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Práticas do professor para e na dinamização de congressos matemáticos

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Resumo:Este estudo tem como objetivo analisar e compreender as minhas práticas de preparação e de dinamização de congressos matemáticos. Mais concretamente pretende identificar e analisar os desafios com que me deparo na minha prática nestes dois momentos de trabalho em torno dos congressos matemáticos. O enquadramento teórico inclui três secções fundamentais que discutem as temáticas inerentes aos congressos matemáticos. O primeiro discute o entendimento de congresso matemático e descreve as suas fases, o segundo apresenta a importância dos congressos matemáticos para a aprendizagem dos alunos e o terceiro foca-se nas práticas e nos desafios colocados ao professor na preparação e na dinamização dos mesmos. O estudo insere-se no paradigma interpretativo, segue uma abordagem qualitativa e corresponde a uma investigação sobre a própria prática. Os dados foram recolhidos recorrendo à observação participante e à análise documental. No estudo participam 26 alunos pertencentes a uma turma do 2.º ano de escolaridade e eu própria enquanto professora estagiária. Os resultados do estudo evidenciam que na escolha das tarefas destacam-se desafios referentes à compreensão dos seus objetivos e a aspetos relacionados com a adaptação/construção dos seus contextos. Na antecipação das resoluções, realça-se a dificuldade em antecipar todas as hipóteses de resolução e em prever as dificuldades dos alunos. Na apresentação das tarefas, salientam-se desafios relativos à sua contextualização e em lidar com as intervenções dos alunos. No momento de monitorização, destacam-se as dúvidas em torno das informações a dar aos alunos e o receio de os influenciar na resolução das tarefas. Neste estudo evidencia-se também a dificuldade em selecionar e seriar os pósteres. Durante os congressos matemáticos, realça-se a dificuldade em promover discussões coletivas produtivas, associada quer ao tipo de tarefa proposta quer às minhas intervenções. Por fim, o tempo e a sua gestão surgem como uma dificuldade transversal nos momentos de preparação e dinamização do congresso matemático.
Autores principais:Ferreira, Sónia Alexandra Marques
Assunto:Práticas do professor Congressos matemáticos Tarefas Desafios do professor Relatório de projeto de investigação Relatório de estágio Teacher practices Mathematical congresse Tasks Teacher challenges
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Setúbal
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Setúbal
Descrição
Resumo:Este estudo tem como objetivo analisar e compreender as minhas práticas de preparação e de dinamização de congressos matemáticos. Mais concretamente pretende identificar e analisar os desafios com que me deparo na minha prática nestes dois momentos de trabalho em torno dos congressos matemáticos. O enquadramento teórico inclui três secções fundamentais que discutem as temáticas inerentes aos congressos matemáticos. O primeiro discute o entendimento de congresso matemático e descreve as suas fases, o segundo apresenta a importância dos congressos matemáticos para a aprendizagem dos alunos e o terceiro foca-se nas práticas e nos desafios colocados ao professor na preparação e na dinamização dos mesmos. O estudo insere-se no paradigma interpretativo, segue uma abordagem qualitativa e corresponde a uma investigação sobre a própria prática. Os dados foram recolhidos recorrendo à observação participante e à análise documental. No estudo participam 26 alunos pertencentes a uma turma do 2.º ano de escolaridade e eu própria enquanto professora estagiária. Os resultados do estudo evidenciam que na escolha das tarefas destacam-se desafios referentes à compreensão dos seus objetivos e a aspetos relacionados com a adaptação/construção dos seus contextos. Na antecipação das resoluções, realça-se a dificuldade em antecipar todas as hipóteses de resolução e em prever as dificuldades dos alunos. Na apresentação das tarefas, salientam-se desafios relativos à sua contextualização e em lidar com as intervenções dos alunos. No momento de monitorização, destacam-se as dúvidas em torno das informações a dar aos alunos e o receio de os influenciar na resolução das tarefas. Neste estudo evidencia-se também a dificuldade em selecionar e seriar os pósteres. Durante os congressos matemáticos, realça-se a dificuldade em promover discussões coletivas produtivas, associada quer ao tipo de tarefa proposta quer às minhas intervenções. Por fim, o tempo e a sua gestão surgem como uma dificuldade transversal nos momentos de preparação e dinamização do congresso matemático.