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O que te faz feliz?: A paisagem rural como lugar de permanência
| Summary: | A construção da Barragem do Cabril foi um ponto de viragem para quem habita aquele território. Desencadeou mudanças no ecossistema ao nível da fauna e da Fora do vale do Zêzere e, transformou também os modos de vida e de ocupação daquele lugar. Ainda hoje é possível verificar uma panóplia de vestígios, associados à sua construção. O concelho de Pedrogão Grande e freguesia de Pedrogão Pequeno estão hoje mais perto e simultâneamente mais divididos. Não é apenas um muro de água que os separa. A crise climática aliada a uma falta de gestão concertada entre estes dois territórios deixa-os vulneráveis a fenómenos com grande poder destrutivo do habitat, como os que a região presenciou no ano de 2017, data em que se sucederam os mega incêndios de Pedrogão Grande. A catástrofe foi também um sinal de alerta do estado de abandono generalizado do território rural. Este ensaio reflete sobre a importância em habitar territórios de baixa densidade no século XXI, e, tomando como ponto de partida o contexto português, procura chegar a um entendimento sobre aquilo que os torna em lugares de permanecência. O projeto propõe a utilização de uma pré-existência originada pelo processo de construção da barragem e testa hipóteses do habitar: é uma proposta para uma forma de habitar em comunidade numa encosta. Explora-se ainda na proposta o efeito do jardim produtivo, não como atividade produtora de sustento a uma sociedade neo-rural, mas como promotora de bem-estar, lazer e subsistência para os habitantes deste território. |
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| Main Authors: | Vitorino, Diogo Alexandre Borges |
| Subject: | Felicidade -- Happiness Permanência Habitar Comunidade -- Community Neo-rural Permanence Inhabit Neo-rural |
| Year: | 2024 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | restricted access |
| Associated institution: | ISCTE |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório ISCTE |
| Summary: | A construção da Barragem do Cabril foi um ponto de viragem para quem habita aquele território. Desencadeou mudanças no ecossistema ao nível da fauna e da Fora do vale do Zêzere e, transformou também os modos de vida e de ocupação daquele lugar. Ainda hoje é possível verificar uma panóplia de vestígios, associados à sua construção. O concelho de Pedrogão Grande e freguesia de Pedrogão Pequeno estão hoje mais perto e simultâneamente mais divididos. Não é apenas um muro de água que os separa. A crise climática aliada a uma falta de gestão concertada entre estes dois territórios deixa-os vulneráveis a fenómenos com grande poder destrutivo do habitat, como os que a região presenciou no ano de 2017, data em que se sucederam os mega incêndios de Pedrogão Grande. A catástrofe foi também um sinal de alerta do estado de abandono generalizado do território rural. Este ensaio reflete sobre a importância em habitar territórios de baixa densidade no século XXI, e, tomando como ponto de partida o contexto português, procura chegar a um entendimento sobre aquilo que os torna em lugares de permanecência. O projeto propõe a utilização de uma pré-existência originada pelo processo de construção da barragem e testa hipóteses do habitar: é uma proposta para uma forma de habitar em comunidade numa encosta. Explora-se ainda na proposta o efeito do jardim produtivo, não como atividade produtora de sustento a uma sociedade neo-rural, mas como promotora de bem-estar, lazer e subsistência para os habitantes deste território. |
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