Publicação
Efetividade do exercício estruturado na função e perfil psicossocial em indivíduos com lombalgia crónica: estudo piloto
| Resumo: | Introdução: A lombalgia é considerada a condição músculo-esquelética mais comum mundialmente, bem como a maior causa de limitações da atividade e abstinência laboral, em praticamente todo o mundo, provocando grandes transtornos económicos aos indivíduos, às suas famílias, comunidades, indústria e aos próprios governos. Apesar do exercício ter demonstrado ser a intervenção conservadora com melhores resultados a longo prazo, para a lombalgia crónica não especifica, não é conhecida qual a melhor tipologia utilizada ou modelo de estruturação. Objetivo: Comparar a efetividade de um programa estruturado de exercício aeróbio em relação a um programa estruturado de força/resistência dos músculos do tronco e membro inferior, na incapacidade funcional, cinésiofobia, autoeficácia, perceção global de melhoria e atividade física em indivíduos com lombalgia crónica. Metodologia: Foi realizado um ensaio clínico aleatorizado e controlado piloto, com intervenção em dois grupos (n=13), sendo o grupo de controlo (n=8) submetido a um programa de força/resistência dos músculos do tronco e membro inferior (programa “Rehmove DLC”) e o grupo experimental (n=5) submetido a um programa de exercício aeróbio (marcha), com avaliação na baseline (T0), às 6 semanas (T1) e 12 semanas (T2). A intervenção presencial decorreu durante 6 semanas, tendo sido continuada com um plano de exercícios para casa durante as 6 semanas seguintes. Os instrumentos utilizados foram o Questionário de Caracterização Sociodemográfica e Clínica, o “STarT Back Screening Tool” (SBST-PT), a “Quebec Back Pain Disability Scale” (QBPDS-PT), a “Tampa Scale of Kinesiophobia” (TSK-13-PT), a “Chronic Pain Self-Efficacy Scale” (CPSES-PT), a “Global Perceived Effect Scale” (GPES-PT) e a Escala de Atividade Física Habitual Modificada (EAFHM), tendo sido utilizado, durante as sessões, a Escala de Borg Modificada e o Teste da Fala para monitorizar a atividade física. Resultados: Não existiram diferenças com significado estatístico na comparação intergrupo, exceto na variável de atividade física, onde existiram diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos em T1, existindo uma pontuação superior no score total da EAFHM e na sua sub-escala relativa à atividade física no desporto (AF-D) no grupo experimental, comparativamente ao grupo de controlo. Ao nível da evolução intragrupo, não existiram diferenças com significado estatístico nas diversas variáveis em T1 e T2. Conclusão: Apesar dos resultados não apresentarem diferenças estatisticamente significativas, e tendo em conta as possíveis limitações do estudo, a tendência apresentada às 6 semanas, na melhoria da incapacidade funcional, cinésiofobia e perceção global de melhoria, em ambos os grupos, mostram resultados promissores, bem como os resultados da autoeficácia relativa à funcionalidade e estratégias de coping no grupo de controlo, no mesmo período temporal. |
|---|---|
| Autores principais: | Moço, Diogo |
| Assunto: | Exercício aeróbio Exercício de força/resistência Exercício estruturado Incapacidade funcional Lombalgia crónica Perfil psicossocial Aerobic exercise Chronic low back pain Functional disability Psychosocial profile Strength/resistance exercise Structured exercise |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Resumo: | Introdução: A lombalgia é considerada a condição músculo-esquelética mais comum mundialmente, bem como a maior causa de limitações da atividade e abstinência laboral, em praticamente todo o mundo, provocando grandes transtornos económicos aos indivíduos, às suas famílias, comunidades, indústria e aos próprios governos. Apesar do exercício ter demonstrado ser a intervenção conservadora com melhores resultados a longo prazo, para a lombalgia crónica não especifica, não é conhecida qual a melhor tipologia utilizada ou modelo de estruturação. Objetivo: Comparar a efetividade de um programa estruturado de exercício aeróbio em relação a um programa estruturado de força/resistência dos músculos do tronco e membro inferior, na incapacidade funcional, cinésiofobia, autoeficácia, perceção global de melhoria e atividade física em indivíduos com lombalgia crónica. Metodologia: Foi realizado um ensaio clínico aleatorizado e controlado piloto, com intervenção em dois grupos (n=13), sendo o grupo de controlo (n=8) submetido a um programa de força/resistência dos músculos do tronco e membro inferior (programa “Rehmove DLC”) e o grupo experimental (n=5) submetido a um programa de exercício aeróbio (marcha), com avaliação na baseline (T0), às 6 semanas (T1) e 12 semanas (T2). A intervenção presencial decorreu durante 6 semanas, tendo sido continuada com um plano de exercícios para casa durante as 6 semanas seguintes. Os instrumentos utilizados foram o Questionário de Caracterização Sociodemográfica e Clínica, o “STarT Back Screening Tool” (SBST-PT), a “Quebec Back Pain Disability Scale” (QBPDS-PT), a “Tampa Scale of Kinesiophobia” (TSK-13-PT), a “Chronic Pain Self-Efficacy Scale” (CPSES-PT), a “Global Perceived Effect Scale” (GPES-PT) e a Escala de Atividade Física Habitual Modificada (EAFHM), tendo sido utilizado, durante as sessões, a Escala de Borg Modificada e o Teste da Fala para monitorizar a atividade física. Resultados: Não existiram diferenças com significado estatístico na comparação intergrupo, exceto na variável de atividade física, onde existiram diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos em T1, existindo uma pontuação superior no score total da EAFHM e na sua sub-escala relativa à atividade física no desporto (AF-D) no grupo experimental, comparativamente ao grupo de controlo. Ao nível da evolução intragrupo, não existiram diferenças com significado estatístico nas diversas variáveis em T1 e T2. Conclusão: Apesar dos resultados não apresentarem diferenças estatisticamente significativas, e tendo em conta as possíveis limitações do estudo, a tendência apresentada às 6 semanas, na melhoria da incapacidade funcional, cinésiofobia e perceção global de melhoria, em ambos os grupos, mostram resultados promissores, bem como os resultados da autoeficácia relativa à funcionalidade e estratégias de coping no grupo de controlo, no mesmo período temporal. |
|---|