Publicação
Prevenção e segurança rodoviária: o impacto das campanhas emocionais nos condutores portugueses
| Resumo: | A sinistralidade rodoviária é considerada pela Organização Mundial de Saúde como um fenómeno à escala mundial. Decorrente dos vários estudos, foi identificado o comportamento humano como principal fator deste fenómeno. Com o intuito de diminuir este flagelo, no âmbito da publicidade institucional, surgem as campanhas de segurança rodoviária. Estas campanhas podem expressar dois tipos de apelo, racional e emocional, sendo que, em Portugal, a maioria das campanhas contemplam o apelo racional. Tendo em conta estes dois tipos de apelos, foi efetuada uma análise exploratória descritiva e explicativa, para a qual se aplicou um questionário, de forma a perceber qual o potencial impacto das campanhas emocionais utilizadas noutros países junto dos condutores portugueses. Os dados pós-analisados indicam que a maioria dos participantes conseguiu identificar a mensagem transmitida por ambas as campanhas, no entanto, não se recordam que alguma vez uma campanha desta índole tenha contribuído para a alteração do seu comportamento enquanto condutores. Relativamente ao conteúdo transmitido, os participantes consideraram a campanha emocional mais capaz de afetar e mexer com os seus sentimentos, mais tocante emocionalmente, com conteúdo mais emocionante e impactante, mais fácil de recordar e com um maior apelo à tristeza e ao mau estar, em comparação com a campanha racional. Foi ainda possível verificar, através do número de autuações, que as campanhas transmitidas em Portugal não produziram qualquer efeito manifesto nos participantes. Desta forma, os resultados obtidos permitem concluir que, para surtirem o efeito desejado, a forma como as campanhas atualmente são elaboradas necessita ser repensada. |
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| Autores principais: | Xavier, Cristiana Maria da Silva |
| Assunto: | Campanhas de segurança rodoviária Campanhas emocionais Campanhas racionais Polícia de Segurança Pública Sinistralidade rodoviária Emotional campaigns Public Security Police Rational campaigns Road accidents Road safety campaigns |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna |
| Resumo: | A sinistralidade rodoviária é considerada pela Organização Mundial de Saúde como um fenómeno à escala mundial. Decorrente dos vários estudos, foi identificado o comportamento humano como principal fator deste fenómeno. Com o intuito de diminuir este flagelo, no âmbito da publicidade institucional, surgem as campanhas de segurança rodoviária. Estas campanhas podem expressar dois tipos de apelo, racional e emocional, sendo que, em Portugal, a maioria das campanhas contemplam o apelo racional. Tendo em conta estes dois tipos de apelos, foi efetuada uma análise exploratória descritiva e explicativa, para a qual se aplicou um questionário, de forma a perceber qual o potencial impacto das campanhas emocionais utilizadas noutros países junto dos condutores portugueses. Os dados pós-analisados indicam que a maioria dos participantes conseguiu identificar a mensagem transmitida por ambas as campanhas, no entanto, não se recordam que alguma vez uma campanha desta índole tenha contribuído para a alteração do seu comportamento enquanto condutores. Relativamente ao conteúdo transmitido, os participantes consideraram a campanha emocional mais capaz de afetar e mexer com os seus sentimentos, mais tocante emocionalmente, com conteúdo mais emocionante e impactante, mais fácil de recordar e com um maior apelo à tristeza e ao mau estar, em comparação com a campanha racional. Foi ainda possível verificar, através do número de autuações, que as campanhas transmitidas em Portugal não produziram qualquer efeito manifesto nos participantes. Desta forma, os resultados obtidos permitem concluir que, para surtirem o efeito desejado, a forma como as campanhas atualmente são elaboradas necessita ser repensada. |
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