Publicação
Condições de trabalho, stresse e sintomas de mal-estar físico e psicológico: exploração de uma cadeia de efeitos
| Resumo: | Este artigo visa diagnosticar o efeito das condições de trabalho no stresse e nos sintomas de mal-estar físico e psicológico. A investigação baseia-se na análise estatística de uma amostra (n =117) dos trabalhadores de uma empresa portuguesa de grande dimensão do setor dos serviços. A recolha dos dados foi realizada através da aplicação de um questionário de avaliação de riscos psicossociais. Conclui-se que a maioria dos inquiridos considera que trabalhar no subsolo e por turnos afeta negativamente a sua saúde. Verifica-se que o stresse aumenta quando o trabalhador perceciona ter elevadas exigências (quantitativas e qualitativas) e pouco suporte social dos colegas de trabalho e das chefias; já os trabalhadores com pouca autonomia tendem a expressar um nível baixo de stresse. A frequência de sintomas de mal-estar aumenta significativamente à medida que a perceção de exposição aos riscos psicossociais e o nível stresse se tornam mais elevados. Os sintomas de mal-estar que apresentam uma correlação estatisticamente significativa com o stresse são, por ordem decrescente, as insónias, a depressão e as dores de cabeça. As evidências estatísticas confirmam a existência de uma cadeia de efeitos entre as condições de trabalho, o stresse e os sintomas de mal-estar. |
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| Autores principais: | Alves, D. |
| Outros Autores: | Ramos, S.; Fugas, C. |
| Assunto: | Condições de trabalho Riscos psicossociais Stresse Sintomas de mal-estar físico e psicológico |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | ISCTE |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório ISCTE |
| Resumo: | Este artigo visa diagnosticar o efeito das condições de trabalho no stresse e nos sintomas de mal-estar físico e psicológico. A investigação baseia-se na análise estatística de uma amostra (n =117) dos trabalhadores de uma empresa portuguesa de grande dimensão do setor dos serviços. A recolha dos dados foi realizada através da aplicação de um questionário de avaliação de riscos psicossociais. Conclui-se que a maioria dos inquiridos considera que trabalhar no subsolo e por turnos afeta negativamente a sua saúde. Verifica-se que o stresse aumenta quando o trabalhador perceciona ter elevadas exigências (quantitativas e qualitativas) e pouco suporte social dos colegas de trabalho e das chefias; já os trabalhadores com pouca autonomia tendem a expressar um nível baixo de stresse. A frequência de sintomas de mal-estar aumenta significativamente à medida que a perceção de exposição aos riscos psicossociais e o nível stresse se tornam mais elevados. Os sintomas de mal-estar que apresentam uma correlação estatisticamente significativa com o stresse são, por ordem decrescente, as insónias, a depressão e as dores de cabeça. As evidências estatísticas confirmam a existência de uma cadeia de efeitos entre as condições de trabalho, o stresse e os sintomas de mal-estar. |
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