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Caracterização dos níveis de actividade sedentária das pessoas idosas com mais de 75 anos, e a sua relação com alguns indicadores de saúde.

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Resumo:Introdução: O tempo excessivo em comportamentos sedentários (CS) constitui um factor de risco para a saúde e bem-estar dos idosos. Estes apresentam elevados níveis de sedentarismo, em Portugal, e não existem ainda estudos que caracterizem a actividade sedentária (AS) dos idosos, com mais de 75 anos, nem a sua associação com alguns indicadores de saúde. Objectivo: Caracterizar os níveis de AS das pessoas idosas com mais de 75 anos, e analisar a sua relação com alguns indicadores de saúde. Metodologia: Estudo observacional, transversal e analítico, com uma amostra, constituída por 80 indivíduos, seleccionada por conveniência. As variáveis em estudo foram: o tempo de AS, índice de massa corporal (IMC), presença e frequência da dor e quedas, e capacidade funcional (CF). Utilizaram-se os seguintes instrumentos: questionário de caracterização sociodemográfica, diário de actividade, e a Short Physical Performance Battery. Resultados: Amostra constituída por participantes maioritariamente do género feminino, e média de idade 79,8 anos. Os resultados demonstraram que os indivíduos despendiam diariamente em média 327,64 minutos em CS, IMC médio de 27,21 kg/m2; dor média de 0,85 em que 75% apresenta dor crónica (p=0.000); média das quedas (0,71) e desempenho funcional (1,93). Verificou-se que o tempo despendido em CS e a presença de dor (=0,061) e frequência de dor (=0,156), apresentaram uma associação positiva muito fraca; uma relação positiva entre o tempo despendido em CS e a presença (=0,149) e frequência de quedas (=0,086); e uma associação negativa entre o tempo despendido CS e a SPPB (=-0,293) moderada estatisticamente significativa (p=0,004). Conclusão: Este estudo sugere que, os participantes despendem em média 6 horas em CS, e que estes têm uma associação significativa com a CF. Para os fisioterapeutas em Portugal que trabalham com idosos na comunidade, estes resultados sugerem uma diminuição do tempo em AS, de forma a contribuir para uma boa CF e autonomia.
Autores principais:Rocha, Maria do Carmo
Assunto:Sedentarismo Quedas Dor IMC Capacidade Funcional Pessoas Idosas Sedentarism Falls Pain BMI Functional Capacity Ederly People
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Setúbal
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Setúbal
Descrição
Resumo:Introdução: O tempo excessivo em comportamentos sedentários (CS) constitui um factor de risco para a saúde e bem-estar dos idosos. Estes apresentam elevados níveis de sedentarismo, em Portugal, e não existem ainda estudos que caracterizem a actividade sedentária (AS) dos idosos, com mais de 75 anos, nem a sua associação com alguns indicadores de saúde. Objectivo: Caracterizar os níveis de AS das pessoas idosas com mais de 75 anos, e analisar a sua relação com alguns indicadores de saúde. Metodologia: Estudo observacional, transversal e analítico, com uma amostra, constituída por 80 indivíduos, seleccionada por conveniência. As variáveis em estudo foram: o tempo de AS, índice de massa corporal (IMC), presença e frequência da dor e quedas, e capacidade funcional (CF). Utilizaram-se os seguintes instrumentos: questionário de caracterização sociodemográfica, diário de actividade, e a Short Physical Performance Battery. Resultados: Amostra constituída por participantes maioritariamente do género feminino, e média de idade 79,8 anos. Os resultados demonstraram que os indivíduos despendiam diariamente em média 327,64 minutos em CS, IMC médio de 27,21 kg/m2; dor média de 0,85 em que 75% apresenta dor crónica (p=0.000); média das quedas (0,71) e desempenho funcional (1,93). Verificou-se que o tempo despendido em CS e a presença de dor (=0,061) e frequência de dor (=0,156), apresentaram uma associação positiva muito fraca; uma relação positiva entre o tempo despendido em CS e a presença (=0,149) e frequência de quedas (=0,086); e uma associação negativa entre o tempo despendido CS e a SPPB (=-0,293) moderada estatisticamente significativa (p=0,004). Conclusão: Este estudo sugere que, os participantes despendem em média 6 horas em CS, e que estes têm uma associação significativa com a CF. Para os fisioterapeutas em Portugal que trabalham com idosos na comunidade, estes resultados sugerem uma diminuição do tempo em AS, de forma a contribuir para uma boa CF e autonomia.