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Envelhecimento e modos de ocupação do tempo: modalidades, oportunidades e constrangimento em meio rural

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo dirige-se a um universo restrito de 20 indivíduos, todos eles na condição de reformados, residentes em contexto institucional e domiciliário, em meio rural (freguesia de Avis), pretendendo-se interpretar os modos de ocupação do tempo dos entrevistados após a transição para a reforma. A trajetória de vida, assim como diversos fatores pessoais, biológicos, sociodemográficos, económicos e outros relacionados com o ambiente físico e social, são essenciais para se compreender as opções tomadas, assim como as necessidades existentes e os constrangimentos na prática de determinadas atividades. Recorrendo à metodologia qualitativa e, designadamente, à entrevista semiestruturada, verificou-se que as atividades mais praticadas são fisicamente passivas e que vários reformados se dedicam a atividades produtivas não remuneradas. A saúde é um dos principais fatores que influenciam as práticas e contribuem para a compreensão dos modos de ocupação dos tempos livres. Os reformados domiciliados aproximam-se mais de um envelhecimento ativo do que os institucionalizados, o que resulta de redes interpessoais mais alargadas, de uma maior participação em atividades diversificadas e de características sociodemográficas específicas. Um dos pontos de chegada da presente investigação prende-se com o facto da maioria dos reformados entrevistados não se enquadrar no conceito de envelhecimento ativo, como teremos oportunidade de demonstrar.
Autores principais:Chambel, Clara Isabel Prioste
Assunto:envelhecimento reforma modos de ocupação do tempo meio rural aging retirement free time rural area
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Portalegre
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Portalegre
Descrição
Resumo:Este estudo dirige-se a um universo restrito de 20 indivíduos, todos eles na condição de reformados, residentes em contexto institucional e domiciliário, em meio rural (freguesia de Avis), pretendendo-se interpretar os modos de ocupação do tempo dos entrevistados após a transição para a reforma. A trajetória de vida, assim como diversos fatores pessoais, biológicos, sociodemográficos, económicos e outros relacionados com o ambiente físico e social, são essenciais para se compreender as opções tomadas, assim como as necessidades existentes e os constrangimentos na prática de determinadas atividades. Recorrendo à metodologia qualitativa e, designadamente, à entrevista semiestruturada, verificou-se que as atividades mais praticadas são fisicamente passivas e que vários reformados se dedicam a atividades produtivas não remuneradas. A saúde é um dos principais fatores que influenciam as práticas e contribuem para a compreensão dos modos de ocupação dos tempos livres. Os reformados domiciliados aproximam-se mais de um envelhecimento ativo do que os institucionalizados, o que resulta de redes interpessoais mais alargadas, de uma maior participação em atividades diversificadas e de características sociodemográficas específicas. Um dos pontos de chegada da presente investigação prende-se com o facto da maioria dos reformados entrevistados não se enquadrar no conceito de envelhecimento ativo, como teremos oportunidade de demonstrar.