Publicação

Validação da versão portuguesa da Functional Gait Assessment Scale para a população com Acidente Vascular Cerebral

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O AVC causa alterações significativas da marcha e equilíbrio, exigindo medidas de avaliação válidas e fiáveis. A Functional Gait Assessment (FGA) é um instrumento que avalia a estabilidade dinâmica da marcha, demonstrando elevada sensibilidade para detetar alterações subtis do equilíbrio e excelente fiabilidade em populações pós-AVC. Este estudo analisou as propriedades psicométricas da versão portuguesa em pessoas pós-AVC. Objetivo: Avaliar a fiabilidade (intra e interavaliador, teste–reteste), consistência interna, validade de construto, erro de medição e efeito chão/teto da versão portuguesa da FGA em pessoas pós-AVC. Métodos: Estudo transversal realizado com 84 sobreviventes de AVC. A avaliação consistiu num primeiro momento na aplicação da FGA por três fisioterapeutas experientes (com videogravação), complementada por Functional Ambulatory Category, o Ten Meter’s walk test e Sroke Impact Scale para análise da validade de construto. Após uma semana foi reaplicada a FAG para teste-reteste. Critérios de inclusão: diagnóstico de AVC, idade ≥18 anos e capacidade de marcha independente (FAC 3–5), com ou sem auxiliares/ortóteses. Critérios de exclusão: défices cognitivos que impedissem a compreensão ou execução das tarefas, avaliados pelo MMSE. A Fiabilidade foi avaliada por alfa de Cronbach, Kappa, Spearman, Wilcoxon, Kendall W; a validade de construto foi examinada por correlação de Spearman. O software de estatística utilizado foi SPSS. Resultados: A FGA demonstrou boa consistência interna (α = 0,895) e excelente Fiabilidade intra (ICC = 0,982), interavaliador (ICC = 0,910) e teste–reteste (ICC = 0,926). As correlações da FGA com a FAC (ρ = 0,591), SIS (ρ = 0,549) e 10MWT (ρ = −0,846 a −0,814) confirmaram a validade de construto. Não se observaram efeitos de chão ou teto. Conclusão: A versão portuguesa da FGA apresentou excelente Fiabilidade, boa consistência interna e validade de construto, sendo um instrumento sensível e clinicamente útil para monitorizar a recuperação da marcha e do equilíbrio pós-AVC.
Autores principais:Matos, Joana Dias Pereira de
Assunto:Acidente Vascular Cerebral Marcha Equilíbrio Fiabilidade Validade Stroke Gait Balance Reliability Validity
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Setúbal
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Setúbal
Descrição
Resumo:Introdução: O AVC causa alterações significativas da marcha e equilíbrio, exigindo medidas de avaliação válidas e fiáveis. A Functional Gait Assessment (FGA) é um instrumento que avalia a estabilidade dinâmica da marcha, demonstrando elevada sensibilidade para detetar alterações subtis do equilíbrio e excelente fiabilidade em populações pós-AVC. Este estudo analisou as propriedades psicométricas da versão portuguesa em pessoas pós-AVC. Objetivo: Avaliar a fiabilidade (intra e interavaliador, teste–reteste), consistência interna, validade de construto, erro de medição e efeito chão/teto da versão portuguesa da FGA em pessoas pós-AVC. Métodos: Estudo transversal realizado com 84 sobreviventes de AVC. A avaliação consistiu num primeiro momento na aplicação da FGA por três fisioterapeutas experientes (com videogravação), complementada por Functional Ambulatory Category, o Ten Meter’s walk test e Sroke Impact Scale para análise da validade de construto. Após uma semana foi reaplicada a FAG para teste-reteste. Critérios de inclusão: diagnóstico de AVC, idade ≥18 anos e capacidade de marcha independente (FAC 3–5), com ou sem auxiliares/ortóteses. Critérios de exclusão: défices cognitivos que impedissem a compreensão ou execução das tarefas, avaliados pelo MMSE. A Fiabilidade foi avaliada por alfa de Cronbach, Kappa, Spearman, Wilcoxon, Kendall W; a validade de construto foi examinada por correlação de Spearman. O software de estatística utilizado foi SPSS. Resultados: A FGA demonstrou boa consistência interna (α = 0,895) e excelente Fiabilidade intra (ICC = 0,982), interavaliador (ICC = 0,910) e teste–reteste (ICC = 0,926). As correlações da FGA com a FAC (ρ = 0,591), SIS (ρ = 0,549) e 10MWT (ρ = −0,846 a −0,814) confirmaram a validade de construto. Não se observaram efeitos de chão ou teto. Conclusão: A versão portuguesa da FGA apresentou excelente Fiabilidade, boa consistência interna e validade de construto, sendo um instrumento sensível e clinicamente útil para monitorizar a recuperação da marcha e do equilíbrio pós-AVC.