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Acidentes de trabalho de enfermeiros em contexto hospitalar: estudo epidemiológico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os Acidentes de Trabalho (AT) constituem um enorme problema, secundário a qualquer atividade profissional. As instituições de saúde não são exceção. De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mencionados por Freitas (2011) todos os anos morrem cerca de dois milhões de pessoas como consequência de AT e de doenças profissionais. Estes valores são resultantes dos 270 milhões de AT e 160 milhões de doenças profissionais declaradas anualmente a nível mundial. Ainda de acordo com o mesmo autor estes números traduzem-se financeiramente em 4% do produto interno bruto, em custos diretos e indiretos como por exemplo horas de trabalho perdidas, custos com reabilitação, indeminizações entre outros. Segundo Martins (2014) relativamente aos acidentes de trabalho ocorridos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), em 2010 ocorreram 11 906 acidentes de trabalho em instituições de saúde publicas dos quais 10 985 foram verificados em instituições hospitalares. Salienta-se as diferentes situações de risco a que os profissionais de saúde se encontram expostos em ambiente hospitalar, aliado aos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) que confirmam que no ano de 2014 metade dos hospitais eram tutelados pelo estado e que nos últimos 10 anos as consultas médicas e atos complementares de diagnóstico e terapêutica aumentaram. Em 2012 foram realizados mais de 1 milhão de internamentos e 16,5 milhões de consultas médicas externas. Deste modo impera a necessidade efetiva de compreender as circunstâncias em que estes acidentes de trabalho ocorrem. Acrescentando aos dados mencionados o facto de que o número de Enfermeiros a trabalhar em instituições hospitalares reduziu de 37 000 para 33 861 em 2015, resultado das políticas do SNS, tendo ainda assim, o número de hospitais sido mantido desde 2012. Tal poderá ter contribuído para o aumento do número da sinistralidade em contexto hospitalar, sinistralidade essa que se torna essencial estudar. Todos estes indicadores tornam relevante o estudo epidemiológico dos AT ocorridos, com a expectável eliminação ou mitigação dos riscos associados aos mesmos, resultando numa redução destes, com benefícios pessoais, profissionais, institucionais e económicos. Os resultados obtidos durante o período em estudo, entre 2010 e 2014, com 150 ocorrências, demostram que o grupo etário mais afetado foi entre os 22-31 anos (36,8%), o sexo feminino (85,9%), a maior ocorrência de AT foi entre profissionais com mais ou 10 anos de serviço (58,6%), a ocorrência mais verificada foi a picada com agulha (42,3%) e o local mais afetado foram as mãos (53,6%).
Autores principais:Jorge, Gonçalo
Assunto:Acidentes de Trabalho Enfermagem Hospital Risco Work Related Accidents Nursing Risk
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Setúbal
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Setúbal
Descrição
Resumo:Os Acidentes de Trabalho (AT) constituem um enorme problema, secundário a qualquer atividade profissional. As instituições de saúde não são exceção. De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mencionados por Freitas (2011) todos os anos morrem cerca de dois milhões de pessoas como consequência de AT e de doenças profissionais. Estes valores são resultantes dos 270 milhões de AT e 160 milhões de doenças profissionais declaradas anualmente a nível mundial. Ainda de acordo com o mesmo autor estes números traduzem-se financeiramente em 4% do produto interno bruto, em custos diretos e indiretos como por exemplo horas de trabalho perdidas, custos com reabilitação, indeminizações entre outros. Segundo Martins (2014) relativamente aos acidentes de trabalho ocorridos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), em 2010 ocorreram 11 906 acidentes de trabalho em instituições de saúde publicas dos quais 10 985 foram verificados em instituições hospitalares. Salienta-se as diferentes situações de risco a que os profissionais de saúde se encontram expostos em ambiente hospitalar, aliado aos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) que confirmam que no ano de 2014 metade dos hospitais eram tutelados pelo estado e que nos últimos 10 anos as consultas médicas e atos complementares de diagnóstico e terapêutica aumentaram. Em 2012 foram realizados mais de 1 milhão de internamentos e 16,5 milhões de consultas médicas externas. Deste modo impera a necessidade efetiva de compreender as circunstâncias em que estes acidentes de trabalho ocorrem. Acrescentando aos dados mencionados o facto de que o número de Enfermeiros a trabalhar em instituições hospitalares reduziu de 37 000 para 33 861 em 2015, resultado das políticas do SNS, tendo ainda assim, o número de hospitais sido mantido desde 2012. Tal poderá ter contribuído para o aumento do número da sinistralidade em contexto hospitalar, sinistralidade essa que se torna essencial estudar. Todos estes indicadores tornam relevante o estudo epidemiológico dos AT ocorridos, com a expectável eliminação ou mitigação dos riscos associados aos mesmos, resultando numa redução destes, com benefícios pessoais, profissionais, institucionais e económicos. Os resultados obtidos durante o período em estudo, entre 2010 e 2014, com 150 ocorrências, demostram que o grupo etário mais afetado foi entre os 22-31 anos (36,8%), o sexo feminino (85,9%), a maior ocorrência de AT foi entre profissionais com mais ou 10 anos de serviço (58,6%), a ocorrência mais verificada foi a picada com agulha (42,3%) e o local mais afetado foram as mãos (53,6%).