Publicação
MC Melody e MC Brinquedo: infância e gênero nas narrativas dos funkeiros mirins no YouTube
| Resumo: | Este artigo discute as narrativas audiovisuais dos funkeiros mirins MC Melody e MC Brinquedo no YouTube com o objetivo de refletir sobre a imagem infantil que os dois youtubers mirins funkeiros projetam e quais as diferenças de gêneros que evidenciam. Descrevemos quatro conjuntos de elementos sobre uma amostra in-tencional de três vídeos de cada um dos artistas: dados gerais, elementos da estó-ria, recursos da narrativa e características da edição. Para analisar de forma explo-ratória as interações da audiência, consideramos os dados de visualização, avalia-ção (gostei e não gostei) e os comentários (elogios e críticas). Levamos em conta as desigualdades de gêneros evidenciadas pelos discursos midiáticos e pela cultura digital, o contexto periférico em que o funk se desenvolve e a infância como cons-trução social. Neste enquadramento, a expressão infantil na música e na dança evidencia-se tanto como potência disruptiva, como submetida à mimética da cultu-ra patriarcal e aos limites da lógica empresarial. Sexo e dinheiro são temas centrais dos vídeos, que desafiam o ideal da infância como um período de inocência e dependência. O público critica a performance erotizada de MC Melody, mas pou-pa MC Brinquedo, que apresenta conteúdo sexual mais explícito, o que evidencia permissões e interditos condicionados por seus respectivos gêneros. |
|---|---|
| Autores principais: | Monteiro, Vanessa |
| Outros Autores: | Marôpo, Lidia; Sampaio, Inês |
| Assunto: | Funk Infância Gênero Youtube Crianças Childhood Gender Children |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Resumo: | Este artigo discute as narrativas audiovisuais dos funkeiros mirins MC Melody e MC Brinquedo no YouTube com o objetivo de refletir sobre a imagem infantil que os dois youtubers mirins funkeiros projetam e quais as diferenças de gêneros que evidenciam. Descrevemos quatro conjuntos de elementos sobre uma amostra in-tencional de três vídeos de cada um dos artistas: dados gerais, elementos da estó-ria, recursos da narrativa e características da edição. Para analisar de forma explo-ratória as interações da audiência, consideramos os dados de visualização, avalia-ção (gostei e não gostei) e os comentários (elogios e críticas). Levamos em conta as desigualdades de gêneros evidenciadas pelos discursos midiáticos e pela cultura digital, o contexto periférico em que o funk se desenvolve e a infância como cons-trução social. Neste enquadramento, a expressão infantil na música e na dança evidencia-se tanto como potência disruptiva, como submetida à mimética da cultu-ra patriarcal e aos limites da lógica empresarial. Sexo e dinheiro são temas centrais dos vídeos, que desafiam o ideal da infância como um período de inocência e dependência. O público critica a performance erotizada de MC Melody, mas pou-pa MC Brinquedo, que apresenta conteúdo sexual mais explícito, o que evidencia permissões e interditos condicionados por seus respectivos gêneros. |
|---|