Publicação
Maus tratos a crianças e jovens: realidade de São Tomé e Príncipe
| Resumo: | O presente trabalho de investigação centra-se na problemática dos maus tratos a crianças e jovens na realidade de São Tomé e Príncipe e teve como principais objetivos: identificar medidas políticas no domínio de Maus Tratos a Crianças e Jovens em São Tomé e Príncipe; identificar as instituições que prestam apoio a crianças vítimas de maus tratos; conhecer quais os normativos que este país utiliza para tratar questões relacionadas com a proteção da criança; e por fim verificar a perceção da população Santomense no que diz respeito a essa realidade. A investigação é composta por dois estudos, sendo eles: um de natureza qualitativa e outro de natureza quantitativa. Desta forma, optou-se pela realização de um inquérito por questionário, várias entrevistas semiestruturadas e pela observação direta não participante, potenciando a possibilidade de estar presente diariamente no terreno durante o tempo de recolha de informação empírica no território de São Tomé e Príncipe. Do ponto de vista metodológico, aplicou-se um questionário a 55 Docentes das escolas Básicas e Secundária de São Tomé e Príncipe. Do apuramento dos dados, pode dizer-se que 50,9% dos inquiridos são do sexo feminino e 49,1% do sexo masculino; com formações académicas na área de Biologia, Língua Portuguesa, Matemática, Gestão de Empresas e Pedagogia. O mesmo inquérito foi aplicado com o intuito de identificar a perceção que estes têm sobre o conceito de maus tratos a crianças e jovens. Realizou-se, também, cinco entrevistas a membros do Governo Santomense e duas entrevistas às ONG que operam no terreno em São Tomé e Príncipe. As entrevistas realizadas a membros do Governo, tinham como objetivo identificar estratégias que o Governo Santomense utiliza para tratar as questões relacionadas com Maus Tratos a Crianças e Jovens, assim como recolha de dados que permitam analisar a situação das Crianças e Jovens Santomenses. Relativamente às ONG que operam no terreno, as entrevistas apresentavam como objetivo perceber que tipo de apoio e acompanhamento estas instituições prestam as crianças vítimas de Maus Tratos. A presente investigação colocou em evidência que em São Tomé e Príncipe, embora haja um número significativo de cidadãos que condena e rejeita a prática dos maus tratos a crianças e jovens, existe outra parte da população que, devido a falta de conhecimento relativamente a essa problemática e às consequências que pode causar no crescimento e desenvolvimento da criança, faz com que a punição física continue a fazer parte da educação das crianças e dos jovens santomenses. |
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| Autores principais: | Costa, Analbina Fernandes da |
| Assunto: | maus-tratos crianças e Jovens São Tomé e Príncipe mistreatment children and young São Tomé and Príncipe |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Portalegre |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Portalegre |
| Resumo: | O presente trabalho de investigação centra-se na problemática dos maus tratos a crianças e jovens na realidade de São Tomé e Príncipe e teve como principais objetivos: identificar medidas políticas no domínio de Maus Tratos a Crianças e Jovens em São Tomé e Príncipe; identificar as instituições que prestam apoio a crianças vítimas de maus tratos; conhecer quais os normativos que este país utiliza para tratar questões relacionadas com a proteção da criança; e por fim verificar a perceção da população Santomense no que diz respeito a essa realidade. A investigação é composta por dois estudos, sendo eles: um de natureza qualitativa e outro de natureza quantitativa. Desta forma, optou-se pela realização de um inquérito por questionário, várias entrevistas semiestruturadas e pela observação direta não participante, potenciando a possibilidade de estar presente diariamente no terreno durante o tempo de recolha de informação empírica no território de São Tomé e Príncipe. Do ponto de vista metodológico, aplicou-se um questionário a 55 Docentes das escolas Básicas e Secundária de São Tomé e Príncipe. Do apuramento dos dados, pode dizer-se que 50,9% dos inquiridos são do sexo feminino e 49,1% do sexo masculino; com formações académicas na área de Biologia, Língua Portuguesa, Matemática, Gestão de Empresas e Pedagogia. O mesmo inquérito foi aplicado com o intuito de identificar a perceção que estes têm sobre o conceito de maus tratos a crianças e jovens. Realizou-se, também, cinco entrevistas a membros do Governo Santomense e duas entrevistas às ONG que operam no terreno em São Tomé e Príncipe. As entrevistas realizadas a membros do Governo, tinham como objetivo identificar estratégias que o Governo Santomense utiliza para tratar as questões relacionadas com Maus Tratos a Crianças e Jovens, assim como recolha de dados que permitam analisar a situação das Crianças e Jovens Santomenses. Relativamente às ONG que operam no terreno, as entrevistas apresentavam como objetivo perceber que tipo de apoio e acompanhamento estas instituições prestam as crianças vítimas de Maus Tratos. A presente investigação colocou em evidência que em São Tomé e Príncipe, embora haja um número significativo de cidadãos que condena e rejeita a prática dos maus tratos a crianças e jovens, existe outra parte da população que, devido a falta de conhecimento relativamente a essa problemática e às consequências que pode causar no crescimento e desenvolvimento da criança, faz com que a punição física continue a fazer parte da educação das crianças e dos jovens santomenses. |
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