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Dupla jornada: a conciliação da vida privada com a vida profissional nos/as profissionais de recursos humanos

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Summary:O presente estudo pretende analisar o modo como os profissionais de Recursos Humanos conciliam as duas esferas da sua vida – vida privada e vida profissional. Isso implica a partilha da caracterização na sua vida profissional, o modo como utilizam o tempo nas diferentes dimensões da sua vida quotidiana, assim como o bem-estar e satisfação pessoal e profissional eanalisar como as práticas organizacionais facilitadoras da conciliação são percecionadas por estes profissionais. Do ponto de vista metodológico, os objetivos propostos foram concretizados através de um estudo de natureza qualitativa. Como técnica de recolha de informação foi utilizada a entrevista a uma amostra por conveniência de 10 profissionais de Recursos Humanos, tanto do sexo masculino como do sexo feminino, de diferentes organizações e categorias profissionais distintas. Neste estudo, foram entrevistados/as 5 mulheres e 5 homens com habilitações superiores, sendo que as mulheres detêm, ao contrário dos homens, o grau de mestrado. Estão empregados/as em setores de atividade diferenciados e detêm categorias diferentes, não parecendo existir grandes diferenças entre homens e mulheres. No que respeita à caracterização profissional as diferenças entre homens e mulheres parecem não ser muito evidenciadas, parecendo que os homens tendem a percecionar que gerem melhor o tempo. Parece existir spillover negativo (Matias e Fontaine, 2012) sobre a vida privada e, em particular sobre o lazer, tendencialmente as mais afetadas são as mulheres. Os/As profissionais de RH estão tendencialmente satisfeitos, contudo, insatisfeitos com o vencimento, considerando desajustado às suas responsabilidades e parece que as práticas organizacionais ainda estão muito direcionadas a indivíduos com filhos. Percebeu-se que tendencialmente, as empresas destes/as profissionais de RH têm pouca recetividade para a sugestão de fatores que promovam a conciliação. Denota-se que as respostas dos/as entrevistados/as foram influenciadas pela desejabilidade social.
Main Authors:Almeida, Mónica Filipa Costa
Subject:Conciliação da dupla jornada Trabalho Família Profissionais de Recursos Humanos Work-life balance Work Family Human Resources Professionals
Year:2021
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Instituto Politécnico de Setúbal
Language:Portuguese
Origin:Instituto Politécnico de Setúbal
Description
Summary:O presente estudo pretende analisar o modo como os profissionais de Recursos Humanos conciliam as duas esferas da sua vida – vida privada e vida profissional. Isso implica a partilha da caracterização na sua vida profissional, o modo como utilizam o tempo nas diferentes dimensões da sua vida quotidiana, assim como o bem-estar e satisfação pessoal e profissional eanalisar como as práticas organizacionais facilitadoras da conciliação são percecionadas por estes profissionais. Do ponto de vista metodológico, os objetivos propostos foram concretizados através de um estudo de natureza qualitativa. Como técnica de recolha de informação foi utilizada a entrevista a uma amostra por conveniência de 10 profissionais de Recursos Humanos, tanto do sexo masculino como do sexo feminino, de diferentes organizações e categorias profissionais distintas. Neste estudo, foram entrevistados/as 5 mulheres e 5 homens com habilitações superiores, sendo que as mulheres detêm, ao contrário dos homens, o grau de mestrado. Estão empregados/as em setores de atividade diferenciados e detêm categorias diferentes, não parecendo existir grandes diferenças entre homens e mulheres. No que respeita à caracterização profissional as diferenças entre homens e mulheres parecem não ser muito evidenciadas, parecendo que os homens tendem a percecionar que gerem melhor o tempo. Parece existir spillover negativo (Matias e Fontaine, 2012) sobre a vida privada e, em particular sobre o lazer, tendencialmente as mais afetadas são as mulheres. Os/As profissionais de RH estão tendencialmente satisfeitos, contudo, insatisfeitos com o vencimento, considerando desajustado às suas responsabilidades e parece que as práticas organizacionais ainda estão muito direcionadas a indivíduos com filhos. Percebeu-se que tendencialmente, as empresas destes/as profissionais de RH têm pouca recetividade para a sugestão de fatores que promovam a conciliação. Denota-se que as respostas dos/as entrevistados/as foram influenciadas pela desejabilidade social.