Publicação
Neo-Eurasianismo como catalisador de uma ordem mundial multipolar
| Resumo: | Esta investigação analisa a influência do neo-eurasianismo na formulação da política externa russa e o seu impacto nas dinâmicas geopolíticas contemporâneas. Inspirado no pensamento de Alexander Dugin, este paradigma propõe uma liderança russa no espaço euro-asiático como alternativa ao modelo liberal ocidental, promovendo uma reconfiguração hierárquica das relações internacionais. O estudo examina como essa visão se reflete nas iniciativas de Moscovo para expandir a sua influência sobre os espaços pós-soviéticos, fragilizar a coesão europeia e contestar a hegemonia da OTAN e dos Estados Unidos. A análise evidencia a perplexidade da resposta internacional perante o uso simultâneo de hard power, netwar e desinformação pela Rússia, bem como as limitações da reação europeia, marcada por falta de coesão e dependência estratégica. Conclui-se que o neo-eurasianismo funciona como matriz ideológica legitimadora de uma política externa russa revisionista, que combina capacidades convencionais e não convencionais para contestar os fundamentos institucionais da ordem internacional liberal baseada em regras. A assimetria entre a coesão discursiva russa e a fragmentação da resposta europeia evidencia a necessidade de uma estratégia de contra narrativa e reforço de capacidades híbridas no plano europeu. |
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| Autores principais: | Fernandes, Roberto Narciso Andrade |
| Assunto: | Desinformação Neo-Eurasianismo Geopolítica Rússia Segurança internacional Disinformation Neo-Eurasianism Geopolitics Russia International security |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo original |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna |
| Resumo: | Esta investigação analisa a influência do neo-eurasianismo na formulação da política externa russa e o seu impacto nas dinâmicas geopolíticas contemporâneas. Inspirado no pensamento de Alexander Dugin, este paradigma propõe uma liderança russa no espaço euro-asiático como alternativa ao modelo liberal ocidental, promovendo uma reconfiguração hierárquica das relações internacionais. O estudo examina como essa visão se reflete nas iniciativas de Moscovo para expandir a sua influência sobre os espaços pós-soviéticos, fragilizar a coesão europeia e contestar a hegemonia da OTAN e dos Estados Unidos. A análise evidencia a perplexidade da resposta internacional perante o uso simultâneo de hard power, netwar e desinformação pela Rússia, bem como as limitações da reação europeia, marcada por falta de coesão e dependência estratégica. Conclui-se que o neo-eurasianismo funciona como matriz ideológica legitimadora de uma política externa russa revisionista, que combina capacidades convencionais e não convencionais para contestar os fundamentos institucionais da ordem internacional liberal baseada em regras. A assimetria entre a coesão discursiva russa e a fragmentação da resposta europeia evidencia a necessidade de uma estratégia de contra narrativa e reforço de capacidades híbridas no plano europeu. |
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