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Políticas sociais lentas, resistências lentas: caso dos hindus da Quinta da Vitória

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O programa especial de realojamento (PER) realojou milhares de famílias de bairros em habitação social especialmente construída para substituir os então chamados “bairros de barracas”. As histórias que este programa encerra são muitas e estão retratadas na literatura sobre habitação social, mas o acompanhamento destes processos num tempo longo encerra por sua vez histórias particulares de moradores que esperaram, em determinadas situações, décadas pelo realojamento. Neste capítulo retomo um trabalho de campo etnográfico que seguiu de perto um conjunto de famílias que habitavam o bairro Quinta da Vitória, cujo processo de realojamento foi moroso e sem solução habitacional para uma parte importante dos seus moradores. O enfoque será feito relativamente ao momento em que os moradores do bairro participaram ativamente num movimento pela defesa do direito à habitação, em 2006. Se passados mais de dez anos, a literatura sobre habitação cresceu exponencialmente, a proposta é voltar atrás para procurar compreender melhor como se opera um caso de participação de moradores de um bairro onde há anos não existia movimento associativo.
Autores principais:Cachado, R.
Assunto:James C. Scott PER Movimentos de resistência Habitação Solidariedade imigrante Direito à habitação
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE
Idioma:português
Origem:Repositório ISCTE
Descrição
Resumo:O programa especial de realojamento (PER) realojou milhares de famílias de bairros em habitação social especialmente construída para substituir os então chamados “bairros de barracas”. As histórias que este programa encerra são muitas e estão retratadas na literatura sobre habitação social, mas o acompanhamento destes processos num tempo longo encerra por sua vez histórias particulares de moradores que esperaram, em determinadas situações, décadas pelo realojamento. Neste capítulo retomo um trabalho de campo etnográfico que seguiu de perto um conjunto de famílias que habitavam o bairro Quinta da Vitória, cujo processo de realojamento foi moroso e sem solução habitacional para uma parte importante dos seus moradores. O enfoque será feito relativamente ao momento em que os moradores do bairro participaram ativamente num movimento pela defesa do direito à habitação, em 2006. Se passados mais de dez anos, a literatura sobre habitação cresceu exponencialmente, a proposta é voltar atrás para procurar compreender melhor como se opera um caso de participação de moradores de um bairro onde há anos não existia movimento associativo.