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Teletrabalho e conciliação da vida profissional, familiar e pessoal: estudo de caso na administração pública

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Resumo:O presente estudo analisa de que forma o teletrabalho contribui para a conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal dos trabalhadores da Administração Pública, tendo como estudo de caso o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, I.P. (IPST, I.P.). Para melhor compreender este fenómeno, foram definidos os seguintes objetivos específicos: (a) conhecer a perceção dos trabalhadores em relação às vantagens e desvantagens do teletrabalho; (b) analisar de que forma o teletrabalho contribui para a conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal; e (c) conhecer a perceção dos trabalhadores relativamente ao impacto do teletrabalho no desempenho e na produtividade. A investigação insere-se num contexto de transformação organizacional e de modernização da Administração Pública, amplificado pelos avanços tecnológicos e pelas mudanças socio-laborais motivadas pela pandemia de COVID-19. A metodologia adotada foi de natureza qualitativa, assente na realização de entrevistas semiestruturadas a seis técnicos superiores do IPST, I.P. que exercem funções em regime de teletrabalho híbrido. Através da análise de conteúdo, foi possível identificar perceções, benefícios e desafios associados à implementação do teletrabalho enquanto modalidade laboral. Os resultados demonstram que o teletrabalho é amplamente percecionado como um instrumento facilitador da conciliação, possibilitando maior flexibilidade na organização do tempo, redução do stress associado ao trabalho presencial e melhoria da qualidade de vida. Contudo, persistem limitações, designadamente o isolamento social, a dificuldade em desconectar do trabalho e a necessidade de reforçar o apoio organizacional. Foi igualmente identificado um impacto positivo no desempenho e na produtividade, decorrente sobretudo da maior autonomia e capacidade de concentração, embora condicionado por fatores tecnológicos, culturais e organizacionais. Conclui-se que o teletrabalho, quando sustentado em políticas organizacionais claras, liderança participativa e critérios equitativos de acesso, representa um contributo relevante para a modernização da Administração Pública e para a promoção do bem-estar, motivação e desempenho dos trabalhadores. As implicações deste estudo destacam a importância de consolidar modelos de trabalho flexíveis e ajustados às necessidades dos trabalhadores e das organizações, de forma a fortalecer o compromisso institucional, a eficiência produtiva e a capacidade de resposta da Administração Pública perante os desafios contemporâneos.
Autores principais:Correia, Anabela Gomes
Assunto:Teletrabalho Conciliação Administração Pública Produtividade Modernização Administrativa Telework Work-life balance Public Administration Productivity Organizational Modernization
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Setúbal
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Setúbal
Descrição
Resumo:O presente estudo analisa de que forma o teletrabalho contribui para a conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal dos trabalhadores da Administração Pública, tendo como estudo de caso o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, I.P. (IPST, I.P.). Para melhor compreender este fenómeno, foram definidos os seguintes objetivos específicos: (a) conhecer a perceção dos trabalhadores em relação às vantagens e desvantagens do teletrabalho; (b) analisar de que forma o teletrabalho contribui para a conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal; e (c) conhecer a perceção dos trabalhadores relativamente ao impacto do teletrabalho no desempenho e na produtividade. A investigação insere-se num contexto de transformação organizacional e de modernização da Administração Pública, amplificado pelos avanços tecnológicos e pelas mudanças socio-laborais motivadas pela pandemia de COVID-19. A metodologia adotada foi de natureza qualitativa, assente na realização de entrevistas semiestruturadas a seis técnicos superiores do IPST, I.P. que exercem funções em regime de teletrabalho híbrido. Através da análise de conteúdo, foi possível identificar perceções, benefícios e desafios associados à implementação do teletrabalho enquanto modalidade laboral. Os resultados demonstram que o teletrabalho é amplamente percecionado como um instrumento facilitador da conciliação, possibilitando maior flexibilidade na organização do tempo, redução do stress associado ao trabalho presencial e melhoria da qualidade de vida. Contudo, persistem limitações, designadamente o isolamento social, a dificuldade em desconectar do trabalho e a necessidade de reforçar o apoio organizacional. Foi igualmente identificado um impacto positivo no desempenho e na produtividade, decorrente sobretudo da maior autonomia e capacidade de concentração, embora condicionado por fatores tecnológicos, culturais e organizacionais. Conclui-se que o teletrabalho, quando sustentado em políticas organizacionais claras, liderança participativa e critérios equitativos de acesso, representa um contributo relevante para a modernização da Administração Pública e para a promoção do bem-estar, motivação e desempenho dos trabalhadores. As implicações deste estudo destacam a importância de consolidar modelos de trabalho flexíveis e ajustados às necessidades dos trabalhadores e das organizações, de forma a fortalecer o compromisso institucional, a eficiência produtiva e a capacidade de resposta da Administração Pública perante os desafios contemporâneos.