Publicação

A segurança energética em Portugal

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Numa sociedade altamente tecnologizada e necessitada de um fluxo constante e ininterrupto de energia, um bloco económico como a União Europeia, que integra Portugal, um grande consumidor mas onde rareiam as fontes energéticas primárias, encontra-se numa posição de enorme vulnerabilidade. Esta fragilidade, que tem vindo a ser equilibrada com o estabelecimento de uma diplomacia energética baseada na diversificação de fontes e fornecedores, comporta também riscos securitários evidentes. Num mundo onde cidadãos, empresas e Estados se interconectam como nunca, um conjunto de novas ameaças, mais perigosas e com maior potencial destrutivo aparente que as anteriores, resultantes da operação universal no ciberespaço, emergem no horizonte. Como as consequências antecipáveis resultantes de um ciberataque a uma infraestrutura crítica energética seriam potencialmente devastadoras, refletiu-se sobre a necessidade de Portugal adaptar a sua arquitetura de segurança às novas exigências. Considerando, simultaneamente, a urgência em dar resposta aos novos desafios do ciberespaço, a escassez de recursos e a necessidade de formular uma definição clara, global e holística dos interesses vitais do país; examinou-se uma proposta de reforma baseada na criação de um conceito estratégico de segurança nacional que, coerentemente, alinhasse, reunindo ao invés de segregar, segurança, defesa, economia/finanças, proteção civil, informações, diplomacia e cultura.
Autores principais:Antunes, Carlos Manuel Catalão
Assunto:Ciberespaço; Infraestruturas Críticas; Segurança Energética; Segurança Interna; Segurança Nacional, Critical Infrastructure; Cyberspace; Energy Security; Internal Security; National Security
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:relatório
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna
Idioma:português
Origem:Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna
Descrição
Resumo:Numa sociedade altamente tecnologizada e necessitada de um fluxo constante e ininterrupto de energia, um bloco económico como a União Europeia, que integra Portugal, um grande consumidor mas onde rareiam as fontes energéticas primárias, encontra-se numa posição de enorme vulnerabilidade. Esta fragilidade, que tem vindo a ser equilibrada com o estabelecimento de uma diplomacia energética baseada na diversificação de fontes e fornecedores, comporta também riscos securitários evidentes. Num mundo onde cidadãos, empresas e Estados se interconectam como nunca, um conjunto de novas ameaças, mais perigosas e com maior potencial destrutivo aparente que as anteriores, resultantes da operação universal no ciberespaço, emergem no horizonte. Como as consequências antecipáveis resultantes de um ciberataque a uma infraestrutura crítica energética seriam potencialmente devastadoras, refletiu-se sobre a necessidade de Portugal adaptar a sua arquitetura de segurança às novas exigências. Considerando, simultaneamente, a urgência em dar resposta aos novos desafios do ciberespaço, a escassez de recursos e a necessidade de formular uma definição clara, global e holística dos interesses vitais do país; examinou-se uma proposta de reforma baseada na criação de um conceito estratégico de segurança nacional que, coerentemente, alinhasse, reunindo ao invés de segregar, segurança, defesa, economia/finanças, proteção civil, informações, diplomacia e cultura.