Publicação
A (des)ordem pública na primeira república (1910-1926): a atuação da polícia cívica
| Resumo: | O presente trabalho visou estudar os fenómenos da ordem, ou da desordem, pública que marcaram indelevelmente um dos períodos mais conflituosos da História recente de Portugal: a Primeira República (1910-1926). Por conseguinte, tentamos discernir quais as circunstâncias que envolveram mudanças sociais tão repentinas e bruscas no quotidiano de então, onde a desordem pública pululava endémica. De entre amplas questões abordadas, analisamos as causas da ascensão do movimento republicano e os fundamentos da sua tomada e manutenção do Poder: o crescimento demográfico, principalmente nas cidades, a ascensão da pequena e média burguesia e a tomada de consciência política da classe trabalhadora, entre outros fatores. Para a realização deste estudo partimos de uma perspetiva institucional ligada às forças de segurança coevas, na tentativa de perceber qual foi a sua evolução histórica e o protagonismo das duas principais forças de segurança neste quadro de instabilidade social e política. Incapaz de suster e reduzir os níveis de insegurança na sociedade portuguesa, a incipiente República serviu-se da Polícia Cívica e da Guarda Nacional Republicana para conter inúmeras manifestações, greves, motins, revoltas e demais grupos sociais ligados ao proletariado revolucionário e que quase conduziram a um clima de pré-guerra civil em Portugal. A crescente violência policial então empregue na repressão destes movimentos foi amplamente contestada pelas camadas populares e as oposições políticas, como aqui evocaremos. |
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| Autores principais: | Silva, Ricardo Filipe de Assunção |
| Assunto: | Polícia Polícia Cívica História da Polícia Ordem Pública Desordem Pública Primeira República |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna |
| Resumo: | O presente trabalho visou estudar os fenómenos da ordem, ou da desordem, pública que marcaram indelevelmente um dos períodos mais conflituosos da História recente de Portugal: a Primeira República (1910-1926). Por conseguinte, tentamos discernir quais as circunstâncias que envolveram mudanças sociais tão repentinas e bruscas no quotidiano de então, onde a desordem pública pululava endémica. De entre amplas questões abordadas, analisamos as causas da ascensão do movimento republicano e os fundamentos da sua tomada e manutenção do Poder: o crescimento demográfico, principalmente nas cidades, a ascensão da pequena e média burguesia e a tomada de consciência política da classe trabalhadora, entre outros fatores. Para a realização deste estudo partimos de uma perspetiva institucional ligada às forças de segurança coevas, na tentativa de perceber qual foi a sua evolução histórica e o protagonismo das duas principais forças de segurança neste quadro de instabilidade social e política. Incapaz de suster e reduzir os níveis de insegurança na sociedade portuguesa, a incipiente República serviu-se da Polícia Cívica e da Guarda Nacional Republicana para conter inúmeras manifestações, greves, motins, revoltas e demais grupos sociais ligados ao proletariado revolucionário e que quase conduziram a um clima de pré-guerra civil em Portugal. A crescente violência policial então empregue na repressão destes movimentos foi amplamente contestada pelas camadas populares e as oposições políticas, como aqui evocaremos. |
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