Conhecimento e adesão aos medicamentos genéricos - estudo comparativo

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Resumo:Um medicamento genérico (MG) é aquele que tem a mesma substância ativa, dosagem, forma farmacêutica, biodisponibilidade e bioequivalência em relação ao medicamento de referência (MR), desenvolvido a partir deste e posteriormente introduzido no mercado. A análise do conhecimento e da adesão da população em relação aos MG é essencial para compreender a evolução do consumo desses produtos em Portugal. A quota de mercado nacional de MG atingiu um marco histórico ao ultrapassar os 50% no ano de 2023. O objetivo central deste trabalho, para além de se efetuar uma comparação em relação ao estudo elaborado por Duque et al., 2014, é determinar o nível de conhecimento e adesão aos MG, assim como os fatores que afetam essas variáveis. Trata-se de um estudo observacional, transversal, que assenta numa metodologia quantitativa, descritivo-correlacional, uma vez que explora e determina a existência de relações entre variáveis, tendo como finalidade a descrição dessas relações e quais as associadas ao fenómeno em estudo. As técnicas de amostragem utilizadas foram não-probabilística por conveniência e bola de neve, tendo sido solicitado aos inquiridos que partilhassem o questionário do estudo com a sua rede de contactos. As respostas foram recolhidas no período compreendido entre fevereiro e março de 2023 e fevereiro e maio de 2024, sendo a amostra obtida de 609 indivíduos. Dos 609 inquiridos, apenas 3,8% afirmam não saber o que são MG. Verificou-se também que a maioria das pessoas obtém informação acerca de MG através dos profissionais de farmácia (81,3%) e do médico (63,2%). A maioria dos inquiridos afirma que adquiriu MG com receita médica (40,9%) e considera que a decisão de tomar ou não este tipo de medicamentos cabe ao médico (77,7%). Dos indivíduos que afirmam não comprar MG, 50% refere a sua preferência por MR. Verificou-se uma evolução positiva tanto no conhecimento como na adesão aos MG nos últimos 10 anos, sendo que estes resultados podem-se ter refletido no consequente aumento da quota de mercado em Portugal. Esta, apesar de mais elevada, ainda se encontra distante de outros países europeus. Os resultados deste estudo mostram que a população possui maior conhecimento e, por isso, estará mais capaz de efetuar escolhas conscientes e responsáveis relativamente à aquisição de MG. Contudo, subsiste ainda a necessidade de se implementarem estratégias que visem promover não só a educação da população, especialmente nos indivíduos mais idosos, de forma a reforçar-se a confiança nos MG, mas também uma comunicação mais eficaz entre os profissionais de saúde e os utentes.
Autores principais:Maia, Maria Miguel Alegre
Assunto:Medicamentos Genéricos Medicamentos de Referência Conhecimento Adesão Generic drugs Brand-name drugs Knowledge Adherence
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Coimbra
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Coimbra
Descrição
Resumo:Um medicamento genérico (MG) é aquele que tem a mesma substância ativa, dosagem, forma farmacêutica, biodisponibilidade e bioequivalência em relação ao medicamento de referência (MR), desenvolvido a partir deste e posteriormente introduzido no mercado. A análise do conhecimento e da adesão da população em relação aos MG é essencial para compreender a evolução do consumo desses produtos em Portugal. A quota de mercado nacional de MG atingiu um marco histórico ao ultrapassar os 50% no ano de 2023. O objetivo central deste trabalho, para além de se efetuar uma comparação em relação ao estudo elaborado por Duque et al., 2014, é determinar o nível de conhecimento e adesão aos MG, assim como os fatores que afetam essas variáveis. Trata-se de um estudo observacional, transversal, que assenta numa metodologia quantitativa, descritivo-correlacional, uma vez que explora e determina a existência de relações entre variáveis, tendo como finalidade a descrição dessas relações e quais as associadas ao fenómeno em estudo. As técnicas de amostragem utilizadas foram não-probabilística por conveniência e bola de neve, tendo sido solicitado aos inquiridos que partilhassem o questionário do estudo com a sua rede de contactos. As respostas foram recolhidas no período compreendido entre fevereiro e março de 2023 e fevereiro e maio de 2024, sendo a amostra obtida de 609 indivíduos. Dos 609 inquiridos, apenas 3,8% afirmam não saber o que são MG. Verificou-se também que a maioria das pessoas obtém informação acerca de MG através dos profissionais de farmácia (81,3%) e do médico (63,2%). A maioria dos inquiridos afirma que adquiriu MG com receita médica (40,9%) e considera que a decisão de tomar ou não este tipo de medicamentos cabe ao médico (77,7%). Dos indivíduos que afirmam não comprar MG, 50% refere a sua preferência por MR. Verificou-se uma evolução positiva tanto no conhecimento como na adesão aos MG nos últimos 10 anos, sendo que estes resultados podem-se ter refletido no consequente aumento da quota de mercado em Portugal. Esta, apesar de mais elevada, ainda se encontra distante de outros países europeus. Os resultados deste estudo mostram que a população possui maior conhecimento e, por isso, estará mais capaz de efetuar escolhas conscientes e responsáveis relativamente à aquisição de MG. Contudo, subsiste ainda a necessidade de se implementarem estratégias que visem promover não só a educação da população, especialmente nos indivíduos mais idosos, de forma a reforçar-se a confiança nos MG, mas também uma comunicação mais eficaz entre os profissionais de saúde e os utentes.