Publicação
A influência da propriedade familiar sobre o desempenho financeiro das empresas na região de Lisboa e Vale do Tejo
| Resumo: | Este trabalho de investigação teve como objectivo analisar a relação existente entre a propriedade familiar e o desempenho das empresas portuguesas. A literatura financeira aponta para uma dicotomia de efeitos, dado existir argumentos que evidenciam uma relação positiva da propriedade familiar com o desempenho da empresa mas também fundamentos da relação negativa. Além da propriedade familiar, neste trabalho, em resultado dos contributos da literatura financeira sobre os factores determinantes do desempenho das empresas, também se procurou analisar a forma como a classe dimensional, geração e o sector de actividade influencia o desempenho e como estes factores influem na relação da propriedade familiar com o desempenho. Desta forma, formalizou-se um conjunto de hipóteses que especificam estas relações. O teste destas hipóteses foi realizado através da estimação de modelos utilizando a metodologia da regressão com dados em painel e usando uma amostra de empresas familiares e não familiares da Região de Lisboa e Vale do Tejo, no período de 2006 a 2011. Os resultados dos modelos econométricos permitiram evidenciar uma relação positiva da propriedade familiar com o desempenho das empresas, enquanto que, a análise descritiva, em termos médios, evidenciou um pior desempenho das empresas familiares. Estes resultados permitiram concluir que a introdução de factores de controlo no estudo da relação da propriedade familiar permitiu uma maior clarificação sobre essa relação. A classe dimensional também se revelou um fator determinante do desempenho das empresas. Os resultados permitiram concluir que as empresas de menor dimensão tendem a apresentar um melhor desempenho comparativamente às empresas de maior dimensão. Contudo, a interacção deste factor com a propriedade familiar origina uma inversão deste comportamento, as empresas familiares de menor dimensão apresentam um menor nível de desempenho. As empresas de primeira geração tendem a apresentar um melhor desempenho comparativamente às empresas de segunda geração. Contudo, à semelhança do que ocorreu ao nível da classe dimensional, também a interacção deste factor com a propriedade familiar inverteu o comportamento. O sector de actividade influi no desempenho das empresas no sentido que alguns sectores tenderão a evidenciar maiores níveis de desempenho comparativamente a outros. Também neste caso, a interacção deste factor com a propriedade familiar influência o sinal da relação. |
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| Autores principais: | Paixão, Paula Maria Severino Branco Rangel |
| Assunto: | Propriedade familiar Empresa familiar Desempenho Family owned Family business Performance |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Resumo: | Este trabalho de investigação teve como objectivo analisar a relação existente entre a propriedade familiar e o desempenho das empresas portuguesas. A literatura financeira aponta para uma dicotomia de efeitos, dado existir argumentos que evidenciam uma relação positiva da propriedade familiar com o desempenho da empresa mas também fundamentos da relação negativa. Além da propriedade familiar, neste trabalho, em resultado dos contributos da literatura financeira sobre os factores determinantes do desempenho das empresas, também se procurou analisar a forma como a classe dimensional, geração e o sector de actividade influencia o desempenho e como estes factores influem na relação da propriedade familiar com o desempenho. Desta forma, formalizou-se um conjunto de hipóteses que especificam estas relações. O teste destas hipóteses foi realizado através da estimação de modelos utilizando a metodologia da regressão com dados em painel e usando uma amostra de empresas familiares e não familiares da Região de Lisboa e Vale do Tejo, no período de 2006 a 2011. Os resultados dos modelos econométricos permitiram evidenciar uma relação positiva da propriedade familiar com o desempenho das empresas, enquanto que, a análise descritiva, em termos médios, evidenciou um pior desempenho das empresas familiares. Estes resultados permitiram concluir que a introdução de factores de controlo no estudo da relação da propriedade familiar permitiu uma maior clarificação sobre essa relação. A classe dimensional também se revelou um fator determinante do desempenho das empresas. Os resultados permitiram concluir que as empresas de menor dimensão tendem a apresentar um melhor desempenho comparativamente às empresas de maior dimensão. Contudo, a interacção deste factor com a propriedade familiar origina uma inversão deste comportamento, as empresas familiares de menor dimensão apresentam um menor nível de desempenho. As empresas de primeira geração tendem a apresentar um melhor desempenho comparativamente às empresas de segunda geração. Contudo, à semelhança do que ocorreu ao nível da classe dimensional, também a interacção deste factor com a propriedade familiar inverteu o comportamento. O sector de actividade influi no desempenho das empresas no sentido que alguns sectores tenderão a evidenciar maiores níveis de desempenho comparativamente a outros. Também neste caso, a interacção deste factor com a propriedade familiar influência o sinal da relação. |
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