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Entrega direta às unidades utilizadoras vs. Receção centralizada na UAGME - exército português

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Resumo:O presente relatório de projeto resulta de uma investigação desenvolvida no âmbito do Mestrado em Logística e Gestão da Cadeia de Abastecimento e tem como tema a “Entrega direta às unidades utilizadoras vs. receção centralizada na UAGME – Exército Português”. O objetivo principal é avaliar se o modelo atual de procurement com a receção centralizada na Unidade de Apoio Geral de Material do Exército (UAGME) é o mais adequado para a gestão dos bens da Classe VII (artigos completos e prontos a utilizar, exemplos de viaturas, atrelados, máquinas, entre outros) ou se a entrega direta às unidades utilizadoras destes bens, representa uma alternativa mais económica, sustentável e eficaz. A metodologia adotada assenta numa abordagem qualitativa, complementada com dados quantitativos e análise documental. Foram realizadas dez entrevistas semiestruturadas a militares e profissionais com experiência nas áreas de logística e procurement, pertencentes ao Exército, à GNR, à Força Aérea e ao setor privado, no caso à SONAE MC, bem como a análise de onze processos de aquisição reais e de livre acesso. Os resultados demonstram uma perceção generalizada de que o modelo de entrega direta apresenta ganhos significativos em lead time, custos e sustentabilidade, sem comprometer o controlo da qualidade nem a rastreabilidade dos bens. As entrevistas revelam também que a receção centralizada gera duplicações logísticas, aumento de custos fixos e perda de tempo útil de garantia, enquanto o modelo descentralizado promove maior eficiência, redução de emissões de CO₂ e menores custos. O estudo conclui que para bens com destino final previamente definido aquando do lançamento do processo de aquisição, o modelo de entrega direta deve ser privilegiado, libertando a UAGME do ónus de um processo que pode ser redirecionado, podendo a UAGME focar os seus recursos nas suas atividades core. Apresentam-se ainda recomendações de melhoria, nomeadamente a parametrização do ERP para receção descentralizada, a formação das unidades recetoras e a definição de cláusulas contratuais que garantam a conformidade e o início da garantia na receção pela unidade utilizadora.
Autores principais:Martins, Carlos Manuel Cristino
Assunto:Procurement Logística Militar UAGME Entrega Direta Cadeia de Abastecimento Sustentabilidade Military Logistics Direct Delivery Supply Chain Sustainability
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Instituto Politécnico de Setúbal
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Setúbal
Descrição
Resumo:O presente relatório de projeto resulta de uma investigação desenvolvida no âmbito do Mestrado em Logística e Gestão da Cadeia de Abastecimento e tem como tema a “Entrega direta às unidades utilizadoras vs. receção centralizada na UAGME – Exército Português”. O objetivo principal é avaliar se o modelo atual de procurement com a receção centralizada na Unidade de Apoio Geral de Material do Exército (UAGME) é o mais adequado para a gestão dos bens da Classe VII (artigos completos e prontos a utilizar, exemplos de viaturas, atrelados, máquinas, entre outros) ou se a entrega direta às unidades utilizadoras destes bens, representa uma alternativa mais económica, sustentável e eficaz. A metodologia adotada assenta numa abordagem qualitativa, complementada com dados quantitativos e análise documental. Foram realizadas dez entrevistas semiestruturadas a militares e profissionais com experiência nas áreas de logística e procurement, pertencentes ao Exército, à GNR, à Força Aérea e ao setor privado, no caso à SONAE MC, bem como a análise de onze processos de aquisição reais e de livre acesso. Os resultados demonstram uma perceção generalizada de que o modelo de entrega direta apresenta ganhos significativos em lead time, custos e sustentabilidade, sem comprometer o controlo da qualidade nem a rastreabilidade dos bens. As entrevistas revelam também que a receção centralizada gera duplicações logísticas, aumento de custos fixos e perda de tempo útil de garantia, enquanto o modelo descentralizado promove maior eficiência, redução de emissões de CO₂ e menores custos. O estudo conclui que para bens com destino final previamente definido aquando do lançamento do processo de aquisição, o modelo de entrega direta deve ser privilegiado, libertando a UAGME do ónus de um processo que pode ser redirecionado, podendo a UAGME focar os seus recursos nas suas atividades core. Apresentam-se ainda recomendações de melhoria, nomeadamente a parametrização do ERP para receção descentralizada, a formação das unidades recetoras e a definição de cláusulas contratuais que garantam a conformidade e o início da garantia na receção pela unidade utilizadora.