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A inclusão de uma criança com Síndrome Cri Du Chat: desafios e estratégias comunicativas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este relatório centra-se na inclusão de uma aluna com Síndrome Cri Du Chat (SCDC) na escola regular em Portugal, analisando os desafios e as estratégias usadas. A SCDC, é uma doença genética rara, apresentando complexidades que afetam a comunicação, a cognição e o desenvolvimento motor, exigindo adaptações educativas e suporte especializado. Baseado no Decreto-Lei n.o 54/2018, de 6 de Julho, que regulamenta a educação inclusiva, este estudo explora o papel dos Sistemas Aumentativos e Alternativos de Comunicação (SAAC), bem como o uso do software Grid 3 e o uso de gestos (do Babysigns e da Língua Gestual Portuguesa), no desenvolvimento da autonomia e na promoção da inclusão e da participação escolar ativa. A metodologia qualitativa incluiu observação-ação e entrevistas com professores e terapeutas, revelando o compromisso dos profissionais com a inclusão, mas também destacando limitações, como a falta de recursos adequados e de formação contínua sobre os SAAC. Os resultados evidenciam que os SAAC são essenciais para a comunicação, integração e desenvolvimento da aluna, mas que a sua eficácia depende da capacitação dos profissionais e do envolvimento familiar, que nem sempre é o ideal. A análise sugere que, embora o Decreto-Lei n.o 54/2018, de 6 de Julho, seja um avanço, a sua implementação prática é prejudicada pela insuficiência de infraestruturas e apoio técnico. Conclui-se que a inclusão de alunos com SCDC exige mais do que políticas legislativas; demanda investimento em formação, recursos adequados e parcerias interinstitucionais. Esta investigação contribui para o debate sobre a educação inclusiva, recomendando práticas que possam ser replicadas em contextos semelhantes, promovendo o desenvolvimento integral e a participação social ativa de alunos com necessidades específicas.
Autores principais:Ramalho, Sónia Catarina Ribeiro
Assunto:Inclusão Síndrome Cri Du Chat Sistemas de Comunicação Aumentativa e Alternativa Inclusion Cri Du Chat Syndrome Augmentative and Alternative Communication Systems
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Coimbra
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Coimbra
Descrição
Resumo:Este relatório centra-se na inclusão de uma aluna com Síndrome Cri Du Chat (SCDC) na escola regular em Portugal, analisando os desafios e as estratégias usadas. A SCDC, é uma doença genética rara, apresentando complexidades que afetam a comunicação, a cognição e o desenvolvimento motor, exigindo adaptações educativas e suporte especializado. Baseado no Decreto-Lei n.o 54/2018, de 6 de Julho, que regulamenta a educação inclusiva, este estudo explora o papel dos Sistemas Aumentativos e Alternativos de Comunicação (SAAC), bem como o uso do software Grid 3 e o uso de gestos (do Babysigns e da Língua Gestual Portuguesa), no desenvolvimento da autonomia e na promoção da inclusão e da participação escolar ativa. A metodologia qualitativa incluiu observação-ação e entrevistas com professores e terapeutas, revelando o compromisso dos profissionais com a inclusão, mas também destacando limitações, como a falta de recursos adequados e de formação contínua sobre os SAAC. Os resultados evidenciam que os SAAC são essenciais para a comunicação, integração e desenvolvimento da aluna, mas que a sua eficácia depende da capacitação dos profissionais e do envolvimento familiar, que nem sempre é o ideal. A análise sugere que, embora o Decreto-Lei n.o 54/2018, de 6 de Julho, seja um avanço, a sua implementação prática é prejudicada pela insuficiência de infraestruturas e apoio técnico. Conclui-se que a inclusão de alunos com SCDC exige mais do que políticas legislativas; demanda investimento em formação, recursos adequados e parcerias interinstitucionais. Esta investigação contribui para o debate sobre a educação inclusiva, recomendando práticas que possam ser replicadas em contextos semelhantes, promovendo o desenvolvimento integral e a participação social ativa de alunos com necessidades específicas.