Publicação
Efeitos de um programa de autogestão nos resultados clínicos de adultos com AVC: um estudo quase-experimental
| Resumo: | Introdução: O suporte de autogestão a utentes com AVC é recomendado internacionalmente, com evidência de melhorarias significativas dos resultados clínicos. Contudo, em Portugal não são conhecidos programas de autogestão, apesar de investigação anterior reportar as dificuldades na participação dos utentes, a sua dependência dos profissionais de saúde e declínio funcional ao longo do tempo. Tendo em conta os resultados anteriores, foi proposto o programa “ComVida: há vida após AVC”, um programa de intervenção híbrida personalizada para suporte à autogestão após AVC, tendo por base os princípios do Bridges Self Management Program. Objetivo: Este projeto tem como objetivo analisar a viabilidade e a implementação de um programa de autogestão em utentes com AVC ao nível da autoeficácia, função física, estado emocional e qualidade de vida às seis e doze semanas de implementação. Métodos: Foi utilizado um desenho quase-experimental com avaliação realizada em três momentos, nomeadamente T1: durante a primeira semana de tratamento, T2; seis semanas após a primeira avaliação e T3: doze semanas após a primeira intervenção. Foram incluídos no estudo 28 participantes a que foram implementadas intervenções baseadas nos princípios chave do programa Bridges, não havendo grupo de controlo. Resultados: Na diferença global ao nível da autoeficácia, avaliada com a SSEQ, obtevese uma diferença média significativa de 10,036 (95% intervalo de confiança 7,560 a 12,512; p<0,001) entre os três momentos, indicando um nível autoeficácia significativamente maior em T3, quando comparado com T1. Também os outros outcomes avaliados tiveram diferenças médias significativas (p<0,001). Todas as correlações são significativas a um nível de p=0,01, observa-se que, ao longo do tempo, as correlações se mantêm altas, especialmente entre T2 e T3, indicando consistência nos resultados. Conclusão: Os resultados deste estudo demonstraram que aplicação de um programa baseado na autogestão após o AVC do utente pode apresentar melhorias significativas na autoeficácia, qualidade de vida, estado emocional e função física do utente. |
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| Autores principais: | Branco, Daniela Alves dos Santos |
| Assunto: | Autogestão Acidente Vascular Cerebral Autoeficácia Self-management Stroke Self-efficacy |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Resumo: | Introdução: O suporte de autogestão a utentes com AVC é recomendado internacionalmente, com evidência de melhorarias significativas dos resultados clínicos. Contudo, em Portugal não são conhecidos programas de autogestão, apesar de investigação anterior reportar as dificuldades na participação dos utentes, a sua dependência dos profissionais de saúde e declínio funcional ao longo do tempo. Tendo em conta os resultados anteriores, foi proposto o programa “ComVida: há vida após AVC”, um programa de intervenção híbrida personalizada para suporte à autogestão após AVC, tendo por base os princípios do Bridges Self Management Program. Objetivo: Este projeto tem como objetivo analisar a viabilidade e a implementação de um programa de autogestão em utentes com AVC ao nível da autoeficácia, função física, estado emocional e qualidade de vida às seis e doze semanas de implementação. Métodos: Foi utilizado um desenho quase-experimental com avaliação realizada em três momentos, nomeadamente T1: durante a primeira semana de tratamento, T2; seis semanas após a primeira avaliação e T3: doze semanas após a primeira intervenção. Foram incluídos no estudo 28 participantes a que foram implementadas intervenções baseadas nos princípios chave do programa Bridges, não havendo grupo de controlo. Resultados: Na diferença global ao nível da autoeficácia, avaliada com a SSEQ, obtevese uma diferença média significativa de 10,036 (95% intervalo de confiança 7,560 a 12,512; p<0,001) entre os três momentos, indicando um nível autoeficácia significativamente maior em T3, quando comparado com T1. Também os outros outcomes avaliados tiveram diferenças médias significativas (p<0,001). Todas as correlações são significativas a um nível de p=0,01, observa-se que, ao longo do tempo, as correlações se mantêm altas, especialmente entre T2 e T3, indicando consistência nos resultados. Conclusão: Os resultados deste estudo demonstraram que aplicação de um programa baseado na autogestão após o AVC do utente pode apresentar melhorias significativas na autoeficácia, qualidade de vida, estado emocional e função física do utente. |
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