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Análise do EVA no setor energético em Portugal
| Resumo: | Esta dissertação visa analisar como as empresas do setor energético português criam valor económico, focando nos fatores que afetam o Economic Value Added (EVA) para os códigos de atividade económica CAE 351 (Produção de eletricidade), CAE 352 (Produção de gás) e CAE 353 (Produção de vapor), no período 2020 – 2024. Além disso, pretende-se avaliar se existem diferenças estatisticamente significativas na criação de valor entre os três segmentos do setor e identificar os principais value drivers responsáveis pela variação do EVA. Para o efeito, recorreu-se a dados financeiros extraídos de relatórios empresariais e bases de dados setoriais, aplicando métodos quantitativos, como o teste de Kruskal–Wallis e regressões lineares múltiplas com correções robustas de White, para identificar algumas variáveis operacionais e financeiras que influenciam o EVA. Os resultados evidenciam diferenças significativas entre os segmentos de empresas do setor energético: o CAE 351 apresenta EVA’s negativos e voláteis, refletindo o elevado investimento em ativos fixos e a exposição ao risco de mercado; o CAE 352 revela EVA’s mais estáveis e próximos de zero, coerentes com o caráter regulado da atividade; o CAE 353 destaca-se pela maior eficiência na geração de valor económico, traduzida em EVA’s médios positivos e maior flexibilidade operacional. A análise de regressão confirma o NOPAT (lucro operacional líquido após impostos) como principal determinante do EVA em todos os segmentos, evidenciando a importância da rentabilidade operacional na criação de valor. Conclui-se que a estrutura económica e regulatória influencia significativamente a capacidade das empresas do setor energético em gerar valor, sendo as atividades de comercialização as mais eficientes e as de produção as mais vulneráveis à destruição de valor. Estes resultados estão em linha com a literatura sobre o setor, que identifica a produção de energia como a mais intensiva em capital e a mais exposta a risco operacional. |
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| Autores principais: | Nunes, Sara Alexandra Amaro |
| Assunto: | Valor Económico Acrescentado Setor energético Rentabilidade operacional Criação de valor Economic Value Added Energy sector Operational profitability Value creation |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Resumo: | Esta dissertação visa analisar como as empresas do setor energético português criam valor económico, focando nos fatores que afetam o Economic Value Added (EVA) para os códigos de atividade económica CAE 351 (Produção de eletricidade), CAE 352 (Produção de gás) e CAE 353 (Produção de vapor), no período 2020 – 2024. Além disso, pretende-se avaliar se existem diferenças estatisticamente significativas na criação de valor entre os três segmentos do setor e identificar os principais value drivers responsáveis pela variação do EVA. Para o efeito, recorreu-se a dados financeiros extraídos de relatórios empresariais e bases de dados setoriais, aplicando métodos quantitativos, como o teste de Kruskal–Wallis e regressões lineares múltiplas com correções robustas de White, para identificar algumas variáveis operacionais e financeiras que influenciam o EVA. Os resultados evidenciam diferenças significativas entre os segmentos de empresas do setor energético: o CAE 351 apresenta EVA’s negativos e voláteis, refletindo o elevado investimento em ativos fixos e a exposição ao risco de mercado; o CAE 352 revela EVA’s mais estáveis e próximos de zero, coerentes com o caráter regulado da atividade; o CAE 353 destaca-se pela maior eficiência na geração de valor económico, traduzida em EVA’s médios positivos e maior flexibilidade operacional. A análise de regressão confirma o NOPAT (lucro operacional líquido após impostos) como principal determinante do EVA em todos os segmentos, evidenciando a importância da rentabilidade operacional na criação de valor. Conclui-se que a estrutura económica e regulatória influencia significativamente a capacidade das empresas do setor energético em gerar valor, sendo as atividades de comercialização as mais eficientes e as de produção as mais vulneráveis à destruição de valor. Estes resultados estão em linha com a literatura sobre o setor, que identifica a produção de energia como a mais intensiva em capital e a mais exposta a risco operacional. |
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