Publicação

Barriers and facilitators to medical referral of people with Osteoarthritis to the Split.OA programme: a qualitative study

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A osteoartrose da anca e do joelho (OAAJ) é uma condição prevalente, com elevado impacto individual e social. Contudo, a implementação de intervenções de primeira linha continua a ser insuficiente. O programa Split.OA é um modelo desenvolvido para melhorar a qualidade dos cuidados em Portugal, promovendo a prática regular de exercício através de estratégias de mudança comportamental em pessoas com OAAJ. Este estudo teve como objetivo explorar as barreiras e facilitadores que os médicos percecionam na referenciação de utentes para o programa Split.OA. Metodologia: Foi realizado um estudo qualitativo, seguindo um paradigma interpretativista. Realizaram-se entrevistas semiestruturadas por videoconferência, que foram gravadas, transcritas verbatim e analisadas dedutivamente. O guião da entrevista e a análise de dados basearam-se na Behaviour Change Wheel (BCW), incluindo o modelo Capability-Opportunity-Motivation Behaviour (COM-B) e o Theoretical Domains Framework (TDF). Foram entrevistados cinco médicos de família, quatro reumatologistas, três fisiatras e um ortopedista. Resultados: Foram identificadas 21 barreiras e 25 facilitadores distribuídos por 5 componentes do COM-B e 13 domínios do TDF, relacionados com a referenciação de pessoas com OAAJ para o programa Split.OA. Estes incluem fatores relacionados com os médicos (formação, competências de comunicação, estratégias de apoio à referenciação, relações e papéis profissionais), fatores relacionados com os utentes (desafios associados às características, crenças e necessidades) e fatores organizacionais (limitações do sistema de saúde, apoio organizacional e restrições no processo de referenciação). Conclusão: Este estudo identificou múltiplas barreiras e facilitadores que poderão ser usados para otimizar a referenciação de utentes para o programa Split.OA. Com recurso à BCW, investigação futura poderá associar este diagnóstico comportamental a estratégias de intervenção para suportar a implementação do Split.OA.
Autores principais:Silva, João António Pereira e
Assunto:Osteoartrose Referenciação Profissionais de saúde Investigação qualitativa Mudança comportamental Osteoarthritis Referral Healthcare professionals Qualitative research Behaviour change
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Setúbal
Idioma:inglês
Origem:Instituto Politécnico de Setúbal
Descrição
Resumo:Introdução: A osteoartrose da anca e do joelho (OAAJ) é uma condição prevalente, com elevado impacto individual e social. Contudo, a implementação de intervenções de primeira linha continua a ser insuficiente. O programa Split.OA é um modelo desenvolvido para melhorar a qualidade dos cuidados em Portugal, promovendo a prática regular de exercício através de estratégias de mudança comportamental em pessoas com OAAJ. Este estudo teve como objetivo explorar as barreiras e facilitadores que os médicos percecionam na referenciação de utentes para o programa Split.OA. Metodologia: Foi realizado um estudo qualitativo, seguindo um paradigma interpretativista. Realizaram-se entrevistas semiestruturadas por videoconferência, que foram gravadas, transcritas verbatim e analisadas dedutivamente. O guião da entrevista e a análise de dados basearam-se na Behaviour Change Wheel (BCW), incluindo o modelo Capability-Opportunity-Motivation Behaviour (COM-B) e o Theoretical Domains Framework (TDF). Foram entrevistados cinco médicos de família, quatro reumatologistas, três fisiatras e um ortopedista. Resultados: Foram identificadas 21 barreiras e 25 facilitadores distribuídos por 5 componentes do COM-B e 13 domínios do TDF, relacionados com a referenciação de pessoas com OAAJ para o programa Split.OA. Estes incluem fatores relacionados com os médicos (formação, competências de comunicação, estratégias de apoio à referenciação, relações e papéis profissionais), fatores relacionados com os utentes (desafios associados às características, crenças e necessidades) e fatores organizacionais (limitações do sistema de saúde, apoio organizacional e restrições no processo de referenciação). Conclusão: Este estudo identificou múltiplas barreiras e facilitadores que poderão ser usados para otimizar a referenciação de utentes para o programa Split.OA. Com recurso à BCW, investigação futura poderá associar este diagnóstico comportamental a estratégias de intervenção para suportar a implementação do Split.OA.