Publicação
How do portuguese novice physiotherapists practice patient education?
| Resumo: | Introdução: Entre os adultos em idade ativa, as condições músculo-esqueléticas são a principal causa de incapacidade. A educação centrada na pessoa é recomendada para restaurar e manter a função, melhorar a participação, e fornecer um plano de gestão da condição. Fisioterapeutas recém-licenciados reportam maiores dificuldades e barreiras, em comparação com fisioterapeutas experientes na educação do utente. Contudo, pouco se sabe sobre a forma como implementam a educação enquanto modalidade terapêutica. Objetivos: Este estudo teve como objetivo explorar os modelos que estão na base da prática de educação, enquanto modalidade terapêutica implementada por fisioterapeutas recém-licenciados portugueses, no contexto músculo-esquelético. Metodologia: Foi realizado um estudo etnográfico, que integrou observações de vídeos de sessões de tratamento entre fisioterapeutas recém-licenciados e utentes com condições musculoesqueléticas, com foco na educação do utente, juntamente com entrevistas com elicitação por vídeo. Foi desenvolvido e aplicado um guião de observação e um guião de entrevistas semiestruturadas para a recolha de dados. A análise dos dados foi realizada através de uma análise de conteúdo dedutiva e um esquema de codificação. Várias estratégias foram implementadas para garantir o rigor da análise, incluindo member check, triangulação dos investigadores, um diário reflexivo e um audit trail. Resultados: Oito participantes (≤ 5 anos de experiência profissional) foram observados e, posteriormente, entrevistados. As práticas dos participantes foram categorizadas em três tipos: tipo 1 – atividade-passividade; tipo 2 – orientaçãocooperação; e tipo 3 – participação mútua. A maioria dos participantes demonstrou características de mais do que um tipo de prática. No entanto, foi possível identificar um tipo dominante para cada participante, que foi consistente entre vídeos e entrevistas. Conclusão: Este estudo sugere que a prática de educação, enquanto modalidade terapêutica, aplicada por fisioterapeutas recém-licenciados portugueses, na intervenção com utentes com condições músculo-esqueléticas, tende a situar-se entre os tipos atividade-passividade e participação mútua. Os participantes demonstraram dificuldades na participação mútua, com mais da metade categorizados, principalmente, como envolvidos em práticas de educação centradas no fisioterapeuta. |
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| Autores principais: | Fernandes, Isabel Teixeira |
| Assunto: | Educação do utente Educação centrada na pessoa Fisioterapeutas recém-licenciados Investigação qualitativa Etnografia Entrevistas com elicitação por vídeo Patient education Person-centred education Novice physiotherapists Qualitative research Ethnography Video elicitation interviews |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Resumo: | Introdução: Entre os adultos em idade ativa, as condições músculo-esqueléticas são a principal causa de incapacidade. A educação centrada na pessoa é recomendada para restaurar e manter a função, melhorar a participação, e fornecer um plano de gestão da condição. Fisioterapeutas recém-licenciados reportam maiores dificuldades e barreiras, em comparação com fisioterapeutas experientes na educação do utente. Contudo, pouco se sabe sobre a forma como implementam a educação enquanto modalidade terapêutica. Objetivos: Este estudo teve como objetivo explorar os modelos que estão na base da prática de educação, enquanto modalidade terapêutica implementada por fisioterapeutas recém-licenciados portugueses, no contexto músculo-esquelético. Metodologia: Foi realizado um estudo etnográfico, que integrou observações de vídeos de sessões de tratamento entre fisioterapeutas recém-licenciados e utentes com condições musculoesqueléticas, com foco na educação do utente, juntamente com entrevistas com elicitação por vídeo. Foi desenvolvido e aplicado um guião de observação e um guião de entrevistas semiestruturadas para a recolha de dados. A análise dos dados foi realizada através de uma análise de conteúdo dedutiva e um esquema de codificação. Várias estratégias foram implementadas para garantir o rigor da análise, incluindo member check, triangulação dos investigadores, um diário reflexivo e um audit trail. Resultados: Oito participantes (≤ 5 anos de experiência profissional) foram observados e, posteriormente, entrevistados. As práticas dos participantes foram categorizadas em três tipos: tipo 1 – atividade-passividade; tipo 2 – orientaçãocooperação; e tipo 3 – participação mútua. A maioria dos participantes demonstrou características de mais do que um tipo de prática. No entanto, foi possível identificar um tipo dominante para cada participante, que foi consistente entre vídeos e entrevistas. Conclusão: Este estudo sugere que a prática de educação, enquanto modalidade terapêutica, aplicada por fisioterapeutas recém-licenciados portugueses, na intervenção com utentes com condições músculo-esqueléticas, tende a situar-se entre os tipos atividade-passividade e participação mútua. Os participantes demonstraram dificuldades na participação mútua, com mais da metade categorizados, principalmente, como envolvidos em práticas de educação centradas no fisioterapeuta. |
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