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Mobilidade sustentável: avaliação do impacto da introdução de veículos elétricos: caso Força Aérea Portuguesa

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Resumo:A responsabilidade social e a proteção ambiental assumem, atualmente, uma importância na sociedade que outrora seria inatingível. Por todo o mundo, Estados e Organizações declararam como prioridade o combate às alterações climáticas, não só pelos efeitos já causados, mas principalmente por aqueles que afetarão as gerações futuras. O setor dos transportes é responsável por grande parte das emissões dos gases poluentes que contaminam a atmosfera. A aposta nos veículos elétricos tem sido um importante aliado para a promoção da mobilidade sustentável. Em consonância com os objetivos de descarbonização e de melhoria do desempenho ambiental do parque de veículos do Estado, o Despacho 2293- A/2019, de 7 de março, dos Ministérios das Finanças e do Ambiente e da Transição Energética, veio estabelecer os critérios financeiros e ambientais aplicáveis à composição das frotas de veículos do Estado. O objetivo do presente trabalho de investigação é caracterizar e analisar a frota de viaturas administrativas da Força Aérea Portuguesa e avaliar o impacto financeiro, operacional e ambiental decorrente da introdução de veículos elétricos. Dada a complexidade e amplitude de regulamentos legais que regem a aquisição de veículos pelos organismos do Estado, o modelo de investigação adotado privilegiou os métodos mistos de investigação, por permitirem, simultaneamente, realizar análises comparativas e compreender, com maior profundidade, outros aspetos do estudo. Tendo por base de análise um horizonte temporal de 8 anos, os resultados obtidos pelo estudo permitiram apurar que a aposta nos veículos elétricos permitirá poupanças muito significativas em ações de manutenção e consumos energéticos, tendo um enorme impacto na redução das emissões de CO2. Todavia, a renovação da frota por veículos elétricos exigirá sempre um avultado investimento inicial que, juntamente com a ainda baixa autonomia, o elevado tempo de carregamento e a necessidade de instalação de postos de carregamento, apresentam-se como os principais desafios à sua concretização. Foram, ainda, identificadas algumas incongruências jurídicas entre as Diretivas Comunitárias e os Diplomas Nacionais sobre a temática em estudo que deverão merecer cuidada atenção por parte do legislador.
Autores principais:Correia, Ricardo Jorge de Sousa
Assunto:Mobilidade Sustentável Veículos Elétricos Acordos Quadro Parque de Veículos do Estado Força Aérea Portuguesa Sustainable Mobility Electric Vehicles Framework Agreements Public State Vehicle Fleet Portuguese Air Force
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Setúbal
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Setúbal
Descrição
Resumo:A responsabilidade social e a proteção ambiental assumem, atualmente, uma importância na sociedade que outrora seria inatingível. Por todo o mundo, Estados e Organizações declararam como prioridade o combate às alterações climáticas, não só pelos efeitos já causados, mas principalmente por aqueles que afetarão as gerações futuras. O setor dos transportes é responsável por grande parte das emissões dos gases poluentes que contaminam a atmosfera. A aposta nos veículos elétricos tem sido um importante aliado para a promoção da mobilidade sustentável. Em consonância com os objetivos de descarbonização e de melhoria do desempenho ambiental do parque de veículos do Estado, o Despacho 2293- A/2019, de 7 de março, dos Ministérios das Finanças e do Ambiente e da Transição Energética, veio estabelecer os critérios financeiros e ambientais aplicáveis à composição das frotas de veículos do Estado. O objetivo do presente trabalho de investigação é caracterizar e analisar a frota de viaturas administrativas da Força Aérea Portuguesa e avaliar o impacto financeiro, operacional e ambiental decorrente da introdução de veículos elétricos. Dada a complexidade e amplitude de regulamentos legais que regem a aquisição de veículos pelos organismos do Estado, o modelo de investigação adotado privilegiou os métodos mistos de investigação, por permitirem, simultaneamente, realizar análises comparativas e compreender, com maior profundidade, outros aspetos do estudo. Tendo por base de análise um horizonte temporal de 8 anos, os resultados obtidos pelo estudo permitiram apurar que a aposta nos veículos elétricos permitirá poupanças muito significativas em ações de manutenção e consumos energéticos, tendo um enorme impacto na redução das emissões de CO2. Todavia, a renovação da frota por veículos elétricos exigirá sempre um avultado investimento inicial que, juntamente com a ainda baixa autonomia, o elevado tempo de carregamento e a necessidade de instalação de postos de carregamento, apresentam-se como os principais desafios à sua concretização. Foram, ainda, identificadas algumas incongruências jurídicas entre as Diretivas Comunitárias e os Diplomas Nacionais sobre a temática em estudo que deverão merecer cuidada atenção por parte do legislador.