Publicação
As discussões coletivas no 2º ano de escolaridade enquanto via para ensinar a subtrair
| Resumo: | Com este estudo procurei compreender de que modo posso preparar e conduzir discussões coletivas orientadas para o ensino da subtração através da resolução de problemas. Neste âmbito formulei duas questões: (1) A que aspetos dei especial atenção na preparação das aulas? Que desafios experienciei? e (2) Como conduzi a discussão de estratégias de resolução dos problemas? Que desafios experienciei? O enquadramento teórico encontra-se organizado em duas secções: na primeira, foco as discussões coletivas na aprendizagem da matemática e, na segunda, centro-me no ensino da subtração via resolução de problemas. Em termos metodológicos, o estudo enquadra-se num paradigma interpretativo e numa abordagem qualitativa de investigação. Trata-se de uma investigação sobre a minha prática e, simultaneamente, de um estudo de caso associado a uma intervenção pedagógica com a duração de seis semanas. Esta intervenção foi orientada para a aprendizagem da subtração e, neste âmbito, propus a uma turma, do 2º ano de escolaridade, problemas matemáticos relativos a cada um dos sentidos desta operação. Os dados empíricos foram obtidos através da recolha documental e da observação participante. Esta última técnica esteve associada às aulas da intervenção pedagógica que foram registadas em vídeo e/ou áudio. Estes dados foram objeto de uma análise de conteúdo qualitativa orientada por categorias temáticas. Os resultados do estudo permitem evidenciar a relevância de uma preparação cuidadosa das aulas. Em particular, é importante escolher tarefas cujo contexto esteja próximo da vivência dos alunos, pois favorece o seu envolvimento na resolução e facilita a atribuição de significado ao enunciado. Concomitantemente, as tarefas devem ser desafiantes e possibilitar o surgimento de diferentes estratégias de resolução. Além disso, a inventariação de possíveis estratégias de resolução dos alunos, a identificação de dificuldades e de modos de lidar com as mesmas, foram recursos relevantes para a gestão da prática letiva. Esta atividade dotou-me de conhecimento que me foi útil para monitorizar o trabalho autónomo dos alunos e contribuiu para que me sentisse mais segura no momento de iniciar e conduzir as discussões coletivas. A monitorização deste trabalho, que culminou na seleção e sequenciação das estratégias de resolução a discutir na turma, foi fundamental para a condução destas discussões. Os principais desafios experienciados situam-se ao nível da gestão do tempo, do incentivo à discussão e do modo de lidar com os erros. Nem sempre houve tempo para conduzir uma discussão profunda sobre as principais ideias associadas à exploração dos problemas logo após a sua resolução pelos alunos, como seria desejável. Além disso, nos momentos que antecederam as discussões e durante as mesmas, tive que tomar várias decisões em instantes, muitas vezes sem certezas se estaria a fazer o melhor, o que teve alguma repercussão na gestão eficaz do tempo. Simultaneamente, não foi fácil incentivar os alunos a participar nas discussões, havendo a perceção de que eram sempre os mesmos a contribuir com ideias e comentários. Também não foi simples ajudar os alunos a entender que os erros são “formas de pensar” válidas e evitar que se sentissem desmotivados ou numa posição vulnerável. |
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| Autores principais: | Prata, Cátia Sofia Dias |
| Assunto: | Ensino da subtração Resolução de problemas Práticas do professor Orquestração de discussões coletivas Desafios Relatório de projeto de investigação Relatório de estágio Teaching of subtraction Resolution of problems Teacher practices Orchestraction of collective discussions Challenges |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Resumo: | Com este estudo procurei compreender de que modo posso preparar e conduzir discussões coletivas orientadas para o ensino da subtração através da resolução de problemas. Neste âmbito formulei duas questões: (1) A que aspetos dei especial atenção na preparação das aulas? Que desafios experienciei? e (2) Como conduzi a discussão de estratégias de resolução dos problemas? Que desafios experienciei? O enquadramento teórico encontra-se organizado em duas secções: na primeira, foco as discussões coletivas na aprendizagem da matemática e, na segunda, centro-me no ensino da subtração via resolução de problemas. Em termos metodológicos, o estudo enquadra-se num paradigma interpretativo e numa abordagem qualitativa de investigação. Trata-se de uma investigação sobre a minha prática e, simultaneamente, de um estudo de caso associado a uma intervenção pedagógica com a duração de seis semanas. Esta intervenção foi orientada para a aprendizagem da subtração e, neste âmbito, propus a uma turma, do 2º ano de escolaridade, problemas matemáticos relativos a cada um dos sentidos desta operação. Os dados empíricos foram obtidos através da recolha documental e da observação participante. Esta última técnica esteve associada às aulas da intervenção pedagógica que foram registadas em vídeo e/ou áudio. Estes dados foram objeto de uma análise de conteúdo qualitativa orientada por categorias temáticas. Os resultados do estudo permitem evidenciar a relevância de uma preparação cuidadosa das aulas. Em particular, é importante escolher tarefas cujo contexto esteja próximo da vivência dos alunos, pois favorece o seu envolvimento na resolução e facilita a atribuição de significado ao enunciado. Concomitantemente, as tarefas devem ser desafiantes e possibilitar o surgimento de diferentes estratégias de resolução. Além disso, a inventariação de possíveis estratégias de resolução dos alunos, a identificação de dificuldades e de modos de lidar com as mesmas, foram recursos relevantes para a gestão da prática letiva. Esta atividade dotou-me de conhecimento que me foi útil para monitorizar o trabalho autónomo dos alunos e contribuiu para que me sentisse mais segura no momento de iniciar e conduzir as discussões coletivas. A monitorização deste trabalho, que culminou na seleção e sequenciação das estratégias de resolução a discutir na turma, foi fundamental para a condução destas discussões. Os principais desafios experienciados situam-se ao nível da gestão do tempo, do incentivo à discussão e do modo de lidar com os erros. Nem sempre houve tempo para conduzir uma discussão profunda sobre as principais ideias associadas à exploração dos problemas logo após a sua resolução pelos alunos, como seria desejável. Além disso, nos momentos que antecederam as discussões e durante as mesmas, tive que tomar várias decisões em instantes, muitas vezes sem certezas se estaria a fazer o melhor, o que teve alguma repercussão na gestão eficaz do tempo. Simultaneamente, não foi fácil incentivar os alunos a participar nas discussões, havendo a perceção de que eram sempre os mesmos a contribuir com ideias e comentários. Também não foi simples ajudar os alunos a entender que os erros são “formas de pensar” válidas e evitar que se sentissem desmotivados ou numa posição vulnerável. |
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