Publicação
Estudos de processos MEOR: técnicas de recuperação avançada do petróleo com microrganismos
| Resumo: | Neste trabalho pretendeu-se implementar técnicas que permitam a Recuperação Avançada do Petróleo Melhorada por Microrganismos (MEOR). Assim, estudou-se a capacidade das bactérias Pseudomonas aeruginosa e Bacillus cereus sintetizarem biosurfactantes, realizando-se também, um ensaio para isolar colónias de bactérias presentes em areias contaminadas com petróleo. O crescimento das bactérias deu-se inicialmente em meio de Luria-Bertani, fase de pré-cultura, e posteriormente em meios enriquecidos em nutrientes. O crescimento bacteriano foi monitorizado através das medições de densidade ótica. Para a avaliação da produção de biosurfactante, foram realizados testes qualitativos, nomeadamente o ensaio de propagação do petróleo e a análise de emulsão, bem como a determinação da tensão superficial dos extratos com biosurfactante. Com o objetivo de avaliar a recuperação do petróleo num reservatório, foi contruído um modelo de coluna com areia empacotada de forma a realizarem-se simulações das operações de recuperação de petróleo na presença de biosurfactantes. A reduzida quantidade de biosurfactante produzida, indiciada pelos resultados negativos dos testes qualitativos, foi confirmada pela medição da tensão superficial do sobrenadante. De facto, a tensão superficial ao longo da fermentação não sofreu reduções significativas, como seria previsto se houvesse produção de biosurfactante. Adicionalmente, na simulação da recuperação de petróleo na coluna com areia não foi verificada qualquer melhoria pela presença dos biosurfactantes. Estes resultados permitem confirmar que as bactérias sem contacto prévio e duradouro com o petróleo não se encontram adaptadas para a produção do biosurfactantes. Nos testes de corrosão, a massa da amostra não sofreu alterações significativas mesmo após 45 dias, não significando necessariamente a falta de oxidação, mas provavelmente que a massa da amostra não foi adequada neste estudo. |
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| Autores principais: | Rosa, Dário Filipe Vieira |
| Assunto: | Petróleo Pseudomonas aeruginosa Bacillus cereus Biosurfactante MEOR Oil Pseudomonas aeruginosa Bacillus cereus Biosurfactant MEOR |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Resumo: | Neste trabalho pretendeu-se implementar técnicas que permitam a Recuperação Avançada do Petróleo Melhorada por Microrganismos (MEOR). Assim, estudou-se a capacidade das bactérias Pseudomonas aeruginosa e Bacillus cereus sintetizarem biosurfactantes, realizando-se também, um ensaio para isolar colónias de bactérias presentes em areias contaminadas com petróleo. O crescimento das bactérias deu-se inicialmente em meio de Luria-Bertani, fase de pré-cultura, e posteriormente em meios enriquecidos em nutrientes. O crescimento bacteriano foi monitorizado através das medições de densidade ótica. Para a avaliação da produção de biosurfactante, foram realizados testes qualitativos, nomeadamente o ensaio de propagação do petróleo e a análise de emulsão, bem como a determinação da tensão superficial dos extratos com biosurfactante. Com o objetivo de avaliar a recuperação do petróleo num reservatório, foi contruído um modelo de coluna com areia empacotada de forma a realizarem-se simulações das operações de recuperação de petróleo na presença de biosurfactantes. A reduzida quantidade de biosurfactante produzida, indiciada pelos resultados negativos dos testes qualitativos, foi confirmada pela medição da tensão superficial do sobrenadante. De facto, a tensão superficial ao longo da fermentação não sofreu reduções significativas, como seria previsto se houvesse produção de biosurfactante. Adicionalmente, na simulação da recuperação de petróleo na coluna com areia não foi verificada qualquer melhoria pela presença dos biosurfactantes. Estes resultados permitem confirmar que as bactérias sem contacto prévio e duradouro com o petróleo não se encontram adaptadas para a produção do biosurfactantes. Nos testes de corrosão, a massa da amostra não sofreu alterações significativas mesmo após 45 dias, não significando necessariamente a falta de oxidação, mas provavelmente que a massa da amostra não foi adequada neste estudo. |
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