Publicação
Avaliação de genótipos da variedade de oliveira ́Galega vulgar ́ no INIAV, I.P., polo de Elvas
| Resumo: | Foram estudadas 47 plantas que correspondem a 30 genótipos da variedade ‘Galega vulgar’ recolhidos em todo o território nacional e instalados numa parcela da Herdade do Reguengo pertencente ao INIAV, I.P., polo de Elvas. Os trabalhos decorreram entre março e junho de 2023, tendo sido feitas observações semanais ou bissemanais, consoante o estado fenológico. A escala usada para caracterizar a fenologia foi a escala BBCH adaptada à cultura da oliveira. O abrolhamento ocorreu como estado dominante, no conjunto dos materiais em estudo, a 22 de março, tendo alguns genótipos abrolhado entre 8 e 15 de março. A floração ocorreu mais cedo do que o normal para esta variedade na região de Elvas, certamente devido à Primavera mais quente que o normal, que acelerou a ocorrência dos estados fenológicos. Para a totalidade dos genótipos iniciou-se entre 25 e 28 de abril e terminou entre 9 e 15 de maio, durando entre 12 e 21 dias, consoante o genótipo. No entanto, para o conjunto dos genótipos, observou- se que a duração do período de floração (média de 16 dias) e a duração do período de plena floração (média de 6 dias) se manteve igual ao observado por outros autores para esta variedade nesta localização. A avaliação da carga floral indicou que a maioria das plantas e genótipos em estudo teve uma elevada intensidade de floração (acima de 60% da copa com inflorescências e muitas plantas acima de 80%), certamente justificada por as oliveiras estarem num ano de safra. Observaram-se importantes diferenças entre genótipos no que respeita à proporção de flores perfeitas nas inflorescências (entre 0 e 38%) e no que toca ao vingamento inicial, estas grandes diferenças entre os genótipos e entre plantas do mesmo genótipo indicam que, apesar de estarmos em presença da mesma variedade, há variabilidade suficiente que pode ser aproveitada em programas de melhoramento orientados para selecionar genótipos superiores em produtividade e em capacidade de adaptação às alterações climáticas. Estes resultados e tendências terão de ser confirmados em próximas campanhas. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Ana Soraia Sousa |
| Assunto: | Alentejo Olivicultura Olea europaea variedades de oliveira |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Portalegre |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Portalegre |
| Resumo: | Foram estudadas 47 plantas que correspondem a 30 genótipos da variedade ‘Galega vulgar’ recolhidos em todo o território nacional e instalados numa parcela da Herdade do Reguengo pertencente ao INIAV, I.P., polo de Elvas. Os trabalhos decorreram entre março e junho de 2023, tendo sido feitas observações semanais ou bissemanais, consoante o estado fenológico. A escala usada para caracterizar a fenologia foi a escala BBCH adaptada à cultura da oliveira. O abrolhamento ocorreu como estado dominante, no conjunto dos materiais em estudo, a 22 de março, tendo alguns genótipos abrolhado entre 8 e 15 de março. A floração ocorreu mais cedo do que o normal para esta variedade na região de Elvas, certamente devido à Primavera mais quente que o normal, que acelerou a ocorrência dos estados fenológicos. Para a totalidade dos genótipos iniciou-se entre 25 e 28 de abril e terminou entre 9 e 15 de maio, durando entre 12 e 21 dias, consoante o genótipo. No entanto, para o conjunto dos genótipos, observou- se que a duração do período de floração (média de 16 dias) e a duração do período de plena floração (média de 6 dias) se manteve igual ao observado por outros autores para esta variedade nesta localização. A avaliação da carga floral indicou que a maioria das plantas e genótipos em estudo teve uma elevada intensidade de floração (acima de 60% da copa com inflorescências e muitas plantas acima de 80%), certamente justificada por as oliveiras estarem num ano de safra. Observaram-se importantes diferenças entre genótipos no que respeita à proporção de flores perfeitas nas inflorescências (entre 0 e 38%) e no que toca ao vingamento inicial, estas grandes diferenças entre os genótipos e entre plantas do mesmo genótipo indicam que, apesar de estarmos em presença da mesma variedade, há variabilidade suficiente que pode ser aproveitada em programas de melhoramento orientados para selecionar genótipos superiores em produtividade e em capacidade de adaptação às alterações climáticas. Estes resultados e tendências terão de ser confirmados em próximas campanhas. |
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