Publicação
Curso clínico, com base nos perfis psicossociais ocupacionais, em utentes com dor cervical crónica de origem não específica submetidos a um programa de fisioterapia multimodal
| Resumo: | Introdução: A dor cervical crónica (DCC) é uma condição com elevada prevalência e persistência ao nível da população ocupacional. Têm vindo a ser demonstradas associações entre os diferentes perfis psicossociais ocupacionais e a capacidade de predizer outcomes de saúde na dor cervical (DC), sendo desta forma relevante o estudo do curso clinico associado aos perfis psicossociais ocupacionais em utentes com DCC de origem não específica (DCCNE) . Objetivo: Estudar o curso clínico dos diversos perfis psicossociais ocupacionais em relação às variáveis incapacidade funcional, intensidade da dor e perceção global de melhoria em utentes com DCCNE submetidos a um programa de fisioterapia multimodal. Definiu-se como objetivo secundário exploratório estudar os fatores psicossociais ocupacionais como potencial fator de prognóstico de resultados de “sucesso” nas mesmas variáveis dependentes. Metodologia: Realizou-se um estudo observacional de coorte prospetivo de natureza exploratória com 18 participantes com DCCNE, no ativo. Os participantes foram categorizados em 4 perfis psicossociais ocupacionais de acordo com a escala JCQ-VP. Foram realizados 8 momentos de avaliação: baseline, 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª semana de intervenção. As variáveis analisadas foram: intensidade da dor, incapacidade funcional e perceção global de melhoria. Resultados: O curso clínico dos utentes com DCCNE, apresentou uma tendência de melhoria transversal aos 4 perfis psicossociais ocupacionais, ao longo das 7 semanas de intervenção. Contudo, apenas o perfil Active job apresentou diferenças significativas ao longo das 7 semanas de intervenção para as variáveis intensidade da dor (p<0,002) e incapacidade funcional (p<0,003). A análise inter-grupos sugere não existirem diferenças entre os diversos perfis, à exceção da intensidade da dor na baseline (p=0,047). Conclusão: Considerando a natureza exploratória do presente estudo, os resultados parecem sugerir que o perfil psicossocial ocupacional poderá influenciar o curso clinico dos utentes com DCCNE submetidos a um programa de fisioterapia. Contudo, não se verificou associação destes perfis como potencial fator de prognóstico. |
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| Autores principais: | Melo, Carolina Correia de |
| Assunto: | Dor cervical crónica não específica Fatores psicossociais ocupacionais Perfis psicossociais ocupacionais Curso clínico Chronic non-specific neck pain Work-related psychosocial factors Occupational psychological profiles Clinical course |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Resumo: | Introdução: A dor cervical crónica (DCC) é uma condição com elevada prevalência e persistência ao nível da população ocupacional. Têm vindo a ser demonstradas associações entre os diferentes perfis psicossociais ocupacionais e a capacidade de predizer outcomes de saúde na dor cervical (DC), sendo desta forma relevante o estudo do curso clinico associado aos perfis psicossociais ocupacionais em utentes com DCC de origem não específica (DCCNE) . Objetivo: Estudar o curso clínico dos diversos perfis psicossociais ocupacionais em relação às variáveis incapacidade funcional, intensidade da dor e perceção global de melhoria em utentes com DCCNE submetidos a um programa de fisioterapia multimodal. Definiu-se como objetivo secundário exploratório estudar os fatores psicossociais ocupacionais como potencial fator de prognóstico de resultados de “sucesso” nas mesmas variáveis dependentes. Metodologia: Realizou-se um estudo observacional de coorte prospetivo de natureza exploratória com 18 participantes com DCCNE, no ativo. Os participantes foram categorizados em 4 perfis psicossociais ocupacionais de acordo com a escala JCQ-VP. Foram realizados 8 momentos de avaliação: baseline, 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª semana de intervenção. As variáveis analisadas foram: intensidade da dor, incapacidade funcional e perceção global de melhoria. Resultados: O curso clínico dos utentes com DCCNE, apresentou uma tendência de melhoria transversal aos 4 perfis psicossociais ocupacionais, ao longo das 7 semanas de intervenção. Contudo, apenas o perfil Active job apresentou diferenças significativas ao longo das 7 semanas de intervenção para as variáveis intensidade da dor (p<0,002) e incapacidade funcional (p<0,003). A análise inter-grupos sugere não existirem diferenças entre os diversos perfis, à exceção da intensidade da dor na baseline (p=0,047). Conclusão: Considerando a natureza exploratória do presente estudo, os resultados parecem sugerir que o perfil psicossocial ocupacional poderá influenciar o curso clinico dos utentes com DCCNE submetidos a um programa de fisioterapia. Contudo, não se verificou associação destes perfis como potencial fator de prognóstico. |
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