Publicação
Europa, o gigante invisível?: A cobertura mediática das eleições europeias em Portugal (2009-2019)
| Resumo: | As políticas da União Europeia influenciam fortemente a vida política dos seus Estados-membros, mas a premência do poder europeu parece não encontrar correspondência mediática nos momentos em que deveria ser mais debatido: nas eleições europeias. A prevalência de tópicos domésticos na cobertura mediática destas eleições reforça o seu caráter de segunda-ordem. Porém, será esta uma tendência transversal às eleições europeias num dado país independentemente do contexto de curto prazo? A presente dissertação pretende averiguar os padrões da cobertura mediática das eleições europeias em Portugal, olhando para a saliência dos temas europeus, os enquadramentos mais frequentemente usados e o tom com que a Europa é reportada. O principal objetivo consiste em contribuir para a compreensão do impacto do contexto de curto prazo, caracterizando a cobertura mediática destas eleições e o enfoque adotado pelos jornalistas. Para tal, procedeu-se a uma análise do conteúdo mediático de dois jornais portugueses nas três semanas que antecederam o dia de três eleições europeias marcadamente distintas: 2009 (estagnação económica), 2014 (crise das dívidas soberanas e relativa descrença nas instituições europeias) e 2019 (crescimento económico e renovar da confiança na UE). À semelhança de estudos realizados em outros países europeus, os resultados indicam uma clara preponderância dos temas nacionais. A cobertura mediática incide principalmente em elementos episódicos, de personalização e de estratégia, reportando um tom neutral e sem vieses a favor/contra a UE. As diferenças entre as eleições apontam para a influência do contexto de curto-prazo, mas reforçam também as tendências transversais da cobertura mediática. |
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| Autores principais: | Silva, João Vasco Santos |
| Assunto: | Media Portugal Análise de conteúdo -- Content analysis Eleição europeia Campanha eleitoral -- Election campaign Framing European elections |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | As políticas da União Europeia influenciam fortemente a vida política dos seus Estados-membros, mas a premência do poder europeu parece não encontrar correspondência mediática nos momentos em que deveria ser mais debatido: nas eleições europeias. A prevalência de tópicos domésticos na cobertura mediática destas eleições reforça o seu caráter de segunda-ordem. Porém, será esta uma tendência transversal às eleições europeias num dado país independentemente do contexto de curto prazo? A presente dissertação pretende averiguar os padrões da cobertura mediática das eleições europeias em Portugal, olhando para a saliência dos temas europeus, os enquadramentos mais frequentemente usados e o tom com que a Europa é reportada. O principal objetivo consiste em contribuir para a compreensão do impacto do contexto de curto prazo, caracterizando a cobertura mediática destas eleições e o enfoque adotado pelos jornalistas. Para tal, procedeu-se a uma análise do conteúdo mediático de dois jornais portugueses nas três semanas que antecederam o dia de três eleições europeias marcadamente distintas: 2009 (estagnação económica), 2014 (crise das dívidas soberanas e relativa descrença nas instituições europeias) e 2019 (crescimento económico e renovar da confiança na UE). À semelhança de estudos realizados em outros países europeus, os resultados indicam uma clara preponderância dos temas nacionais. A cobertura mediática incide principalmente em elementos episódicos, de personalização e de estratégia, reportando um tom neutral e sem vieses a favor/contra a UE. As diferenças entre as eleições apontam para a influência do contexto de curto-prazo, mas reforçam também as tendências transversais da cobertura mediática. |
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