Publicação
As intervenções do enfermeiro especialista em enfermagem de saúde mental e psiquiatria para os familiares das pessoas com o diagnóstico médico de esquizofrenia
| Resumo: | A esquizofrenia é uma doença mental, com um impacto multifacetado, que afeta não só a própria pessoa com a doença, mas também todos os sistemas que estão à sua volta, nomeadamente a família. Conscientes de que as políticas de saúde claramente advogam um modelo de cuidados comunitário, que tem implicado um aumento da participação e responsabilidade, por parte do doente e da sua família, no projeto terapêutico, o objetivo deste trabalho é desenvolver uma intervenção de enfermagem de saúde mental e psiquiatria que dê resposta às necessidades dos familiares das pessoas com o diagnóstico médico de esquizofrenia. Com base na metodologia de trabalho de projeto, iniciou-se por estabelecer um diagnóstico de situação, num serviço de saúde português de psiquiatria, que revelou: sobrecarga por stress. Posto isto, planeou-se uma intervenção de psicoeducação breve, com abordagem cognitivocomportamental, sem inclusão do doente, cujo principal objetivo foi ajudar os familiares a alcançarem o seu nível de adaptação face à doença do seu familiar, com foco sobre a redução da sua sobrecarga. Foram realizadas cinco sessões quinzenais com uma participação média de 8 familiares por sessão, na sua maioria pais e mães. Os resultados obtidos globalmente evidenciam que os familiares consideram importante a concretização de intervenções familiares psicoeducativas, verificando-se que 62,5% voltaria sem dúvida a participar nesta intervenção. Também mostraram satisfação com os conteúdos e metodologia adotados, considerando a intervenção muito útil porque permitiu-lhes: ganhar conhecimentos que irão ajudar a lidar melhor com o doente; e partilhar experiências, preocupações e dificuldades vividas com o mesmo. Consequentemente verificou-se a necessidade de oferecer intervenções familiares psicoeducativas, de diversos formatos, que permitam abranger as mais diversas famílias. Dever-se-á optar preferencialmente por intervenções estruturadas, com efetividade documentada, que incluam uma duração mínima de 9 meses ou 10 sessões, que englobem o doente, com uma abordagem cognitivocomportamental. Todavia, há famílias que podem não reunir todas as condições necessárias (e.g. não ser recomendável a inclusão do doente ou nem todos os membros do agregado familiar estão dispostos a participar) pelo que consideramos que devem continuar a ser proporcionadas intervenções que não incluam o doente (como a que realizámos), mas com uma duração mínima de 10 sessões. |
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| Autores principais: | Tomás, Margarida |
| Assunto: | Esquizofrenia Família Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria Metodologia de trabalho de projeto Schizophrenia Family Psychiatric and mental health nursing Project work methodology |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Resumo: | A esquizofrenia é uma doença mental, com um impacto multifacetado, que afeta não só a própria pessoa com a doença, mas também todos os sistemas que estão à sua volta, nomeadamente a família. Conscientes de que as políticas de saúde claramente advogam um modelo de cuidados comunitário, que tem implicado um aumento da participação e responsabilidade, por parte do doente e da sua família, no projeto terapêutico, o objetivo deste trabalho é desenvolver uma intervenção de enfermagem de saúde mental e psiquiatria que dê resposta às necessidades dos familiares das pessoas com o diagnóstico médico de esquizofrenia. Com base na metodologia de trabalho de projeto, iniciou-se por estabelecer um diagnóstico de situação, num serviço de saúde português de psiquiatria, que revelou: sobrecarga por stress. Posto isto, planeou-se uma intervenção de psicoeducação breve, com abordagem cognitivocomportamental, sem inclusão do doente, cujo principal objetivo foi ajudar os familiares a alcançarem o seu nível de adaptação face à doença do seu familiar, com foco sobre a redução da sua sobrecarga. Foram realizadas cinco sessões quinzenais com uma participação média de 8 familiares por sessão, na sua maioria pais e mães. Os resultados obtidos globalmente evidenciam que os familiares consideram importante a concretização de intervenções familiares psicoeducativas, verificando-se que 62,5% voltaria sem dúvida a participar nesta intervenção. Também mostraram satisfação com os conteúdos e metodologia adotados, considerando a intervenção muito útil porque permitiu-lhes: ganhar conhecimentos que irão ajudar a lidar melhor com o doente; e partilhar experiências, preocupações e dificuldades vividas com o mesmo. Consequentemente verificou-se a necessidade de oferecer intervenções familiares psicoeducativas, de diversos formatos, que permitam abranger as mais diversas famílias. Dever-se-á optar preferencialmente por intervenções estruturadas, com efetividade documentada, que incluam uma duração mínima de 9 meses ou 10 sessões, que englobem o doente, com uma abordagem cognitivocomportamental. Todavia, há famílias que podem não reunir todas as condições necessárias (e.g. não ser recomendável a inclusão do doente ou nem todos os membros do agregado familiar estão dispostos a participar) pelo que consideramos que devem continuar a ser proporcionadas intervenções que não incluam o doente (como a que realizámos), mas com uma duração mínima de 10 sessões. |
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