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Ética em cuidados paliativos: limites ao investimento curativo

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Resumo:Pensar os limites do investimento curativo requer perspectivas a partir da noção ética de limite, de desenvolvimento da biomedicina e das reflexões da bioética, assim como da natureza dos cuidados paliativos. As três perspectivas – a da ética, a da bioética e a dos cuidados paliativos – configuram territórios compartilhados. No eixo do compromisso de lutar pela vida sem maximizar as intervenções e humanizar os cuidados, destaque-se o respeito pela decisão do doente capaz e competente e a convicção de que existem limites aos cuidados, porque têm de fazer sentido para quem os presta e para aquele a quem são prestados. Os cuidados paliativos podem assegurar uma assistência o mais completa possível à pessoa que se encontra na última etapa da vida, considerando a morte como um processo normal, que não podem nem devem retardar ou acelerar. O objetivo é prover a melhor qualidade de vida possível para o doente em fase terminal e sua família, até o momento da chegada da morte, de modo verdadeiramente humano, respeitando os limites advenientes da dignidade da pessoa
Autores principais:Nunes, Lucília
Assunto:Cuidados Paliativos Dignidade Ética Bioética Atenciones Paliativas Dignidad Ética Bioética Palliative care Dignity Ethics Bioethics
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Setúbal
Idioma:português
Origem:Instituto Politécnico de Setúbal
Descrição
Resumo:Pensar os limites do investimento curativo requer perspectivas a partir da noção ética de limite, de desenvolvimento da biomedicina e das reflexões da bioética, assim como da natureza dos cuidados paliativos. As três perspectivas – a da ética, a da bioética e a dos cuidados paliativos – configuram territórios compartilhados. No eixo do compromisso de lutar pela vida sem maximizar as intervenções e humanizar os cuidados, destaque-se o respeito pela decisão do doente capaz e competente e a convicção de que existem limites aos cuidados, porque têm de fazer sentido para quem os presta e para aquele a quem são prestados. Os cuidados paliativos podem assegurar uma assistência o mais completa possível à pessoa que se encontra na última etapa da vida, considerando a morte como um processo normal, que não podem nem devem retardar ou acelerar. O objetivo é prover a melhor qualidade de vida possível para o doente em fase terminal e sua família, até o momento da chegada da morte, de modo verdadeiramente humano, respeitando os limites advenientes da dignidade da pessoa