Publicação
Análise cinemática tridimensional do tronco e membro inferior em indivíduos assintomáticos e com lombalgia crónica na tarefa de lifting: um estudo prospetivo
| Resumo: | Introdução: A lombalgia crónica (LGC) é das condições músculo-esqueléticas mais comuns a nível mundial, sendo considerada pelo Global Burden of Disease Study de 2017 como a principal causa de anos vividos com incapacidade. A tarefa lifting, é comumente citada na literatura como uma atividade provocativa e exacerbadora para os indivíduos com LGC. Compreender as relações entre a dor e o movimento, através da análise cinemática do movimento do tronco e membros inferiores, pode orientar a abordagem de reabilitação e diminuir o risco de disfunção motora a longo prazo e as suas consequências. Objetivo: Comparação da cinemática tridimensional (3D) do tronco e membro inferior entre indivíduos com LGC e assintomáticos durante a execução da tarefa lifting e verificar se essas diferenças se mantêm após um follow-up de 3 meses. Metodologia: Realizou-se um estudo de coorte prospetivo, que contou com a participação de 38 sujeitos, 19 indivíduos com LGC, recrutados na comunidade e em serviços ambulatórios de clínicas de Fisioterapia na região de Lisboa-Oeiras e 19 indivíduos saudáveis da mesma região, respeitando um protocolo de recrutamento estandardizado. As variáveis cinemáticas em estudo foram: ângulos máximos e mínimos, amplitude do movimento e variabilidade do movimento. As variáveis métricas em estudo foram a velocidade máxima e média da tarefa assim como para a distância. Resultados: Em T0 não se encontraram diferenças estatisticamente significativas para quase nenhuma das variáveis em estudo. Em T1, encontraram-se diferenças estatisticamente significativas no que se refere aos máximos e mínimos encontrados, amplitude e variabilidade do movimento tendo sido na sua generalidade menor para o grupo de indivíduos com LGC. No que se refere às variáveis métricas, encontraram-se diminuídas para o grupo de indivíduos com LGC em ambos os momentos de avaliação. Discussão e conclusão: Este estudo demonstrou que indivíduos com LGC, manifestam um padrão de movimento mais cauteloso, durante um período de recorrência de sintomatologia, realizando tarefas mais lentamente e com uma alteração global do padrão de movimento. |
|---|---|
| Autores principais: | Pinto, Beatriz |
| Assunto: | Cinemática Análise tridimensional (3D) Lombalgia Crónica Lifting Ângulos articulares Kinematics Chronic Low Back Pain Tridimensional analysis Joint Angles |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Politécnico de Setúbal |
| Resumo: | Introdução: A lombalgia crónica (LGC) é das condições músculo-esqueléticas mais comuns a nível mundial, sendo considerada pelo Global Burden of Disease Study de 2017 como a principal causa de anos vividos com incapacidade. A tarefa lifting, é comumente citada na literatura como uma atividade provocativa e exacerbadora para os indivíduos com LGC. Compreender as relações entre a dor e o movimento, através da análise cinemática do movimento do tronco e membros inferiores, pode orientar a abordagem de reabilitação e diminuir o risco de disfunção motora a longo prazo e as suas consequências. Objetivo: Comparação da cinemática tridimensional (3D) do tronco e membro inferior entre indivíduos com LGC e assintomáticos durante a execução da tarefa lifting e verificar se essas diferenças se mantêm após um follow-up de 3 meses. Metodologia: Realizou-se um estudo de coorte prospetivo, que contou com a participação de 38 sujeitos, 19 indivíduos com LGC, recrutados na comunidade e em serviços ambulatórios de clínicas de Fisioterapia na região de Lisboa-Oeiras e 19 indivíduos saudáveis da mesma região, respeitando um protocolo de recrutamento estandardizado. As variáveis cinemáticas em estudo foram: ângulos máximos e mínimos, amplitude do movimento e variabilidade do movimento. As variáveis métricas em estudo foram a velocidade máxima e média da tarefa assim como para a distância. Resultados: Em T0 não se encontraram diferenças estatisticamente significativas para quase nenhuma das variáveis em estudo. Em T1, encontraram-se diferenças estatisticamente significativas no que se refere aos máximos e mínimos encontrados, amplitude e variabilidade do movimento tendo sido na sua generalidade menor para o grupo de indivíduos com LGC. No que se refere às variáveis métricas, encontraram-se diminuídas para o grupo de indivíduos com LGC em ambos os momentos de avaliação. Discussão e conclusão: Este estudo demonstrou que indivíduos com LGC, manifestam um padrão de movimento mais cauteloso, durante um período de recorrência de sintomatologia, realizando tarefas mais lentamente e com uma alteração global do padrão de movimento. |
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