Publicação

Ensinar frações no 5º ano de escolaridade

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo tem como objetivo compreender de que modo posso preparar e concretizar um ensino favorável à aprendizagem dos números racionais não negativos representados sob a forma de fração. Assim, decidi estudar a minha prática enquanto professora de uma turma do 5º ano de escolaridade de uma escola do concelho do Seixal. Neste âmbito, coloquei as seguintes questões: a) a que aspetos dei especial atenção na preparação da aula? Quais se destacaram pela sua relevância? b) Como conduzi as aulas orientadas para a aprendizagem das frações? c) Que desafios experienciei? O enquadramento teórico foca, nomeadamente a complexidade do conceito de fração, discute a construção deste conceito numa perspetiva de desenvolvimento de sentido de número e refere aspetos a ter em conta na preparação e lecionação de aulas orientadas para a aprendizagem das frações. Em termos metodológicos, o estudo insere-se numa abordagem qualitativa de investigação e constitui uma investigação sobre a prática. Neste âmbito, concebi e concretizei uma intervenção pedagógica que decorreu, no âmbito do estágio no 2º ciclo, durante quatro semanas. Os dados foram recolhidos através de observação participante e recolha documental. Além disso, foram objeto de uma análise de conteúdo orientada por categorias temáticas. Os resultados deste estudo evidenciam que, na preparação das aulas, é importante selecionar e seriar tarefas que permitam trabalhar, com os alunos, os diferentes significados de fração. É, também, relevante antecipar possíveis estratégias de resolução dessas tarefas e inventariar questões a colocar, ou outras intervenções a fazer, nos momentos de discussão coletiva. No que diz respeito à condução das aulas, destaca-se o ser capaz de colocar boas questões no momento certo visando que os alunos aprofundem o seu conhecimento; monitorizar a sua atividade enquanto trabalham autonomamente de modo a conhecer e apoiar esta atividade mas sem constranger as potencialidades matemáticas das tarefas; e abrir o espaço discursivo da aula à voz dos alunos durante as discussões coletivas para que estes tenham a oportunidade de explicar e justificar os seus raciocínios. Entre os desafios que experienciei sobressaem identificar se uma tarefa é, ou não, poderosa considerando os objetivos de aprendizagem visados; antecipar estratégias de resolução que, potencialmente, os alunos poderão usar; gerir o currículo devido, em particular, à necessidade de ter em conta dois programas de Matemática diferentes; dominar, nalgumas ocasiões, o discurso da aula por intervir em demasia reduzindo as potencialidades de determinada tarefa; e conseguir orquestrar, da melhor forma, as discussões coletivas.
Autores principais:Cardoso, Joana Inês Carvalho
Assunto:Números racionais não negativos Frações Práticas do professor Relatório de projeto de investigação Relatório de estágio Non-negative rational numbers Fractions Teacher practices
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Setúbal
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Setúbal
Descrição
Resumo:Este estudo tem como objetivo compreender de que modo posso preparar e concretizar um ensino favorável à aprendizagem dos números racionais não negativos representados sob a forma de fração. Assim, decidi estudar a minha prática enquanto professora de uma turma do 5º ano de escolaridade de uma escola do concelho do Seixal. Neste âmbito, coloquei as seguintes questões: a) a que aspetos dei especial atenção na preparação da aula? Quais se destacaram pela sua relevância? b) Como conduzi as aulas orientadas para a aprendizagem das frações? c) Que desafios experienciei? O enquadramento teórico foca, nomeadamente a complexidade do conceito de fração, discute a construção deste conceito numa perspetiva de desenvolvimento de sentido de número e refere aspetos a ter em conta na preparação e lecionação de aulas orientadas para a aprendizagem das frações. Em termos metodológicos, o estudo insere-se numa abordagem qualitativa de investigação e constitui uma investigação sobre a prática. Neste âmbito, concebi e concretizei uma intervenção pedagógica que decorreu, no âmbito do estágio no 2º ciclo, durante quatro semanas. Os dados foram recolhidos através de observação participante e recolha documental. Além disso, foram objeto de uma análise de conteúdo orientada por categorias temáticas. Os resultados deste estudo evidenciam que, na preparação das aulas, é importante selecionar e seriar tarefas que permitam trabalhar, com os alunos, os diferentes significados de fração. É, também, relevante antecipar possíveis estratégias de resolução dessas tarefas e inventariar questões a colocar, ou outras intervenções a fazer, nos momentos de discussão coletiva. No que diz respeito à condução das aulas, destaca-se o ser capaz de colocar boas questões no momento certo visando que os alunos aprofundem o seu conhecimento; monitorizar a sua atividade enquanto trabalham autonomamente de modo a conhecer e apoiar esta atividade mas sem constranger as potencialidades matemáticas das tarefas; e abrir o espaço discursivo da aula à voz dos alunos durante as discussões coletivas para que estes tenham a oportunidade de explicar e justificar os seus raciocínios. Entre os desafios que experienciei sobressaem identificar se uma tarefa é, ou não, poderosa considerando os objetivos de aprendizagem visados; antecipar estratégias de resolução que, potencialmente, os alunos poderão usar; gerir o currículo devido, em particular, à necessidade de ter em conta dois programas de Matemática diferentes; dominar, nalgumas ocasiões, o discurso da aula por intervir em demasia reduzindo as potencialidades de determinada tarefa; e conseguir orquestrar, da melhor forma, as discussões coletivas.