Publicação
Contributos para a Implementação de ensaios moleculares específicos visando a garantia de autenticidade em rações (DNA de Ruminantes)
| Resumo: | A encefalopatia espongiforme bovina (EEB) é uma doença priónica neurológica, fatal e progressiva, que afeta o sistema nervoso central dos bovinos, provocando lesões degenerativas no cérebro. Foi identificada pela primeira vez no Reino Unido em 1986 e nos finais da década de 80 e início dos anos 90, surgiu em humanos sob a forma de uma nova variante da doença de Creutzfeldt-Jakob, associada ao consumo de produtos contaminados derivados de bovinos. A encefalopatia espongiforme bovina tem origem na alimentação animal, sendo propagada principalmente através da incorporação de farinhas de carne e ossos ou de proteínas animais transformadas contaminadas nas rações. Estas substâncias, frequentemente obtidas a partir da reciclagem de restos de animais mortos expostos ao agente infecioso — o prião — foram responsáveis pela disseminação da doença entre os bovinos. Com o objetivo de garantir a segurança alimentar e proteger a saúde pública, foram implementadas normas rigorosas, incluindo a remoção de matérias de risco específico e a proibição do uso de determinadas proteínas animais transformadas na alimentação de animais de criação — medida conhecida como Feed Ban. Paralelamente, foram estabelecidos métodos de controlo para assegurar o cumprimento dessas restrições. Com o avanço das tecnologias, foram desenvolvidos novos métodos analíticos mais sensíveis e específicos. Entre eles, destaca-se a reação em cadeia da polimerase em tempo real, que foi posteriormente reconhecido como método oficial para este tipo de controlo. Este trabalho teve como principal objetivo a implementação de ensaios moleculares para a deteção de ácido desoxirribonucleico (DNA) de ruminantes em rações destinadas à alimentação animal, recorrendo inicialmente ao método de reação em cadeia da polimerase em tempo real, seguido da sua otimização para a versão digital da técnica. Para tal, foram analisadas amostras de alimentos compostos para animais, preparadas com diferentes concentrações de DNA, simulando diversos níveis potenciais de contaminação. Paralelamente, foi realizada a análise por PCR digital, permitindo a comparação entre os dois métodos em termos de desempenho e limites de deteção. |
|---|---|
| Autores principais: | Silva, Sara Susana Costa da |
| Assunto: | Ruminantes Encefalopatia espongiforme bovina Proteínas animais transformadas PCR em tempo real PCR digital Ruminants Bovine Spongiform Encephalopathy Processed Animal Proteins Real-Time PCR Digital PCR |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Resumo: | A encefalopatia espongiforme bovina (EEB) é uma doença priónica neurológica, fatal e progressiva, que afeta o sistema nervoso central dos bovinos, provocando lesões degenerativas no cérebro. Foi identificada pela primeira vez no Reino Unido em 1986 e nos finais da década de 80 e início dos anos 90, surgiu em humanos sob a forma de uma nova variante da doença de Creutzfeldt-Jakob, associada ao consumo de produtos contaminados derivados de bovinos. A encefalopatia espongiforme bovina tem origem na alimentação animal, sendo propagada principalmente através da incorporação de farinhas de carne e ossos ou de proteínas animais transformadas contaminadas nas rações. Estas substâncias, frequentemente obtidas a partir da reciclagem de restos de animais mortos expostos ao agente infecioso — o prião — foram responsáveis pela disseminação da doença entre os bovinos. Com o objetivo de garantir a segurança alimentar e proteger a saúde pública, foram implementadas normas rigorosas, incluindo a remoção de matérias de risco específico e a proibição do uso de determinadas proteínas animais transformadas na alimentação de animais de criação — medida conhecida como Feed Ban. Paralelamente, foram estabelecidos métodos de controlo para assegurar o cumprimento dessas restrições. Com o avanço das tecnologias, foram desenvolvidos novos métodos analíticos mais sensíveis e específicos. Entre eles, destaca-se a reação em cadeia da polimerase em tempo real, que foi posteriormente reconhecido como método oficial para este tipo de controlo. Este trabalho teve como principal objetivo a implementação de ensaios moleculares para a deteção de ácido desoxirribonucleico (DNA) de ruminantes em rações destinadas à alimentação animal, recorrendo inicialmente ao método de reação em cadeia da polimerase em tempo real, seguido da sua otimização para a versão digital da técnica. Para tal, foram analisadas amostras de alimentos compostos para animais, preparadas com diferentes concentrações de DNA, simulando diversos níveis potenciais de contaminação. Paralelamente, foi realizada a análise por PCR digital, permitindo a comparação entre os dois métodos em termos de desempenho e limites de deteção. |
|---|