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As consequências do trabalho por turnos: estudo de caso em organizações no distrito de Setúbal

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Resumo:A elaboração da presente dissertação teve como objectivos, analisar as consequências do trabalho por turnos em várias organizações do distrito de Setúbal, focando questões relacionadas com os principais efeitos do sono, o tipo de doenças que lhe estão associadas, características sócio-demográficas e profissionais que podem influenciar as perturbações do sono nos trabalhadores, bem como, relacionar o tipo de turnos com as características do sono e a relação entre perturbações do sono com a situação social e familiar e a saúde em geral. Apesar do trabalho por turnos parecer existir desde o início da vida em sociedade, este foi surgindo de forma crescente em função das necessidades sociais. A organização do tempo de trabalho por turnos e principalmente quando envolve a realização de trabalho nocturno e em períodos socialmente valorizados, pode representar dificuldades acrescidas de ajustamento fisiológico, psicológico e social para o trabalhador. No entanto, para as organizações, a gestão de tais modalidades horárias pode também colocar desafios acrescidos, principalmente ao nível do desempenho, da segurança e da gestão dos recursos humanos. Na realização deste estudo foram distribuídos 109 questionários sobre as consequências do trabalho por turnos a vários colaboradores de organizações do distrito de Setúbal. O questionário foi dividido em seis partes, dados individuais, questionário do sono, questionário geral de saúde, questionário de saúde física, índice para a capacidade do trabalho e a última parte corresponde à situação social e familiar. Para avaliar a consistência interna das escalas e subescalas, foram calculadas as correlações entre cada item e o total, excluindo o respectivo item, e o coeficiente Alfa de Cronbach. As técnicas estatísticas para a análise descritiva das variáveis aplicadas foram as frequências absolutas e relativas, a média e o desvio padrão. Relativamente às técnicas de estatística inferencial foram aplicados testes paramétricos, designadamente, o Coeficiente de correlação de Pearson. Ao analisar-se o conjunto de resultados obtidos, podemos concluir que quanto maior for a durabilidade do trabalho por turnos maiores as consequências negativas na saúde e maiores os distúrbios no sono dos trabalhadores. Estas consequências negativas do trabalho por turnos parece afectar tanto os trabalhadores como as suas famílias.
Autores principais:Neto, Vilma Susana Bernardo
Assunto:Trabalho por turnos e nocturno Perturbações do sono Saúde do trabalhador Shift-work and night-shifts Sleep disturbances Worker health MSHT
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Setúbal
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Setúbal
Descrição
Resumo:A elaboração da presente dissertação teve como objectivos, analisar as consequências do trabalho por turnos em várias organizações do distrito de Setúbal, focando questões relacionadas com os principais efeitos do sono, o tipo de doenças que lhe estão associadas, características sócio-demográficas e profissionais que podem influenciar as perturbações do sono nos trabalhadores, bem como, relacionar o tipo de turnos com as características do sono e a relação entre perturbações do sono com a situação social e familiar e a saúde em geral. Apesar do trabalho por turnos parecer existir desde o início da vida em sociedade, este foi surgindo de forma crescente em função das necessidades sociais. A organização do tempo de trabalho por turnos e principalmente quando envolve a realização de trabalho nocturno e em períodos socialmente valorizados, pode representar dificuldades acrescidas de ajustamento fisiológico, psicológico e social para o trabalhador. No entanto, para as organizações, a gestão de tais modalidades horárias pode também colocar desafios acrescidos, principalmente ao nível do desempenho, da segurança e da gestão dos recursos humanos. Na realização deste estudo foram distribuídos 109 questionários sobre as consequências do trabalho por turnos a vários colaboradores de organizações do distrito de Setúbal. O questionário foi dividido em seis partes, dados individuais, questionário do sono, questionário geral de saúde, questionário de saúde física, índice para a capacidade do trabalho e a última parte corresponde à situação social e familiar. Para avaliar a consistência interna das escalas e subescalas, foram calculadas as correlações entre cada item e o total, excluindo o respectivo item, e o coeficiente Alfa de Cronbach. As técnicas estatísticas para a análise descritiva das variáveis aplicadas foram as frequências absolutas e relativas, a média e o desvio padrão. Relativamente às técnicas de estatística inferencial foram aplicados testes paramétricos, designadamente, o Coeficiente de correlação de Pearson. Ao analisar-se o conjunto de resultados obtidos, podemos concluir que quanto maior for a durabilidade do trabalho por turnos maiores as consequências negativas na saúde e maiores os distúrbios no sono dos trabalhadores. Estas consequências negativas do trabalho por turnos parece afectar tanto os trabalhadores como as suas famílias.