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Necessidades de frio de sete cultivares portuguesas de oliveira (Olea europaea L.)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os processos que conduzem à frutificação da oliveira requerem duas estações consecutivas, na primeira são formados os ramos e ocorre a indução floral; na segunda, a anteceder o abrolhamento floral, os gomos axilares acumulam o frio necessário para a quebra da endodormência. O presente trabalho teve como objetivo caracterizar as necessidades de frio em de cultivares portuguesas de oliveira. O estudo foi realizado no outono/inverno de 2018/2019 e desenvolveu-se em olivais regados e em produção estabelecidos no concelho de Campo Maior (cultivares: `Azeiteira`, ´Blanqueta de Elvas` e `Carrasquenha de Elvas´), no concelho de Monforte (cultivares: ´Azeiteira`, ´Galega Vulgar` e ´Cobrançosa`), no concelho de Elvas (cultivares: ´Azeiteira`, ´Blanqueta de Elvas`, ´Carrasquenha de Elvas`, ´Cobrançosa`, ´Cordovil de Serpa`, ´Galega Vulgar` e ´Verdeal de Serpa`). O procedimento experimental consistiu em utilizar estacas de ramos do ano anterior, colhidos nos olivais durante seis semanas consecutivas, desde a 1ª semana de janeiro até à 2ª semana de fevereiro de 2019. As estacas com três pares de folhas/estaca foram colocadas em recipientes de plástico com perlite humedecida e mantidas em câmara de crescimento com uma temperatura de 20ºC, fotoperíodo de 12 horas e humidade relativa superior a 65%. Depois de um período inicial de permanência, procedeu-se à caracterização da evolução dos gomos axilares, nomeadamente o surgimento dos gomos florais, de gomos vegetativos e dos gomos que permaneceram dormentes. Da caracterização da evolução do abrolhamento nos gomos axilares, a observação à 5ª semana de forçagem surgiu como a melhor data para avaliação discriminativa do abrolhamento floral entre cultivares e das horas de frio para a quebra da endodormência. As cultivares de oliveira em estudo ficaram agrupadas em três grupos: 1º grupo com a menor exigência em quantidade de HF acumuladas, com a cultivar ´Azeiteira`; 2º grupo com exigências intermédias de HF acumuladas, com as cultivares ´Carrasquenha` e ´Cobrançosa`; 3º grupo com a ‘Cordovil de Serpa’ e ‘Verdeal de Serpa’, que foram as cultivares com maiores exigências, neste estudo com mais 35% HF que o primeiro grupo
Autores principais:Dores, Rui Pedro Faroleira
Assunto:Olival abrolhamento horas de frio endodormência Olive grove hours of cold endodormancy budbreak
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Portalegre
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Portalegre
Descrição
Resumo:Os processos que conduzem à frutificação da oliveira requerem duas estações consecutivas, na primeira são formados os ramos e ocorre a indução floral; na segunda, a anteceder o abrolhamento floral, os gomos axilares acumulam o frio necessário para a quebra da endodormência. O presente trabalho teve como objetivo caracterizar as necessidades de frio em de cultivares portuguesas de oliveira. O estudo foi realizado no outono/inverno de 2018/2019 e desenvolveu-se em olivais regados e em produção estabelecidos no concelho de Campo Maior (cultivares: `Azeiteira`, ´Blanqueta de Elvas` e `Carrasquenha de Elvas´), no concelho de Monforte (cultivares: ´Azeiteira`, ´Galega Vulgar` e ´Cobrançosa`), no concelho de Elvas (cultivares: ´Azeiteira`, ´Blanqueta de Elvas`, ´Carrasquenha de Elvas`, ´Cobrançosa`, ´Cordovil de Serpa`, ´Galega Vulgar` e ´Verdeal de Serpa`). O procedimento experimental consistiu em utilizar estacas de ramos do ano anterior, colhidos nos olivais durante seis semanas consecutivas, desde a 1ª semana de janeiro até à 2ª semana de fevereiro de 2019. As estacas com três pares de folhas/estaca foram colocadas em recipientes de plástico com perlite humedecida e mantidas em câmara de crescimento com uma temperatura de 20ºC, fotoperíodo de 12 horas e humidade relativa superior a 65%. Depois de um período inicial de permanência, procedeu-se à caracterização da evolução dos gomos axilares, nomeadamente o surgimento dos gomos florais, de gomos vegetativos e dos gomos que permaneceram dormentes. Da caracterização da evolução do abrolhamento nos gomos axilares, a observação à 5ª semana de forçagem surgiu como a melhor data para avaliação discriminativa do abrolhamento floral entre cultivares e das horas de frio para a quebra da endodormência. As cultivares de oliveira em estudo ficaram agrupadas em três grupos: 1º grupo com a menor exigência em quantidade de HF acumuladas, com a cultivar ´Azeiteira`; 2º grupo com exigências intermédias de HF acumuladas, com as cultivares ´Carrasquenha` e ´Cobrançosa`; 3º grupo com a ‘Cordovil de Serpa’ e ‘Verdeal de Serpa’, que foram as cultivares com maiores exigências, neste estudo com mais 35% HF que o primeiro grupo